Fala Produtor

  • Cesar Sandri Mineiros - GO 21/11/2018 21:22

    O mundo inteiro subsidia a agricultura: a Europa 30% de sua agricultura, os EUA o ícone do liberalismo paga todo ano quase U$ 4,00 por saca de soja para os produtores, a Africa está reduzindo os impostos pra agricultura para incentivar a produção de soja, Moçambique está dando terra pra quem quer plantar soja. E pelo que vejo aqui estão aplaudindo o fim dos subsidios no Brasil. Qual a lógica disso? Todos os governos de outros países incentivando a agricultura e nós aqui teremos que se virar sozinhos? Como vamos concorrer em desigualdade?Se acabarem os juros subsidiados , os creditos, o preço mínimo , vai ser mais fácil por exemplo produzir na Africa .Os Chineses estão com fome e tem dinheiro e já estão investindo por lá. Conclusão o eixo de produção está se mudado para fora do Brasil e o governo falando de cortar ainda mais o pouco incentivo que temos (leia a repostagem a baixo). Acordem colegas , esse governo que ai chegou é um desastre!!!

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Prezado sr Sandri, mui respeitosamente, quero dizer-lhe que as informações mencionadas em seu comentário são improcedentes em relação aos Estados Unidos e estão completamente equivocadas no que se refere a realidade dos países africanos.

      É certo que o eixo do fornecimento se deslocará rapidamente para a Africa, mas isso nada tem a ver com subsídios e/ou incentivos financeiros destes Estados para a atração de investimentos.

      Os subsídios são impraticáveis mesmo nos países comparativamente mais "ricos" da Africa Subsaariana, como Angola que enfrenta enormes problemas econômicos. Alguns países estão oferecendo vastas áreas agricultáveis para que investidores se instalem e produzam diferentes cultivos, primeiramente voltados para o abastecimento doméstico obedecendo um programa de substituição de importações que visa reduzir o custo dos alimentos. A produção de soja para exportação está em pleno curso em Angola, Moçambique, Zambia e Tanzania. As empresas que lá se encontram são majoritariamente estatais chinesas que estão associadas a grandes projetos de infraestrutura, que vendo implementados no âmbito do programa "One Road, One Belt".

      O motivo de lá estarem investindo está relacionado a vantagens logísticas que tornam estas atividades de larga escala mais competitivas. Absolutamente nada que ver com subsídios.

      Em vários países dessa região não existe o conceito de propriedade como conhecemos aqui, o Estado confere a titularidade de concessão pelas terras por período determinado (normalmente 25 anos renovável por igual período), sujeito à revogação se não ocorrerem atividades concretas de plantio.

      No futuro muito próximo, tal situação deverá acrescentar um volume importante de grãos a oferta mundial, o que deverá afetar os preços internacionais e inviabilizar economicamente a várias regiões distantes dos Portos no Brasil. Estas localidades terão que se reinventar a partir da agregação de valor daquilo que produzem ou simplesmente mudarem a atividade econômica.

      Nada mais normal num sistema evolutivo. Errados estarão aqueles que continuarem a clamar por suporte financeiro eterno do Estado quando todas as evidências mostrarem que as suas atividades já não valem mais a pena. Quem quiser insistir contra as leis naturais, pois que faça isso com o seu patrimônio e não onere o resto da sociedade com a manutenção de impostos destinados a cobrir subsídios, ajudas, repactuações de dívidas contraídas sem critério, etc.

      Esta é a minha de cidadão.

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    • Rafael Antonio Tauffer Passo Fundo - RS

      Quero ver quem vai investir num país que nem direito a propriedade tem.

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    • Cesar Sandri Mineiros - GO

      Rafael, vários empresários estão indo pra lá : https://www.agrolink.com.br/noticias/empresarios-brasileiros-vao-a-africa-plantar-soja-e-algodao_112187.html

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    • Cesar Sandri Mineiros - GO

      Os EUA não subsidiam os sojicultores? Coisa de 20 dias atrás , ouvi esse dado de U$ 4,00/sc que os americanos recebem do governo, numa palestra dentro da FAMATO por um dos diretores dessa importante entidade.Bom saber , que na próxima reunião vou questiona-los por nos estár passando informações erradas.Vou dizer que um consultor contexta essa informação.Todas as noticias que eu li à respeito no agrolink ,globorural,folha de são paulo, devem de ser fakes?

