Fala Produtor
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Marcos Morais Mato Grosso do Sul - MS 30/08/2007 00:00
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Hilário Richter Toledo - PR 30/08/2007 00:00
O agricultor é forte! Um homem de fé e muito importante para o desenvolvimento e o sucesso da agricultura e da economia do nosso País. Ele é um otimista por natureza e tem suas esperanças renovadas a cada nova semente lançada ao solo fértil, acreditando sempre que na próxima safra será melhor que na anterior. Forte, porque acredita, tem vocação e amor à terra, sendo um apaixonado pelo que faz. É forte, porque faz a sua parte e cumpre a sua missão, independente do governo ou mesmo do clima, que é fator imprescindível para o sucesso da safra. Forte, porque sabe que do seu suor e labuta diária de sol a sol depende a produção de alimentos e assim, a certeza de que milhões de pessoas serão alimentadas e terão a sua fome saciada, de norte a sul, e de leste a oeste do nosso País e também do mundo. O agricultor é um forte! Porque apesar dos cenários nem sempre desejáveis e promissores com relação às políticas agrícolas, econômicas, cambiais e dos preços nem sempre satisfatórios, ele não deixa de se fazer presente na parte que lhe cabe. O agricultor é um teimoso, por ser um empreendedor rural sempre corajoso, esperançoso e persistente, e acredita que com a graça de Deus suas próximas safras serão bem melhores como recompensa ao seu trabalho e dedicação na sua atividade. Por isso e muito mais, com orgulho o povo brasileiro tira o chapéu para os agricultores, que produzem alimentos e ajudam o agronegócio e o Brasil a crescer.
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Armando Parrilla Franca - SP 29/08/2007 00:00
Tive fabrica em São Paulo durante 30 anos, e fechei-a em 2002, pois o governo aniquilou o nosso setor. Vim para Franca, mas a situação aqui esta terrível - o Sr. não faz idéia... Nem calçado, nem transporte, nada escapa... Tenho caminhão (depois de ter caminhões e empregados, hoje só me sobrou um pequeno caminhão). Mas tenho amigos que tem fabricas de diversos segmentos e a situação está insustentável. Meu antigo contador em São Paulo (que tem mais de 1.200 clientes) me disse que a maioria esmagadora está em sérias dificuldades. Enfim Sr. João, poderia escrever um livro sobre a nossa situação. Mas o que quero lhe dizer é que os setores industrial e comercial estão se acabando... O restinho de esperança está no agronegócio. Este é um pequeno desabafo e obrigado. Vocês sejam talvez nosso último baluarte. Se caírem será o caos. Obrigado
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Sergio Soares da Silva Santa Teresa - ES 29/08/2007 00:00
Estou sempre acompanhando os noticíarios sobre o café, e fico pensando qual é a verdadeira realidade sobre o futuro do café.<br />
Pois a cada ano os especuladores jogam certas previsões que nós produtores que estamos na ponta da corda acabamos pagando o pato,eu sou produtor de café no município de Santa Teresa(ES)e, aqui produzzimos o café arábica onde trabalhamos com a qualidade e também produzimos o café conilon, aqui em casa onde tudo é feito manualmente, todas as práticas o custo se torna muito alto e essas especulações acabam com agente (produtores), pois já somos um povo sfredor.
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Anderson Gonçalves de Souza Posse - GO 29/08/2007 00:00
Caro João Batista!! Sou residente na cidade de Posse-GO, onde possuo um escritório de planejamento agrícola, trabalhando com o Banco do Brasil, situada a 20 Km da divisa com a Bahia, e as fazendas, são na maioria, do Sudoeste Baiano. E também sou produtor rural na Bahia. Após o anúncio por parte do governo, chegam às agências do Banco do Brasil as normativas para operacionalização das prorrogações. Assim, fomos chamados para reunião junto ao gerente da agência e funcionários, e o que recebemos de instrução foi que é para tentar apertar para o cliente pagar, e que se houver qualquer pedido de prorrogação, o produtor irá perder o direito a investimento até que se quite o total das parcelas. Se sobrar limite de crédito para custeio 2007-2008, este deverá ser protegido por mecanismos de proteção de preço futuro. Portanto é bem claro a posição dos bancos: receber, pois acredito que aos olhos de outros (que não o produtor rural), tudo está muito bom e todos podem pagar, pois a soja hoje está R$ 30,00 a saca, e não teve frustração de safra. Mas se esquecem que no passado prorrogamos por não termos renda. Porem acham que o que ficou no passado não repercute hoje, e ainda acham que se você financiou 200 ha e plantou 1000, você tem 800 ha livres para o banco pegar. Isto tudo é uma vergonha, ninguém trata o setor produtivo como essencial, e sim como uma forma dos bancos lucrarem seus bilhões -- e o governo não consegue nos ajudar, portanto a palhaçada sempre continua. (PS): sabe quem está ganhando com tudo isso?? Grandes empresários que não dependem da agricultura, e estão comprando áreas bem mais barato, pois o produtor precisa vender para continuar sobrevivendo com um mínimo de recursos, e passa ser gerente dessas grandes fazendas, aqui na nossa região.
