Fala Produtor
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Dalci Paranhos Mesquita Maringá - PR 02/09/2007 00:00
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José Walter de Oliveira Sacramento - MG 01/09/2007 00:00
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Gostaria de me manifestar sobre a mensagem do sr Raul Ribas,de Palmas, de 30/8.<br />
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Nao resta a menor dúvida de que somos o culpados pelas crises que estamos passando, pelo simples motivo de nao termos uma entidade, sindicato, classe, que nos represente, pois aceitamos de tudo que nos enfiam de goela abaixo . Agora que a Aprosoja está vindo com tudo para nos representar, só que demorará muito, porque o país é grande, os produtores nao colaboram, nao querem gastar ( investir ) um minimo para manter estas associaçoes e ficamos na dependência da politica do toma-la-da-cá que vem sendo usada no congresso. Vamos conseguir mais algumas beneses porque o governo quer aprovar a prorrogação da CPMF, quando na verdade deveriamos ter lá representantes comprometidos de fato com nossa classe. <br />
Sr Raul, produzimos 40% da riqueza nacional, e o pessoal que invadem nossas fazendas tem mais forças politicas do que nós.São recebidos periodicamente pelo presidente . De quem é o erro?<br />
Há solução para isto. Temos de nos unirmos na crise ou na fartura, na saude e na doença. Nao podemos nos disperçar.
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Raul Antonio Ribas Palmas - RO 31/08/2007 00:00
João Batista, vejo tua indignação com esse governo, que é a mesma minha. João, conversando com um funcionário do Banco do Brasil, sobre o endividamento dos agricultores, ele me disse que a culpa é dos agricultores!!! Será que nós agricultores estamos errados??? O papel do governo não é fazer o equilíbrio de todos os setores da economia??? Eu falei a ele que há 5 anos eu comprava um saco de adubo pagando com um saco de soja; hoje pago 50% a mais. O óleo diesel era 50 centavos de dólar, hoje custa o dobro. O governo não está fazendo a parte dele; e nós estamos jogado aos leões... Até quando vai durar isso???
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Luis Molling Sapiranga - RS 31/08/2007 00:00
Deste julho o governo federal anunciou o plano safra 2007/2008, mas até agora o dinheiro para Pronaf investimento não está liberado, gostaria muito de saber até quando vão fazer a liberação, pois ainda hoje estive no banco do Brasil da cidade de Sapiranga e me informaram que não estaria liberado, pois estou com o projeto pronto
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Irani Szeremeta Juranda - PR 30/08/2007 00:00
A prorrogação é importante mas o que presisamos mais é preços justos e seguro agrícola.
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Décio Dôres de Alencar São Paulo - SP 30/08/2007 00:00
Deve ser lembrado aos deputados que estão se vendendo para aprovar a cpmf, que eles foram eleitos para defender os interesses da população. Que tenha vergonha na cara, deixem de se venderem e defendam os interesses daqueles que os elegeram. O compromisso deles deve ser com o povo e não com o Lula que pretende a todo custo se perpetuar no poder.
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Marcos Morais Mato Grosso do Sul - MS 30/08/2007 00:00
Gostaria de pedir a vocês ajuda, minha situação já deixou de ser complicada há tempo. Estou totalmente desesperançado com o setor produtivo brasileiro... ao longo de gerações e gerações produzindo no campo, minha situação se agravou no inicio de 1994. Sempre precisando de credito para investimentos, paguei por muito tempo altas taxas de juros de cheques especiais - pois a produção não pode esperar e até conseguir vencer a burocracia dos bancos para conseguir empréstimos rurais já havia pago muito juros... e assim no decorrer dos anos até chegar a situação atual agravada pela crise de 2004 do surto de febre aftosa, acabei ficando descapitalizado pelas vendas dos produtos a um preço muito baixo, mas tinha que honrar meus compromissos. <br />Minhas dividas estão todas vencidas: cheque especial estourado, papagaios, financiamento de veiculo, empréstimos rurais como investimentos, custeios, propastos. Pedi prorrogação, mas me foi negado, inclusive mandei cartas, mas os bancos se negaram. <br />Tentei me enquadrar em varias propostas que tiveram para prorrogações de dividas rurais. Mas agora já estão iniciando as execuções como a do propasto, onde paguei três parcelas e estão cobrando as outras duas. <br />Tanta divida não é decorrente de esbanjamento. Tenho somente uma D-20 93, uma casa e as terras; não faço viagens, não vou à festas, não tenho ostentação. Fiz vários investimentos na propriedade em melhoramentos para a produção. <br />Tenho que me desfazer de quase 50% da minha terra para saldar minhas dividas em prol de banqueiros que cada vez mais aumentam sua lucratividade em cima de muitos produtores... Só o que paguei de juros aos bancos ao longo dos anos é um absurdo e ainda tenho que vender minhas terras. <br />Em termos sociais sei que fiz mais que eles, as famílias que empreguei, os impostos que paguei, o movimento que fiz, tratoristas, caminhões...Enquanto eles cada vez substituem mais a mão de obra pelas máquinas. E o governo sempre relapso com esta situação vergonhosa, apresentando propostas medíocres e lentas. <br /><br />
