Com Fed registrando ganhos, Powell pode adotar uma abordagem mais discreta
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Por Howard Schneider
JACKSON HOLE, EUA (Reuters) - A inflação está caindo. A taxa de desemprego é de apenas 3,5%. A economia dos Estados Unidos evitou a ameaça de uma crise bancária e os mercados financeiros não só se alinharam às políticas de restrição de crédito do Federal Reserve, como também ajudaram o processo ao aumentar as taxas de juros do mercado.
Quando o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, fizer o discurso principal em um simpósio organizado pelo Fed de Kansas City nesta sexta-feira, esse cenário pode inspirar uma mensagem moldada principalmente para evitar problemas.
Sem nenhuma crise clara a ser enfrentada e sem expectativas públicas que precisem ser reformuladas, por que arriscar estragar a festa?
"Se ele tivesse uma anotação na palma da mão, acho que seria 'não balance o barco', no sentido de não parecer nem muito 'dovish' nem muito 'hawkish'", disse Antulio Bomfim, até o ano passado assessor sênior do Fed e agora chefe de macroeconomia global da equipe de renda fixa da Northern Trust.
"A precificação do mercado parece estar em um ponto relativamente bom... É difícil fornecer uma orientação futura no contexto atual, de modo que ele deve se esquivar."
Powell falará às 11h05 (horário de Brasília)) como o ato principal em uma conferência que incluir os principais banqueiros centrais, economistas e autoridades de política monetária globais, refletindo sobre como a economia mundial está mudando após a pandemia de Covid-19, o aumento global da inflação e outros eventos.
O tópico de seu discurso é apresentado no calendário público do banco central como "Perspectivas Econômicas", mas os chefes do Fed têm ampla margem de manobra para usar a plataforma de Jackson Hole e a atenção global que ela recebe.
Os cinco discursos anteriores de Powell variaram de um exercício um tanto teórico, no qual ele explicitou sua abordagem como chair, a uma palestra concisa no ano passado sobre a "dor" necessária para acabar com a inflação da economia, uma mensagem incisiva e que mudou as expectativas dos mercados financeiros que duvidavam de sua convicção.
Desta vez, analistas e ex-autoridades do Fed que ajudaram a moldar as mensagens de política monetária dizem que é provável que ele repita as principais ideias das recentes reuniões e declarações do banco central - especialmente que os dados que mostram uma inflação mais fraca são bem-vindos, mas que o trabalho ainda não terminou; que as decisões sobre novos aumentos de juros dependerão do fluxo de dados e serão tomadas reunião a reunião; e que os riscos para a economia se tornaram mais "bilaterais", mas que a prioridade do Fed continua sendo garantir a contenção da inflação.
Além disso, ele pode começar a esboçar o que pensa sobre a próxima etapa das discussões do Fed - ou seja, por quanto tempo manter os juros no nível atualmente alto - ou se ater ao tema da conferência e expor seus pontos de vista sobre questões como a natureza da inflação, o que pode permitir que a desinflação continue ou se a estrutura da taxa de juros pode ter mudado.
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