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Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR 29/08/2007 00:00
Caro João Batista. Voltei à agência do Banco do Brasil e o gerente explicou-me o que está ocorrendo. O valor a ser financiado será de 100% do orçamento. O problema é que há uma norma do banco dizendo que, por enquanto, só pode ser liberado o valor emprestado no ano passado. O restante não sabem quando vai ser liberado. Nem o gerente sabe o porquê disso. Desta primeira liberação será decontado o valor prorrogado de custeio de 2006 ou anterior.
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Ermano de Arruda Filho Mogi Mirim - SP 29/08/2007 00:00
Sou agricultor e filho de agricultor, e estou enviando-lhe uma pergunta: O milho e a soja têm preços históricos no mercado. Os fertilizantes também. Então pergunto: qual o preço histórico da tonelada de adubo?? Por que o fertilizante não acompanhou a redução do dólar??Por que a tonelada é tão cara em dólar?? Afinal, num mercado globalizado temos de lutar com todas as armas para nos tornarmos competitivos. Obrigado.
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Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR 28/08/2007 00:00
Caro João Batista, Há cerca de um mês atrás, foi realizada uma reunião em minha cidade, com as empresas de assistência técnica e o ATR regional do Banco do Brasil, para discutir as novas regras de custeio para a safra 2007-2008. Me incluo aí como produtor rural. Foi dito que nesta próxima safra, o limite financiável para soja seria aumentado para 100% do orçamento previsto. Nos anos anteriores era de 80%. Pois bem, nós técnicos começamos a trabalhar em cima destas novas regras, e com a promessa que recursos não seriam problema. Muitos planos técnicos foram elaborados e muitos foram até registrados em cartório, último passo para a liberação dos recursos. Agora vem a surpresa. Uma circular do banco chegou ás agências dizendo que, os mutuários só teriam direito a financiar o valor que pegaram emprestado na safra passada, e ainda seria descontado deste total o valor da parcela da renegociação do custeio de 2006. Os gerentes não sabem o que fazem. Os projetos estão prontos, como disse, e muitos registrados. O que fazer? Mudar tudo? E quem decidiu plantar milho, que tem o orçamento maior do que o de soja? Não receberá recursos suficientes. Entenda que isto não tem nada a ver com limite de crédito. Eu mesmo tenho clientes que possuem limite de crédito para custeio muito acima do valor do orçamento proposto, e mesmo assim não poderão financiar tudo que precisam. Isto está ocorrendo no oeste do Paraná.
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Elson Lodea São Gabriel do Oeste - MS 28/08/2007 00:00
João Batista, no ano passado tivemos alguns casos de refinanciamento das dívidas agrícolas com recursos do FAT, e que não se enquadraram na medida provisória que foi aprovada na ultima semana. A minha duvida é como fica a situação dos agricultores que tem essas dividas com o banco do Brasil. Ai vem os problemas de Serasa. Como que vamos plantar a nova safra com os nomes negativos??? Pergunto pra você, João Batista, será que nós agricultores teremos que entrar com medidas judiciais para podermos produzir??? Gostaria de ver com vocês o que a gente poderia fazer.
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Altemar Kroling Diamantino - MT 26/08/2007 00:00
Olá amigos do noticias agricolas, foi uma grande satisfação em conhece-los, quiria parabeniza-los pela cobertura da 2º bienal realizada em Cuiabá, já que grandes redes de televisão nem se quer fizeram algum comentário, mas nós de MT estamos trabalhando pela ecologia e em breve espero que o mundo irá reconhecer o nosso esforço em produzir alimentos ecologicamente correto, tambem acho que MT saiu na frente com a criaçao da ong ação verde.<br />
João Batista, esqueci de lhe falar que tambem estamos sempre assistindo os comentários da Ana Amélia, inclusive mande um abraço a ela. se vier ao MT novamente de uma chegada aqui em nosso município pois será bem recebido.<br />
abraços. ALTEMAR KROLING <br />
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DIAMANTINO MT.
