Fala Produtor
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Delman Ferreira Brasília - DF 11/09/2007 00:00
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Fábio Marchetto Nova Xavantina - MT 11/09/2007 00:00
Olá João Batista! Meu nome é Fábio Marchetto, sou de Engenheiro Coelho - SP, mas há 5 cinco anos moro em Nova Xavantina - MT atuando como pecuarista. No entanto, em todo esse tempo trabalhando com a pecuária só tive os inúmeros problemas, decorrentes de preços baixos, que todos os pecuaristas também tiveram e que é de vosso conhecimento. O intuito desse meu e-mail é que você transmita aos nossos governantes que eles vejam que nós também tivemos e temos problemas e não será agora que o preço da arroba melhorou que as dívidas irão sumir, que também necessitamos de prorrogações. E também que os amigos pecuaristas se unam em prol da causa bem como fizeram os agricultores, pois, até não tomarmos uma atitude ou mostrarmos nossa força e nossa realidade ao país continuaremos nessa situação lamentável. Infelizmente, temos um presidente e um poder público em geral que ignora esse quadro, mas esperamos que um dia estes também sintam as dificuldades que sentimos até agora... Um grande abraço.
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Luiz Antonio Itaí - SP 10/09/2007 00:00
Olá, João. Aqui as coisas não andam muito bem, apesar da reação dos preços agrícolas em geral. Estou com um serio problema. Venho fazendo sucessivos custeios agrícolas para matar outro. Ocorre que este ano os meus custeios já venceram e não consegui fazer um novo. Resumindo, fiquei inadimplente com o banco, e pior, como a safra 2006/2007 ficou de fora das negociações que o governo está propondo, estou a ver navios. Como vai ficar minha situação? Um grande abraço, e parabéns pelo seu programa, e forca na sua luta em prol de nossa classe. Nós, os agricultores precisamos de pessoas como você.
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Murilo Nicolli Tangará da Serra - MT 10/09/2007 00:00
João Batista, parabéns por ser uma pessoa iluminada por Deus, e que tem a sensibilidade de perceber o quanto é importante a agricultura para a humanidade. Não pare nunca de levar informações a este Brasil tão rico de pessoas que lutam por um mundo melhor. Peço desculpas por algum erro de português, mas também meu pai e minha santa mãe não tem culpa nenhuma disso, pois eles sempre pediram para eu estudar...eu é que não quis e decidi ir para a fazenda trabalhar aos 15 anos. Bom já se passaram 12 anos, mas jamais desistirei do meu sonho. Obrigado e fique com a força do campo. Um abraço.
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Anderson Gonçalves de Souza Posse - GO 06/09/2007 00:00
Caro João Batista,<br /> <br /> Não é cômico ver o ex ministro Paloci como relator da continuidade da CPMF? Bom! se não é, pelo menos me veio um grande sentimento de revolta ao saber que depois de tantas falcatruas, este retorna, e ainda serve de consultor para o atual ministro da fazenda, é mesmo piada a justiça para alguns.<br /> <br />
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Miguel Dorneles Pereira Ponta Porã - MS 06/09/2007 00:00
João Batista,gostaria de pedir e ver sua opinião sobre o assunto. Fazer uma enquete de todos os devedores do Pesa, securitizacào que estão sendo enviados para união e dos bancos particulares.Isso na minha opinião nos traria mais força para lutarmos juntos, assim não ficariamos gritando sozinho e uma forma de nos unir e falarmos a mesma lingua pq nos estamos que nem boi no frigorifico sendo abatido um de cada ves e ficamos aguardando nossa ves escutando o berro pelo lado de fora, assim e fácil para o governo. Assim não assustamos o Governo. Isso é tudo que eles querem caso a caso essa novela e velha e não vale a pena ver de novo.OBRIGADO João Batista.
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Elton Araújo Guarapuava - PR 05/09/2007 00:00
O Financial Times Publicou uma nota sobre a Economia brasileira interessante, dizendo que" podemos ser vítimas do próprio sucesso" e segundo um analista "a bolha de investimentos pode estourar". Comentam também o "Boom" das commodities e seu reflexo no interior do Brasil e a valorização da moeda "comendo as receitas dos produtores agrícolas". Enfim, prato cheio para comentários.
