Com recuperação do petróleo e câmbio, açúcar salta mais de 2,5% na semana
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta sexta-feira (10) próximas da estabilidade. Ainda assim, a semana foi de balanço positivo de mais de 2,5% ao adoçante com recuperação do petróleo e cenário de câmbio em meio assimilação da variante ômicron da Covid-19.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York recuou no dia 0,05%, cotado a US$ 19,69 c/lb, com máxima de 19,84 c/lb e mínima de 19,52 c/lb. Em Londres, o tipo branco teve valorização de 0,14% no dia, negociado a US$ 511,40 a tonelada.
Na semana, o principal vencimento do açúcar saltou 2,77%.
Depois de se distanciar do patamar de US$ 20 c/lb em Nova York nos últimos dias, o mercado do açúcar voltou a subir nas bolsas externas nesta semana, inclusive com ganhos expressivos, em meio assimilação melhor dos investidores com a variante ômicron da Covid-19.
"O mercado de petróleo precificou corretamente o 'pior cenário' novamente, mas seria aconselhável deixar um certo residual para a demanda de petróleo", disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch. O óleo deve fechar a semana com o maior ganho desde agosto.
As oscilações do óleo no cenário internacional tendem a ditar a decisão das usinas do Brasil em uma safra mais açucareira ou voltada para o etanol, caso seja mais compensador financeiramente.
"O nível de hedge mais baixo é em parte um sinal de que as usinas brasileiras ainda estão relutantes em se comprometer com o açúcar em vez do etanol", disse à Reuters o analista do Commonwealth Bank of Australia, Tobin Gorey.
Além do financeiro e de ajustes técnicos no dia, o mercado do adoçante também segue as informações sobre as safras das origens. A Índia pode colocar um teto para suas exportações e o Brasil enfrenta produção menor em meio impacto do clima, além de atenção para 2022/23.
"No Brasil, os bons volumes de chuvas na região canavieira poderão favorecer uma recuperação mais efetiva do canavial e sugerir que pode ter mais cana do que o estimado atualmente para a safra 2022/23 (abr-mai)", diz o Itaú BBA.
MERCADO INTERNO
Os preços do açúcar no mercado brasileiro caíram do patamar de R$ 155 a saca após alguns dias. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, queda de 1,38%, negociado a R$ 153,36 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou estável, a R$ 149,01 a saca, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,31 c/lb com queda de 0,66%.
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