      O subsidio é dado à agricultura porque ela é uma atividade de risco , porque ela representa a segurança alimentar de um país, porque ela sustenta a balança comercial, não deixa aumentar a inflação.E no caso do Brasil , ele representa 3% do custo , é um dos mais baixos do mundo. A maior briga nossa nos últimos anos foi para que os EUA abaixassem os seus . Agora nós vamos além de acabar com o pouco que temos, concorrer com os outros que dão muito.E com todo respeito sr Eduardo, o senhor precisa consultar suas fontes melhor , pra não dizer que os outros estão mentindo.

      https://canalrural.uol.com.br/noticias/estudo-mostra-que-subsidios-dos-estados-unidos-sao-mais-prejudiciais-agronegocio-brasileiro-23907/

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    • Cesar Sandri Mineiros - GO

      Essa noticia é fresquinha: Pena que aqui não abre o link , mas só pra vcs verem a fonte e irem no google, pelas palavras chaves

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    • Cesar Sandri Mineiros - GO

      Noticias de isenção de impostos dos paises africanos para a soja:

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    • Eduardo Lima Porto Porto Alegre - RS

      Sr. Sandri, respeito a sua divergência de entendimento.

      Cumpre registrar aqui que em nenhum momento afirmei que o Senhor estaria faltando com a verdade propositadamente em relação aos seus comentários.

      Não lhe chamei de "louco" e nem de "besta" por discordar da minha opinião.

      Contrapor argumentos indicando que algo possa ser "improcedente" ou mesmo "equivocado" está longe de significar uma desqualificação grosseira, muito pelo contrário, é um tratamento educado e que abre o espaço para que a outra parte possa apresentar fundamentos sólidos que referendem as suas opiniões diferentes.

      Quando isso acontece de maneira equilibrada, todos evoluímos.

      Particularmente, me sinto feliz quando alguém consegue mostrar que estou equivocado em determinado assunto, pois me ajuda a corrigir o rumo e crescer como indivíduo.

      Gostaria de esclarecer que não sou Jornalista.

      Os artigos que escrevo e compartilho com os leitores do Noticias Agrícolas são fruto da minha visão, conhecimento e experiência profissional.

      Costumo ser a "fonte original" do que publico e talvez por isso que venho sendo consultado no Brasil e no exterior há alguns anos.

      Quando faço uso de informações, idéias ou conceitos elaborados por terceiros, os autores são rigorosamente citados e isso faz parte de um princípio de absoluto respeito pela produção intelectual alheia.

      Não recebo qualquer tipo de pagamento pelos meus artigos de opinião, não atuo em representação de empresas, organizações setoriais ou partidos políticos, razão pela qual me sinto absolutamente livre e despreocupado com eventuais contrariedades.

      Estou consciente do que significa estar exposto aos riscos e rigores da crítica e, apesar de não ser a minha intenção, entendo ser o único responsável por qualquer dano ou dissabor que os meus artigos possam vir a causar.

      Realmente apreciaria muito ler um artigo da sua autoria.

      Estou certo de que o Noticias Agrícolas oportuniza esse espaço para todas as vertentes e linhas de pensamento.

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  • Carlos Frederico Magalhães Cerqueira Uberlândia - MG 21/11/2018 20:26

    Nunca li tanta e tamanha manipulação descarada!!! As chuvas iniciaram mais cedo e justamente o volume de água e baixa luminosidade reduzem a capacidade de estabelecimento do perfil forrageiro..., pelo amor de Deus gente, onde está o bom senso?... onde boi que vem da seca se recupera em 30 dias de brotação de capim!!! Vamos forçar menos a barra, pessoal. Vocês, analistas, precisam ir a campo e sentir a realidade e dai sim saírem por aí com suas bolas de cristal preconizando ou inferindo alguma coisa. Chega de inferência e empirismo. Por favor! Se não ajuda não atrapalha também.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Calma Sr. Carlos... Às vezes as palavras, ou escritos, não são o que ocorre na realidade física.... ... Você já ouviu falar em "metafísica", pois é "metafisicar" é uma prática constante na atualidade...