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Marcio Bernartt Toledo - PR 05/09/2007 00:00
URGENTE: PRORROGAÇÕES FORAM EDITADAS DE FORMA DIFERENTE DO ANUNCIADO UM MES ATRAZ. Leiam texto abaixo:<br />
O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, disse que as resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), no final de agosto, foram editadas de forma diferente do anunciado um mês antes pelo Ministério da Agricultura<br />
A FAEP avaliou as medidas adotadas pelo governo para prorrogar as dívidas de 2007, e no entender do presidente da federação, Ágide Meneguette, as resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), no final de agosto, foram editadas de forma diferente do anunciado um mês antes pelo Ministério da Agricultura, prejudicando os produtores rurais. "Muitos produtores fizeram seu planejamento de pagamento de contas conforme a nota oficial do governo, mas foram surpreendidos por mudanças nessas regras", disse.<br />
Veja o ofício encaminhado pela FAEP para o Presidente da República, Ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento e para a bancada de deputados federais e senadores:<br />
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"O Conselho Monetário Nacional (CMN) editou em 30/08 as resoluções 3.495, 3.496 e 3.497 que normatizam os bônus de adimplência e as prorrogações de dívidas de custeios das safras anteriores, investimentos e Pronaf.<br />
Em "Nota Sobre o Endividamento Agrícola" no dia 11 de julho de 2007, o Ministério da Agricultura (MAPA) informava:<br />
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"1 - No Custeio<br />
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As parcelas vencidas e vincendas em 2007, das operações prorrogadas de safras anteriores e que venceriam parcialmente em 2007 estão prorrogadas para um ano após o vencimento da última parcela."<br />
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No entanto, a resolução 3.495 autorizou, mediante ANÁLISE CASO A CASO, prorrogação da parcela que vence em 2007 para até um ano após o vencimento da última.<br />
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Para os investimentos, a mesma nota destacava:<br />
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"2.2 Nos programas Moderagro, Moderinfra, Prodefruta, Prodeagro e Propflora – Pronaf e Proger Investimento<br />
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Pagamento mínimo de 20% da parcela de 2007, e prorrogação do restante para um ano após a última prestação ou o final do contrato. Quem pagar, parte ou parcela integral, terá bônus de 5% (...) Serão passíveis de prorrogação os empréstimos de produtores que tiverem sua renda principal obtidas com Algodão, Arroz, Milho, Trigo e Soja.<br />
<br />
Com base em uma análise de caso a caso, e desde que o produtor demonstre incapacidade de pagamento do percentual mínimo exigido, os agentes financeiros poderão prorrogar até 100% da parcela vincenda ou vencida em 2007. <br />
<br />
Poderão se beneficiar desta prerrogativa todas as culturas/atividades independentemente das listadas acima (...)"<br />
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Porém, o texto do artigo 4º da resolução 3.496 possibilita uma interpretação diferente do anunciado em 11 de julho, pois destaca:<br />
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"Art. 4º Com base em análise caso a caso e desde que o mutuário comprove incapacidade de pagamento dos percentuais mínimos exigidos nos termos dos arts. 1º e 2º, os agentes financeiros podem prorrogar até 100% (cem por cento) das parcelas com vencimento em 2007..."<br />
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Desta forma, produtores de suinocultura, avicultura e outras atividades em dificuldade, podem ficar de fora da análise "caso a caso" no investimento.<br />
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Diante do exposto, pleiteamos as seguintes alterações nas resoluções citadas:<br />
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Alterar a prorrogação de custeio de análise "caso a caso" para prorrogação automática para um ano após o final do contrato; <br />
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Retirar o termo "até" do texto de todos os artigos das resoluções 3.495, 3.496 e 3.497/2007. Os bancos utilizam essa prerrogativa para prorrogarem as operações por um período muito curto, burlando o objetivo principal da prorrogação; <br />
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Alterar os artigos da resolução 3.496, relacionados a prorrogação de investimento. Contemplar o que foi anunciado em 11 de julho (citado acima), ou seja, além dos produtores de grãos, todas as culturas/atividades poderiam se beneficiar da análise "caso a caso"; <br />
Indenizar o rebate para os produtores que liquidaram o contrato de investimento em período anterior à edição das resoluções. As medidas de rebate de 5%, 10% e 15% dos investimentos contemplam apenas produtores que ainda tenham saldo devedor no contrato e exclui aqueles que quitaram a operação em 2007, numa evidente injustiça com os mais adimplentes. <br />
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Incluir no rebate de investimento todas as atividades e programas de investimento, pois as resoluções contemplam apenas alguns programas, em especial os produtores de grãos. O rebate é devido a todos os programas e produtores, independente de dificuldade financeira, pois trata-se de medida compensatória em relação à queda de juros da economia. <br />
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Contamos com seu empenho para que seja restabelecida em resolução o que previa a nota oficial do governo de 11 de julho de 2007.<br />
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Amigo João e Telmo, contamos com seu apoio para solucionarmos de uma vez por todas estes problemas de dívidas. Não aguentamos mais sermos enrolados pelo governo.<br />
Obrigado.
