Enquanto Trump repudia protestos, Biden ressaltará segurança de escolas na pandemia

Por James Oliphant
WASHINGTON (Reuters) - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, tentará redirecionar o foco da corrida eleitoral para o coronavírus e a maneira como o presidente Donald Trump, que busca a reeleição, lida com a pandemia durante um evento de campanha sobre a reabertura segura das escolas nesta quarta-feira.
A crise de saúde, que já matou mais de 184 mil norte-americanos, foi ofuscada nos últimos dias por tumultos civis em Portland, no Oregon, e Kenosha, no Wisconsin, onde policiais balearam Jacob Blake nas costas na semana passada, desencadeando protestos.
Biden e o republicano Trump defendem argumentos conflitantes no debate sobre qual candidato consegue manter o país em segurança. Trump visitou Kenosha na terça-feira e acusou democratas de fomentarem os protestos às vezes violentos contra a injustiça racial e a brutalidade policial, que abalam a nação há meses desde a morte do negro George Floyd sob custódia da polícia de Mineápolis.
Mas agora que milhões de alunos dos ensinos primário e secundário de todo o país iniciam um novo ano letivo, seja virtual ou presencialmente, a campanha de Biden planeja realizar uma entrevista coletiva com especialistas médicos na cidade de Wilmington, no Delaware, onde mora, nesta quarta-feira, delineando como as escolas podem reabrir correndo o mínimo de risco.
Reabrir as escolas em meio à pandemia também é uma das maiores prioridades de Trump, mas a equipe de Biden insiste que ele a pleiteia de forma irresponsável. "Ele não está ouvindo especialistas ou cientistas", disse Symone Sanders, uma conselheira de Biden. "Ele está seguindo em frente e tentando reabrir escolas porque acha que ajudará com sua reeleição."
Biden pediu ao Congresso que autorize mais financiamento para auxiliar distritos escolares estaduais e municipais com dificuldades para proporcionar serviços a estudantes em meio à retração econômica.
Ainda nesta quarta-feira, Trump viajará à Carolina do Norte --que, assim como o Wisconsin, é um Estado-chave na eleição presidencial-- e falará durante a comemoração do 75º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
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