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ABRASGRÃOS - Assoc. Brasileira de Produtores de Grãos Formosa - GO 24/08/2007 00:00
Caro Reinaldo,<br /> é preciso que se torne LEI, por isto a demora. Procure compreender como isto funciona.<br /> Foi aprovado dia 22 AGO 2007 o PLV 023/07 convertendo a MP 372 e onde foi incluida tal prerrogativa. Agora volta para a Câmara e se aprovada sem novas mudanças, seguira para sanção do Presidente Lula que tem 15 dias para fazê-lo. Depois disto o Conselho Monetário se reunirá e o Banco Central emitirá uma resolução para regular tudo isto.<br /> <br /> Acredito que até fins de setembro(sic) estará em vigor, he he he <br /> <br /> Procure nas Notícias, a Redação final do PLV 023 (MP 372)<br /> <br /> Att, Telmo Heinen
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Nivea Maria Miglioli Cuiaba - MT 24/08/2007 00:00
Gostaria de cumprimentar a equipe do site pelo brilhantismo e qualidade, da transmissão. Por problema de saúde hoje não pude estar presente na bienal, e estou acompanhando pela Internet e quero registrar que me sinto como se ai estivesse. Parabéns pelo belo trabalho.<br /> Dra Nivea ( Centro Carbono - Famato)
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Julio Graeff Florianópolis - SC 24/08/2007 00:00
Parabéns pelo painel que está sendo realizado em Cuiabá. Tenho certeza que este é o caminho mais curto para que nós produtores encontremos a solução definitiva. Volto a frisar que o trabalho dos parlamentares em defesa da agricultura e pecuária no Brasil estão de parabéns pelo que realizam. Mas, quero que prestem atenção: o que se consegue de fato só se realiza no Banco do Brasil. Os bancos particulares, além de não acatarem o acordo determinado pelo governo, ainda avisam através de ameaça de que não é bom insistir nesse assunto, sobre pena de retaliações. João Batista, pode pesquisar isso que você terá a desagradável surpresa em confirmar. Obrigado por representar a nossa categoria.
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Hilário Richter Toledo - PR 24/08/2007 00:00
Eu e meus amigos agricultores assistimos com frequência o MERCADO & CIA, quero parabenizar ao Senhor João Batista Olivi e sua equipe pelas excelentes reportagens e informações importantes ao setor agropecuário, com certeza está ficando cada vez melhor. As notícias transmitidas da 2ª Bienal da Agricultura em Cuiabá pelo Sr. Olivi merece NOTA DEZ, PARABÉNS.
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Armando Cesar Pinheiro Costa Rica - MS 24/08/2007 00:00
Em nossa região do Mato Grosso do Sul a cana está tomando a área da soja e está dificultando as prorrogações dos contratos de arrendamento. Com isto a produção de soja está em declínio. Os proprietários não querem continuar plantando soja, pois o arrendamento para a usina de cana é mais lucrativo -- em torno de 13 sacos de soja/ha enquanto a soja paga em torno de 8 saco/ha. Os produtores não proprietários estão em extinção nas regiões de Costa Rica, Chapadão do Sul, como também em Chapadão do Céu, em Goiás, e no Alto Taquari no MT. Depois de 25 anos de região muitos estão de malas nas costas para o norte do Mato Grosso, Maranhão e Bahia sem perspectiva, mas com a “força no campo”.
Gostaria de pedir a vocês ajuda, minha situação já deixou de ser complicada há tempo. Estou totalmente desesperançado com o setor produtivo brasileiro... ao longo de gerações e gerações produzindo no campo, minha situação se agravou no inicio de 1994. Sempre precisando de credito para investimentos, paguei por muito tempo altas taxas de juros de cheques especiais - pois a produção não pode esperar e até conseguir vencer a burocracia dos bancos para conseguir empréstimos rurais já havia pago muito juros... e assim no decorrer dos anos até chegar a situação atual agravada pela crise de 2004 do surto de febre aftosa, acabei ficando descapitalizado pelas vendas dos produtos a um preço muito baixo, mas tinha que honrar meus compromissos. <br />Minhas dividas estão todas vencidas: cheque especial estourado, papagaios, financiamento de veiculo, empréstimos rurais como investimentos, custeios, propastos. Pedi prorrogação, mas me foi negado, inclusive mandei cartas, mas os bancos se negaram. <br />Tentei me enquadrar em varias propostas que tiveram para prorrogações de dividas rurais. Mas agora já estão iniciando as execuções como a do propasto, onde paguei três parcelas e estão cobrando as outras duas. <br />Tanta divida não é decorrente de esbanjamento. Tenho somente uma D-20 93, uma casa e as terras; não faço viagens, não vou à festas, não tenho ostentação. Fiz vários investimentos na propriedade em melhoramentos para a produção. <br />Tenho que me desfazer de quase 50% da minha terra para saldar minhas dividas em prol de banqueiros que cada vez mais aumentam sua lucratividade em cima de muitos produtores... Só o que paguei de juros aos bancos ao longo dos anos é um absurdo e ainda tenho que vender minhas terras. <br />Em termos sociais sei que fiz mais que eles, as famílias que empreguei, os impostos que paguei, o movimento que fiz, tratoristas, caminhões...Enquanto eles cada vez substituem mais a mão de obra pelas máquinas. E o governo sempre relapso com esta situação vergonhosa, apresentando propostas medíocres e lentas. <br /><br />