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Hilário Richter Toledo - PR 30/08/2007 00:00
O agricultor é forte! Um homem de fé e muito importante para o desenvolvimento e o sucesso da agricultura e da economia do nosso País. Ele é um otimista por natureza e tem suas esperanças renovadas a cada nova semente lançada ao solo fértil, acreditando sempre que na próxima safra será melhor que na anterior. Forte, porque acredita, tem vocação e amor à terra, sendo um apaixonado pelo que faz. É forte, porque faz a sua parte e cumpre a sua missão, independente do governo ou mesmo do clima, que é fator imprescindível para o sucesso da safra. Forte, porque sabe que do seu suor e labuta diária de sol a sol depende a produção de alimentos e assim, a certeza de que milhões de pessoas serão alimentadas e terão a sua fome saciada, de norte a sul, e de leste a oeste do nosso País e também do mundo. O agricultor é um forte! Porque apesar dos cenários nem sempre desejáveis e promissores com relação às políticas agrícolas, econômicas, cambiais e dos preços nem sempre satisfatórios, ele não deixa de se fazer presente na parte que lhe cabe. O agricultor é um teimoso, por ser um empreendedor rural sempre corajoso, esperançoso e persistente, e acredita que com a graça de Deus suas próximas safras serão bem melhores como recompensa ao seu trabalho e dedicação na sua atividade. Por isso e muito mais, com orgulho o povo brasileiro tira o chapéu para os agricultores, que produzem alimentos e ajudam o agronegócio e o Brasil a crescer.
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Armando Parrilla Franca - SP 29/08/2007 00:00
Tive fabrica em São Paulo durante 30 anos, e fechei-a em 2002, pois o governo aniquilou o nosso setor. Vim para Franca, mas a situação aqui esta terrível - o Sr. não faz idéia... Nem calçado, nem transporte, nada escapa... Tenho caminhão (depois de ter caminhões e empregados, hoje só me sobrou um pequeno caminhão). Mas tenho amigos que tem fabricas de diversos segmentos e a situação está insustentável. Meu antigo contador em São Paulo (que tem mais de 1.200 clientes) me disse que a maioria esmagadora está em sérias dificuldades. Enfim Sr. João, poderia escrever um livro sobre a nossa situação. Mas o que quero lhe dizer é que os setores industrial e comercial estão se acabando... O restinho de esperança está no agronegócio. Este é um pequeno desabafo e obrigado. Vocês sejam talvez nosso último baluarte. Se caírem será o caos. Obrigado
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Sergio Soares da Silva Santa Teresa - ES 29/08/2007 00:00
Estou sempre acompanhando os noticíarios sobre o café, e fico pensando qual é a verdadeira realidade sobre o futuro do café.<br />
Pois a cada ano os especuladores jogam certas previsões que nós produtores que estamos na ponta da corda acabamos pagando o pato,eu sou produtor de café no município de Santa Teresa(ES)e, aqui produzzimos o café arábica onde trabalhamos com a qualidade e também produzimos o café conilon, aqui em casa onde tudo é feito manualmente, todas as práticas o custo se torna muito alto e essas especulações acabam com agente (produtores), pois já somos um povo sfredor.
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Anderson Gonçalves de Souza Posse - GO 29/08/2007 00:00
Caro João Batista!! Sou residente na cidade de Posse-GO, onde possuo um escritório de planejamento agrícola, trabalhando com o Banco do Brasil, situada a 20 Km da divisa com a Bahia, e as fazendas, são na maioria, do Sudoeste Baiano. E também sou produtor rural na Bahia. Após o anúncio por parte do governo, chegam às agências do Banco do Brasil as normativas para operacionalização das prorrogações. Assim, fomos chamados para reunião junto ao gerente da agência e funcionários, e o que recebemos de instrução foi que é para tentar apertar para o cliente pagar, e que se houver qualquer pedido de prorrogação, o produtor irá perder o direito a investimento até que se quite o total das parcelas. Se sobrar limite de crédito para custeio 2007-2008, este deverá ser protegido por mecanismos de proteção de preço futuro. Portanto é bem claro a posição dos bancos: receber, pois acredito que aos olhos de outros (que não o produtor rural), tudo está muito bom e todos podem pagar, pois a soja hoje está R$ 30,00 a saca, e não teve frustração de safra. Mas se esquecem que no passado prorrogamos por não termos renda. Porem acham que o que ficou no passado não repercute hoje, e ainda acham que se você financiou 200 ha e plantou 1000, você tem 800 ha livres para o banco pegar. Isto tudo é uma vergonha, ninguém trata o setor produtivo como essencial, e sim como uma forma dos bancos lucrarem seus bilhões -- e o governo não consegue nos ajudar, portanto a palhaçada sempre continua. (PS): sabe quem está ganhando com tudo isso?? Grandes empresários que não dependem da agricultura, e estão comprando áreas bem mais barato, pois o produtor precisa vender para continuar sobrevivendo com um mínimo de recursos, e passa ser gerente dessas grandes fazendas, aqui na nossa região.
