Argentina usará dinheiro do FMI para pagar parte de swap cambial com a China, dizem fontes
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Por Jorgelina do Rosario
LONDRES (Reuters) - A Argentina planeja aproveitar um desembolso de 7,5 bilhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reembolsar a China parte de dinheiro emprestado por meio de uma linha de swap cambial, disseram duas fontes com conhecimento direto do assunto nesta quarta-feira.
A Argentina utilizou recentemente o equivalente a 2,8 bilhões de dólares em iuanes para cobrir pouco mais de metade de dois pagamentos de um empréstimo do FMI de 2018, a fim de evitar um calote com o credor multilateral.
Com reservas cambiais líquidas negativas de mais de 8 bilhões de dólares, a Argentina deverá devolver ainda esta semana 1,7 bilhão de dólares que utilizou em julho de swap com o banco central da China, disse uma fonte, em condição de anonimato, porque os detalhes do acordo são privados. Buenos Aires não é obrigada a reembolsar imediatamente os iuanes que utilizou anteriormente em junho, acrescentou a fonte.
A Argentina utilizou o dinheiro da linha de swap chinesa, que agora equivale a pouco mais de 18 bilhões de dólares, para financiar importações, bem como para pagar a dívida do FMI.
O conselho executivo do FMI aprovou nesta quarta-feira duas revisões combinadas de um empréstimo para 2022, que é basicamente uma linha de refinanciamento do fracassado programa de 2018.
Isso desencadeará um desembolso de 7,5 bilhões de dólares, que permitirá à Argentina também pagar 1 bilhão de dólares ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e um empréstimo de 775 milhões de dólares do Qatar -- ambos também utilizados para pagar a dívida com o FMI.
"Os fundos que serão desembolsados hoje irão em parte para o Qatar, para o Banco de Desenvolvimento da América Latina e reduzirão o nível de quanto foi usado da linha de swap. O Catar será pago usando direitos especiais de saque; a China, em iuan", disse uma fonte do banco central da Argentina. Ele acrescentou esperar que o empréstimo do Banco de Desenvolvimento da América Latina seja pago em dólares.
O banco central da China não foi contactado imediatamente para comentar.
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