Pesquisador da Fundação MT palestra sobre ferrugem no Entec$ nesta quinta-feira (24)

Publicado em 24/05/2012 13:47 431 exibições
A ferrugem asiática voltou a causar prejuízos nas lavouras de soja em Mato Grosso na safra (2011/12). O clima favorável, a agressividade da doença, o atraso das aplicações de fungicidas e o baixo histórico da doença em anos anteriores, são apontados como alguns dos fatores que contribuíram para que o fungo, Phakopsora pachyrhizi, causador da doença, atacasse de forma mais forte este ano as plantações do estado.

Em algumas regiões, os produtores registraram perdas de produtividade por causa da alta incidência da ferrugem. O Médio Norte, Sul e Sudeste foram as mais afetadas. Nestas, Primavera do Leste e Pedra Preta foram os municípios com as mais altas pressões da doença.

“Acompanhamos o aparecimento da ferrugem no início da safra e a explosão da doença durante o término do plantio e da colheita. Durante toda a safra, conversamos com os produtores, fizemos os alertas e orientamos sobre o controle desta terrível doença. Porém, muitos não conseguiram salvar a contento a produção. Há lavouras em que a média de produtividade recuou entre 10 e 20% em relação à safra anterior, mesmo com maior número de aplicações”, aponta Fabiano Siqueri, pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT.

Estas e outras informações serão apresentadas por Siqueri no Painel: “Replanejamento do controle da ferrugem da soja – incidência x condições climáticas e manejo em seis anos de vazio sanitário” que ocorre hoje (24) no Encontro Nacional de Tecnologias de Safras, o Entecs, que está sendo realizado desde segunda-feira em Lucas do Rio Verde, na região Médio-Norte de Mato Grosso.

Na apresentação, o pesquisador abordará também sobre a importância de fazer o manejo integrado de doenças da soja. De acordo com Siqueri, a ferrugem é extremamente dependente do clima na entressafra. Seguir as normas e recomendações do Vazio Sanitário são, conforme o pesquisador, primordiais para quem não quer ter dor de cabeça com a ferrugem asiática.

“Tem que ficar de olho no clima em todo o estado de Mato Grosso e também nos países vizinhos. Como o fungo se dissipa facilmente pelo ar, é importante acompanhar onde o fungo está. Produtor não pode descuidar da hora certa de fazer as aplicações. Um atraso traz muitos prejuízos”.

Farão parte do painel sobre ferrugem, especialistas de outros importantes Centros de Pesquisa.

Evento – O Entecs é realizado pela Fundação Rio Verde e acontece na sede da instituição em Lucas do Rio Verde. O evento termina na próxima sexta-feira e conta com a transmissão no site Notícias Agrícolas. Acompanhe!
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AI ENTEC$

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