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  • claudio dos santos mattos São Miguel do Iguaçu - PR 21/11/2018 16:21

    Caro amigo João Batista, gostaria que o sr. fizesse uma reportagem sobre o que, pra mim, é a injustiça das injustiças desse começo de século ... injustiça que tem nome e codinome: SUIÁ MISSU... Sou um modesto produtor aqui do Paraguai e acompanhei a retirada desses amigos e companheiros trabalhadores de suas casas, quando foram arrancados numa véspera de natal e jogados na rua... queria muito que sr. chamasse os integrantes dos direitos humanos para verem o que foi feito com esses trabalhadores..., não sou politico, não tenho parentes na Suiá Missu, mas não quero morrer sem ver que algo tenha feito a esse povo ... desde já muito grato se for atendido.

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  • Cezar Pato Branco - PR 21/11/2018 16:16

    Muito bacana, o IDMAQ está fazendo um Censo de maquinário agrícola para ter ações de melhoras no setor.

    Pra quem quiser pode participar através do link: https://softfocus.typeform.com/to/phIvko?utm=1&canal=Po ou baixar o app: http://bit.ly/2PVu41P

    Se quem tem dúvida pode acessar o site: https://idmaq.com.br/censo

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  • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR 21/11/2018 16:15

    https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,protecionistas-europeus-usam-fator-bolsonaro-para-impedir-acordo,70002616029. A Europa há 18 anos barra qualquer acordo sobre agricultura com o Mercosul, e com o Brasil, sempre usando as mais estapafúrdias desculpas.

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  • carlo meloni sao paulo - SP 21/11/2018 13:05

    ESTOU PEDINDO SOCORRO AOS COLEGAS---Encaminhei ao sr João Batista Olivi através do Faceboock dele uma sugestão relativa a simplificação do corte de árvores isoladas no meio da lavoura----O IBAMA não tem a mínima noção do que representa pulverizar com árvores isoladas no meio da lavoura----O processo legal para retirá-las e' um verdadeiro calvário de estudos documentos e despesas---Então encaminhei uma sugestão ao sr J.B.O. no intuito que seja encaminhada a nova ministra da agricultura----As equipes de fiscalização estaduais acabam de ganhar um aplicativo que consegue enxergar uma galinha através do satélite---Então peço aos colegas uma força ( dedo Positivo ) para encaminharmos com mais vigor essa simplificação de processo de limpeza.---Obrigado

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    • Luiz Alfredo Viganó Marmeleiro - PR

      Caro Carlos, O IBAMA é o pior lugar do mundo pro agricultor. Lá você é tratado como se fosse um membro do PCC ou do Comando vermelho. Sofri e sofro as consequências de ser autuado pelos seus fiscais há 10 anos: É um calvário inimaginável, vira inquérito de PF, ai os bonzinhos do MPF ajudam a piorar mais um pouco... enfim, acho que daqui uns dias estarei de tornozeleira por ter derrubado (segundo o IBAMA) 6 hectares de capoeira e 1 (isso mesmo, um) pinheiro. Espero sinceramente que o novo governo altere a malfadada " Lei dos Crimes Ambientais " (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm) assinada pelo FHC.

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    • Samoil Ivanoff Querencia - MT

      De acordo com a opinião da esquerda brasileira e europeia os agricultores do Brasil deveria ser exterminada da face da terra...