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Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR 29/08/2007 00:00
Caro João Batista. Voltei à agência do Banco do Brasil e o gerente explicou-me o que está ocorrendo. O valor a ser financiado será de 100% do orçamento. O problema é que há uma norma do banco dizendo que, por enquanto, só pode ser liberado o valor emprestado no ano passado. O restante não sabem quando vai ser liberado. Nem o gerente sabe o porquê disso. Desta primeira liberação será decontado o valor prorrogado de custeio de 2006 ou anterior.
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Ermano de Arruda Filho Mogi Mirim - SP 29/08/2007 00:00
Sou agricultor e filho de agricultor, e estou enviando-lhe uma pergunta: O milho e a soja têm preços históricos no mercado. Os fertilizantes também. Então pergunto: qual o preço histórico da tonelada de adubo?? Por que o fertilizante não acompanhou a redução do dólar??Por que a tonelada é tão cara em dólar?? Afinal, num mercado globalizado temos de lutar com todas as armas para nos tornarmos competitivos. Obrigado.
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Marcelo Luiz Campina da Lagoa - PR 28/08/2007 00:00
Caro João Batista, Há cerca de um mês atrás, foi realizada uma reunião em minha cidade, com as empresas de assistência técnica e o ATR regional do Banco do Brasil, para discutir as novas regras de custeio para a safra 2007-2008. Me incluo aí como produtor rural. Foi dito que nesta próxima safra, o limite financiável para soja seria aumentado para 100% do orçamento previsto. Nos anos anteriores era de 80%. Pois bem, nós técnicos começamos a trabalhar em cima destas novas regras, e com a promessa que recursos não seriam problema. Muitos planos técnicos foram elaborados e muitos foram até registrados em cartório, último passo para a liberação dos recursos. Agora vem a surpresa. Uma circular do banco chegou ás agências dizendo que, os mutuários só teriam direito a financiar o valor que pegaram emprestado na safra passada, e ainda seria descontado deste total o valor da parcela da renegociação do custeio de 2006. Os gerentes não sabem o que fazem. Os projetos estão prontos, como disse, e muitos registrados. O que fazer? Mudar tudo? E quem decidiu plantar milho, que tem o orçamento maior do que o de soja? Não receberá recursos suficientes. Entenda que isto não tem nada a ver com limite de crédito. Eu mesmo tenho clientes que possuem limite de crédito para custeio muito acima do valor do orçamento proposto, e mesmo assim não poderão financiar tudo que precisam. Isto está ocorrendo no oeste do Paraná.
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Elson Lodea São Gabriel do Oeste - MS 28/08/2007 00:00
João Batista, no ano passado tivemos alguns casos de refinanciamento das dívidas agrícolas com recursos do FAT, e que não se enquadraram na medida provisória que foi aprovada na ultima semana. A minha duvida é como fica a situação dos agricultores que tem essas dividas com o banco do Brasil. Ai vem os problemas de Serasa. Como que vamos plantar a nova safra com os nomes negativos??? Pergunto pra você, João Batista, será que nós agricultores teremos que entrar com medidas judiciais para podermos produzir??? Gostaria de ver com vocês o que a gente poderia fazer.
A entrada da ALL no comando dos ramais ferroviários que estavam parados no Estado do MS, tudo indica que o setor mais beneficiado seja o sucroalcooleiro, em razão das Unidades Fabris já instaladas e a serem instaladas naquele estado. Ha que se levar em conta que a Logistica deverá também estender por rodovia até o ramal Porto Epitácio dando vazão da produção para os Portos de Santos e até Maringá também por rodovia até o ramal da ALL e de lá para Paranaguá. Talvez seja o momento de estender o pool dos Portos até os grandes centros armazenadores, para melhor gerenciamento da Logistica em busca das melhores tarifas.<br />
Dalci Mesquita