Dólar tem pouca alteração de olho agenda externa tranquila
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Por Luana Maria Benedito
(Reuters) - O dólar tinha pouca alteração frente ao real nesta quinta-feira, em sessão sem catalisadores externos, conforme o mercado segue à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve da semana que vem.
Às 10:23 (horário de Brasília), o dólar à vista recuava 0,12%, a 4,7789 reais na venda.
Na B3, às 10:23 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,25%, a 4,7880 reais.
"Mercados operam sem direção única no início desta manhã, em dia de agenda esvaziada e com poucos vetores no exterior", destacou o departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco em relatório, chamando a atenção também para o fato de o banco central da China ter mantido suas principais taxas de juros "apesar do ciclo de crescimento econômico mais fraco no país".
Nesse contexto, o dólar subia 0,1% contra uma cesta de pares fortes nesta manhã.
O mercado segue na expectativa pela reunião de política monetária do Federal Reserve da semana que vem, em que o banco central deve elevar sua taxa de juros uma última vez em 0,25 ponto percentual, de acordo com probabilidades implícitas em contratos futuros dos juros.
Se esse cenário se confirmar, a tendência é o dólar se enfraquecer globalmente, uma vez que investidores provavelmente realocariam recursos em mercados mais rentáveis que os dos EUA.
"Dada a desinflação dos EUA, que provavelmente continuará, o cenário macro global melhorou para os mercados de juros de emergentes e para o mercado de câmbio latino-americano de alto rendimento", disse o Citi em relatório. "Embora o crescimento da China continue decepcionante, as expectativas crescentes de estímulos adicionais podem impedir que esse fator prejudique os preços dos ativos."
No Brasil, o Banco Central afirmou na véspera que não existe e jamais existirá censura ou cerceamento de qualquer espécie à livre manifestação de seus dirigentes, falando em resposta a reportagem do jornal Folha de S.Paulo que alegava que o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, estaria tentando condicionar entrevistas dos diretores à sua aprovação prévia.
De acordo com o jornal, mudanças na comunicação do BC teriam voltado à pauta após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar o ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, para a diretoria de política monetária da autarquia. Também na quarta-feira, Galípolo almoçou com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse que seu ex-braço direito será uma ponte entre a autoridade monetária e o Ministério da Fazenda.
Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7847 reais na venda, com baixa de 0,51%.
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