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  • elcio sakai vianópolis - GO 21/11/2018 12:50

    Na opinião dos leigos, pra ser um produtor bem sucedido, basta andar de camionete nova. Somos taxados como privilegiados por conseguir financiamentos com juros abaixo do mercado, porém estes custeios agrícola, em boa parte das vezes vem acrescido com seguro agrícola ( 5% do valor do contrato), títulos de capitalização, seguro de vida, etc. No final das contas algumas instituições financeiras nos cobram taxas altíssimas, que de subsidiado não há nada, é lógico que também existem exceções, mas no geral banco vive de lucro. Nesta safra 2018/2019 não tenho grandes expectativas, a cada dia que se passa vejo mais produtores de várias culturas, reclamarem dos seus custos de produção e mesmo assim ainda vejo outros entrando nesta atividade, como dizem "O PASTO DO VIZINHO É MAIS VERDE QUE O MEU". Sou produtor rural, agrônomo, faço integração lavoura pecuária, agrego valor na soja multiplicando esta mesma pra sementeira, planto milho convencional agregando valor já que é destinado pra indústrias de alimentação humana, cultivo girassol e faço cria de gado de corte. Porém nesses últimos anos, não estou vendo lucratividade neste meu setor. A maior parte do lucro que deveria sobrar vai pra investimento e manutenção de maquinários e correções de solo. É humilhante saber que estou trabalhando apenas pra manter toda a estrutura que tenho. Mas na opinião do leigo, ainda sou um produtor bem sucedido, já que consigo distribuir a minha renda pra bancos, arrendante, firmas de maquinários, revendas de defensivos, lojas de peças, etc.

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  • Antonio Cleber Cleber Braúna - SP 21/11/2018 11:43

    Preciso de soja para China, 600 mil ton mês, vocês podem me apresentar trades

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  • Ivanir Matos Espera Feliz - MG 21/11/2018 11:37

    Só de acabar com a roubalheira vai melhorar muito

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  • Lucia Schiavon Bueno Brandão - MG 21/11/2018 11:28

    Com esse preço, e a alta do adubo e mão de obra, as nossas lavouras aqui do sul de MINAS, estão sendo abandonadas ,pq não cobrem os custos. O grão de ouro que foi orgulho do país ,só será produzido nos terrenos favoráveis a mecanização. E nossas montanhas serão criatório de onças.

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    • Lucia Schiavon Bueno Brandão - MG

      este comentário é referente ao preço do café.

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    • VINICIUS CAETANO MARTIN Curitiba - PR

      Que tal aproveitar a crise e tentar aprender alguma coisa sobre agrofloresta e agricultura sintropíca?!!!

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  • Alvaro Salles Cuiaba - MT 20/11/2018 20:44

    Parabéns pela abordagem no assunto "ferrugem da soja". Temos de estar atentos para esse perigo eminente que ronda a nossa principal cultura. Por vezes, o imediatismo é inimigo da perenidade...

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  • Celio Porto Fernandes Filho Espírito Santo do Pinhal - SP 20/11/2018 19:53

    Para o produtor rural a unica certeza (na cadeia produtiva) é que ele tem a posse de um pedaço de terra, alem de despesas familiares do dia a dia. Ex.: comer, vestir, estudar os filhos... Esse produtor planta na incerteza de cobrir com seu trabalho despesas certas e crescentes... feitas ontem, anteontem e nos proximos dias e meses, quando não, anos... Produzir alimentos é correr atras do que gastou... A unica chance que temos é travar preço futuro quando ele está alto, ou seja preço que, com certeza, teremos uma boa margem de segurança positiva com relaçao nosso custo. A quantidade que deveremos produzir tambem é importante, não deveremos investir em produzir quantidades significativas a descoberto desse contrato futuro. Acho isso muito certo, porem, na pratica, não consigo fazer nada disso.