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Pedro Vidotto Cruzeiro do Sul - PR 05/09/2007 00:00
João Batista, por que o governo não abre mão das prorrogações das dívidas agrícolas para quem não deve??? O Governo dá prorrogações para os agricultores adimplentes e nega para os inadimplentes. Que Governo é este??? Prorrogações de dívidas se faz para quem deve e não tem como pagar. João Batista, cadê a nossa federação que só cobra contribuição, e em contra-partida, nada faz pelo agricultor??!! Até o momento nada fizeram para resolver meus problemas... Até parece que eles têm medo do governo federal... Vamos cobrar deles a renegociação das dívidas agrícola. João, você merece todo nosso respeito... Admiro muito você e seu programa, sou teu fã... Abraços meu amigo e vamos <st1:personname w:st="on" productid="em frente. (PS.: Estamos">em frente. (PS.: Estamos</st1:personname> pedindo para que a nossa classe se una.. não podemos ficar parados, levado pancada).
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Raul Antonio Ribas Palmas - RO 05/09/2007 00:00
João Batista, assisto o teu programa quase todos os dias e vejo o teu conhecimento sobre a agricultura, aqui em palmas o arrendamento está muito caro, em media 12 sacas ha, estou querendo me mandar. Qual o melhor lugar? João, no teu ponto de vista, MT, MA, TO, etc.? Tenho uma pequena propriedade e arrendo, mas não tem mais jeito de continuar aqui. Estamos comendo o que fizemos no passado, desde já agradeço.
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Antonio Moiseis Zanelato Mercedes - PR 05/09/2007 00:00
A minha grande preocupaçao,estou com a semente os fertilizantes adquiridos,e conforme as previsoens do clima nao teremos chuvas suficientes no mes de setembro para efetuar o plantio.Que situaçao fica o agricultor vendo o mercado em alta todos os dias?
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Adilson Eger Mercedes - PR 04/09/2007 00:00
Estamos no início da época de plantio do milho na região oeste do Paraná. Os produtores estão aguardando as chuvas para iniciar o plantio, porém as previsões climáticas não apontam ocorrência de chuvas em volume suficiente para as próximas semanas. No ano passado a grande maioria optou pelo plantio nos primeiros 20 dias do mês de setembro. Parece que neste ano o plantio será atrasado em relação a anos anteriores. Pode haver migração de plantio para a soja em função do clima.
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Cleia Steuernagel Cachoeira do Sul - RS 03/09/2007 00:00
Sr. João Batista, leia esse texto e veja a relação que tem conosco as pessoas do campo agricultores (agronegócio). <br />A ÁGUIA. A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega há viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão: Aos 40 anos ela está com as unhas compridas e flexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo, se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar não é mais tão fácil. Então a águia só tem duas alternativas: morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias. Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho que fica próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma pedra ate conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, esperar nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver mais 30 anos. A vitória é para os que têm coragem e não sentem pena de si mesmos!!! Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de remoção. Para que continuemos, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causam dor. Somente livres do peso de passado, podemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. TENHA FÉ EM DEUS TENHA FÉ NA VIDA E TENTE OUTRA VEZ... OUTRA VEZ?
