Taxas futuras têm pouca alteração em sessão de ajustes em linha com exterior
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Por Luana Maria Benedito
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos principais contratos de DI tiveram pouca alteração nesta sexta-feira, em linha com arrefecimento dos rendimentos dos títulos norte-americanos e com ajustes após ganhos acentuados da véspera.
No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 9,915%, ante 9,936% do ajuste anterior, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 9,855%, ante 9,856% do ajuste anterior.
Já a taxa para janeiro de 2027 estava em 10,1%, ante 10,088%, enquanto a de janeiro de 2028 apontava 10,4%, de 10,375%. O contrato para janeiro de 2029 marcava 10,6%, ante 10,568%.
Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, disse em nota que, após as fortes altas das taxas na véspera, o ambiente baixista dos rendimentos no exterior levou a uma correção no mercado doméstico.
Nesta tarde, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- caía 5 pontos base, a 4,218%, depois que investidores renovaram apostas de que o Federal Reserve começará a cortar os juros em junho, apesar de na véspera dados dos EUA terem indicado resiliência do mercado de trabalho e da inflação.
No Brasil, o Banco Central anunciou na quarta-feira uma nova redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, a 10,75% ao ano, e encurtou sua indicação sobre cortes futuros ao citar uma ampliação de incertezas, afirmando que sua diretoria antevê corte na mesma intensidade apenas na próxima reunião, em maio.
Desde agosto, a orientação era de novos cortes equivalentes nas próximas reuniões, no plural, de forma que a alteração levou a ganhos acentuados dos juros futuros na véspera, o que também explica a acomodação deste pregão.
Na frente fiscal, que ficou em segundo plano, o governo Luiz Inácio Lula da Silva projetou nesta sexta-feira que fechará 2024 com déficit primário de 9,3 bilhões de reais, dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço, apesar de ter feito cortes significativos nas previsões de ganho com medidas arrecadatórias aprovadas pelo Congresso.
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