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  • Luiz Alberto Carvalho São Paulo - SP 20/11/2018 18:40

    Para mim, essa visão de curto prazo não reflete o fato de o Brasil estar em vias de perder a hegemonia na produção de açúcar. Mateus Prado, em sua tese "Cana 365°", mostra que, desde o fim da Idade Média, a cana já deu duas voltas ao mundo. Deixa claro que ela não parou de viajar. O arrendamento de terras a US% 50,00/ha na Somália e países vizinhos, aliados à mão de obra muito barata e à permissão por queimar a cana vão levar a cultura para lá, ao mesmo tempo em que o mal das folhas incentiva a migração da borracha para o açúcar na Malásia. Some-se a isso o fato de a população está cada vez mais urbana, o que reduz a necessidade de consumo de hidrato de carbono e temos uma queda de preço inexorável a longo prazo. ela não será pequena porque o açúcar é muito inelástico e, perante outras formas de hidratos de carbono é considerado bem inferior - lembrando que, em Microeconomia, o termo "inferior" tem conotação própria, independente da de qualidade. Em outras palavras, a sacarose tende a ser substituída pela glicose e pela maltodestrina na alimentação humana, em função do aumento da renda. O superavit é acumulativo, de sorte que precisaríamos de muitos anos de déficit para garantir preços. Não vejo perspectiva favorável. Resta à indústria reiventar-se. Cabe lembrar que o Brasil já deu usos muito mais nobres a, por exemplo, o bagaço de cana, transformando-o em papel e papelão, bem como o fato de Usina Santa Rosa já ter sido a maior produtora de ácido citrico do mundo.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Carvalho, segundo consta, a Malásia é um país do sudeste asiático e, faz divisa com a Tailândia, país esse segundo maior exportador da açúcar do mundo, ou seja, já existe uma prática da cultura da cana-de-açúcar na região. ... ... Quanto a produção de borracha natural através do cultivo da seringueira na Malásia e de outros países vizinhos, devemos entender que o tempo da implantação da cultura ao início de produção são necessários sete anos e, a região sofre de constantes desastres ambientais, como terremotos, tufões, que destroem as plantações. No caso da cana-de-açúcar, após instalada a cultura, obtem-se produções anuais; além de apresentar um custo de implantação bem menor do que a seringueira. ... ... Ah! No Brasil se produz em torno de 650 MT/ano e, na Tailândia 105 MT/ano de cana-de-açúcar. Ou seja uma queda de 10% na produção brasileira é mais de 50% da produção tailandesa.

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    • Luiz Alberto Carvalho São Paulo - SP

      Lido com borracha e cana há mais de trinta anos. A borracha deu certo na Malásia e outros países da região porque não havia o mal das folhas, que destruiu as tentativas de plantio comercial na Amazônia (vide a história da Fordlândia). Em São Paulo, esse mal não tem efeito porque, em julho, as seringueiras perdem todas as folhas. Há aproximadamente vinte anos, o mal das folhas chegou ao sudeste asiático e a produção tem caído consistentemente, o que tem levado à troca das seringueiras por canaviais. Experimente comparar a produção de açúcar na região em uma série de 2005 para cá, lembrando que houve um surto fúngico em 2010 na Índia.

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Parabéns... Vê-se pelo seus escritos que o Sr. tem toda a sabedoria que a prática implementa. Mas, o fato das intervenções naturais pesa nas tendências das opções nas atividades agrícolas, não?

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    • Luiz Alberto Carvalho São Paulo - SP

      Estou sempre aprendendo alguma coisa nova. Foi estudando a cultura canavieira que, desde os anos 2000, tenho-me preocupado com o futuro desse mercado. Em 2005, orientei um trabalho sobre o carro flex e o fato de ter transformado o álcool num concorrente da gasolina, o que não acontecia antes porque o carro a álcool é que era concorrente do carro à gasolina. Montamos um modelo matemático com um tripé formado pelo preço do açúcar, preço do petróleo e a renda do consumidor. Tudo indicava que haveria uma indexação do preço do álcool ao do petróleo, limitando o uso do combustível de cana como meio de absorver as variações do açúcar no mercado mundial, transformando-se numa armadilha pronta para fechar os dentes em algum momento. Veio a crise e o petróleo perdeu 75% de seu valor. Isso só já seria funesto, com o subsídio dado à gasolina a partir de setembro de 2012, foi catastrófico. Some-se a isso a perda da canavialis e da Anyris num verdadeiro golpe para as pesquisas genéticas e de produtos. Nossa indústria ficou sem investimento. Enquanto isso, a Índia e a Tailândia continuaram seus investimentos, além da Malásia entrar no jogo pelo que já expliquei. Mesmo com 27,5% de adição na gasolina, o álcool não se tornou atrativo e hoje somos importadores do produto. Apostar no açúcar não dá porque o consumo cresce numa taxa menor que a vegetativa mundial, enquanto a produção é consistentemente maior. Ou a indústria se reinventa, ou a cana vai continuar dando a volta no globo. Há onze anos que venho procurando mostrar que o caminho é aliar-se ao carro elétrico e não temê-lo, como cita outra matéria desta revista, mas isso é outra história.