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la Hire Flores da Luz Neto Quaraí - RS 03/09/2007 00:00
Quero parabenizar e especialmente agradecer ao fantástico João Batista Olivi pela sua participação na expointer.João tu destes uma lição de como mostrar aos burocratas e pseudos pensadores de gabinete de nosso governo de como o produtor pena para produzir. Parece que o agronegócio não significa nada na balança comercial e no PIB do País.Tua emoção foi também minha e do povo agropecuarista. Quando uma pessoa se emociona ao ver as dificuldades daqueles que dão o suor pelo país e este, através de seus governantes, lhes tem as costas virada, mostra a sensibilidade dos sábios e o telurismo de quem conhece a produção primária. Se tivessemos no povo brasileiro esse teu sentimento que é de pátria, de amor ao solo, ao país, não teríamos que conviver com pessoas que como tu mesmo fala. "Que não precisa ajudar, basta não atrapalhar". Um abraço emocionado e de reconhecimento. Um dia ainda vou ter o prazer de conhece-lo pessoalmente. Um abraço do tamanho do agronegocio.
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Vinicius Baldo Água Boa - MT 03/09/2007 00:00
Bom dia João Batista!! Quero através deste relatar um fato e mostrar a injustiça que sempre é feita com a classe que alimenta o mundo. Estou em Água Boa - MT, no Vale do Araguaia, não sou produtor e moro aqui há 5 anos. Há alguns dias atrás mostraram no Fantástico uma reportagem sobre as queimadas no Mato Grosso. O que me deixou indignado foi a REDE GLOBO culpar os sojicultores pelo fato. Tudo bem os produtores podem até tem uma parcela de culpa mas estão fazendo isso para alimentar o mundo. Em minha cidade está ocorrendo um fato que mostra pra quem quiser ver o descaso e a despreocupação de nossos governantes quando produtores não estão envolvidos, mostram a MARCAÇÃO de todos contra o produtor. Todo o Vale do Araguaia já há muitos dias está sob uma névoa de fumaça porque os INDIOS XAVANTE põem fogo em suas reservas (essa que é vizinha tem mais de 300 mil ha) para caçar. Estamos enfrentando sérios problemas de saúde, pois há vários dias o clima está seco e a fumaça não desaparece. A pergunta é essa: Alguém já ouviu falar nesse fato??? Isso acontece todos os anos e os prejuízos são imensos. Já imaginou 300mil ha sendo queimados todos os anos. O produtor só queima um ano, só o primeiro. Esse nosso país é mesmo um país sem lei, ou melhor com muitas leis que infelizmente só prejudicam quem produz e faz o país crescer. Outro fato que já presenciei foi um índio comprando peixe no supermercado. PODE??? Qual o benefício que esses índios trazem para o País??? Tudo bem, não precisa trazer banefícios, mas também não dar prejuízos, O PRODUTOR NÃO PODE CARREGAR UMA CRUZ QUE NÃO É SÓ SUA!!! ISSO TEM QUE SER DIVULGADO, TEMOS QUE ACABAR COM ESSA VISÃO DE QUE OS ÍNDIOS SÃO UNS COITADOS!!! Um abraço e passem pra frente essa notícia!!
Senhores Diretores do Bradesco, <br /><br />Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. <br /><br />Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, <br />pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não <br />garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente <br />apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que <br />serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de <br />combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, <br />dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal? <br /><br />Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores <br />concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de <br />honestidade. Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa deabertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que <br />ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri. <br /><br />Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. <br /><br />Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao <br />financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os <br />senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria. <br /><br />Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes <br />inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente <br />embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".Tirei um extrato de minha conta - um único <br />extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00. <br />Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a <br />manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua". A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite <br />especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho". <br /><br />Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me <br />atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me <br />cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer. <br />Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto <br />estive nas instalações de seu Banco. Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma? Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os <br />senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que <br />protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos <br />senhores, talvez sejam muito mais <br />elevados. Sei que são legais, mas também sei que são imorais . <br /><br />Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.