Dólar à vista cai após Fitch elevar nota do Brasil e sob influência do exterior
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista oscilou em margens estreitas nesta quarta-feira, fechando a sessão em baixa ante o real, após a agência Fitch elevar a nota de crédito do Brasil e o Federal Reserve subir sua taxa de juros, como esperado, sem se comprometer com os próximos passos da política monetária.
O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,7281 reais na venda, com queda de 0,48%.
Na B3, às 17:28 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,44%, a 4,7340 reais.
Logo no início dos negócios no Brasil, a agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito soberano do Brasil a "BB", de "BB-" antes, com perspectiva estável, e atribuiu a mudança a um desempenho macroeconômico e fiscal melhor que o esperado.
Após o anúncio, feito perto das 9h, o dólar à vista chegou a ensaiar uma alta ante o real, atingindo uma máxima de 4,7560 reais (+0,11%) às 9h20, mas depois a divisa migrou para o território negativo.
O movimento ocorreu em meio à leitura de que a melhora na classificação de risco do Brasil, ainda que o país esteja longe de recuperar o grau de investimento, é positiva.
Para José Faria Júnior, diretor da consultoria Wagner Investimentos, “sem dúvida” a ação da Fitch “é uma ótima notícia que ajuda os ativos locais”.
O diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, pontuou que o dólar “ensaiou uma alta”, mas a revisão da nota do Brasil pela Fitch fez a moeda voltar para a faixa dos 4,72 reais. Além disso, o dólar se mantinha fraco no exterior, lembrou Rugik.
De fato, lá fora o dólar cedia ante divisas fortes e em relação a boa parte das moedas de países emergentes ou exportadores de commodities, com investidores à espera do Fed.
Quando a decisão saiu, o dólar ampliou um pouco as perdas ante uma cesta de moedas fortes e, no Brasil, a moeda norte-americana à vista marcou mínimas ante o real. Às 15h47, na menor cotação do dia, o dólar à vista foi cotado a 4,7226 reais (-0,60%).
Ainda assim, o dólar à vista se manteve oscilando em margens muito estreitas. Da máxima para a mínima do dia, a oscilação foi de apenas -0,70%, o que sugere que os participantes do mercado pouco alteraram suas posições. Um operador ouvido pela Reuters pontuou que o dia foi de “tiro curto” para quem negociou moeda no Brasil.
No exterior, a moeda norte-americana se mantinha em baixa ante uma cesta de divisas fortes no fim da tarde.
Às 17:28 (de Brasília), o índice do dólar --que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas-- caía 0,29%, a 101,020.
Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de setembro.
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