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    • Fernando Cesar Souza Souza Rio Verde - GO

      Vamos lá . É claro que a greve dos caminhoneiros iria afetar as compras de insumos

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    • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

      Sr. Luiz, suas afirmações aguçaram minha curiosidade... Quando o Sr. cita: ... Em 2005, orientei um trabalho sobre o carro flex e o fato de ter transformado o álcool num concorrente da gasolina ... ... O Sr. poderia responder minha pergunta... Qual foi esse trabalho? ...

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  • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG 20/11/2018 16:39

    Assim como os produtores não acreditam numa epidemia de ferrugem, o mercado também não. Caso contrário os preços estariam nas alturas, sendo que o Brasil é o maior exportador mundial.

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    • João Biermann Tapera - RS

      Uma visão de curto prazo não mostra a real dimensão do problema. Aqui é normal de 4-5 aplicações para ferrugem, uns 5 anos atrás o máximo eram 3. Os riscos são mais pra frente, a pressão em cima do fungo está cada vez mais brutal, logo será cada vez mais complicado controlar a doença.

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    • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

      Não quero polemizar o assunto, mas na minha visão, ou estão exagerando na questão da ferrugem só para vender mais (versão na qual mais acredito) ou o mercado comprador ainda não acordou para o problema.... Os especialistas dizem que nos próximos dez anos não teremos novas moléculas e que as recém lançadas (carboxamidas) já apresentam resistência... Para melhorar a eficiência dos produtos apresentam os "fungicidas" protetores (calda bordalesa melhorada a preços impeditivos), como sendo a solução do problema... Não são mais as moléculas que agem contra o fungo, e sim os adjuvantes... Outro ponto, todos os especialistas que alardeiam o problema da ferrugem estão ministrando suas palestras a soldo das empresas detentoras das patentes dos produtos, fato que retira a credibilidade do que pregam... Assim, concluo, não há o que fazer..., se os atuais produtos perderem a eficiência na velocidade que os antigos perderam (segundo as pesquisas) estaremos fadados ao colapso... É inevitável.... Assim, gostaria de alertar aos compradores, em especial aos chineses, que as quebras começaram, ano a ano. numa crescente. 10, 20, 30..,MMT... e talvez já acontecerão este ano. Adeus super safra....

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    • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

      Em tempo: a soja que um dia será plantada no continente africano já nascerá com ferrugem.

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    • VINICIUS CAETANO MARTIN Curitiba - PR

      Não é dificil acabar com a ferrugem da soja, volte tres gerações de menor produtividade da soja e aplique pó der rocha em vez de fertilizante quimico e faça as contas....

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  • Almanakut Brasil Ribeirão Preto - SP 20/11/2018 13:22

    Fim da farra das ONGS: Bolsonaro diz que empresas públicas não vão financiar entidades - 19/11/2018

    As ONGs foram um poço de dinheiro durante os governos PSDB/PT. Durante o governo Lula, entre 2004 e 2010, por exemplo, as entidades receberam R$ 23 Bilhões dos cofres públicos.

    https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/12250/fim-da-farra-das-ongs-bolsonaro-diz-que-empresas-publicas-nao-vao-financiar-entidades

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