Argentina busca estar novamente no foco dos principais mercados agrícolas

Publicado em 14/11/2016 15:37
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A Argentina busca estar de volta ao foco dos principais mercados agroindustriais. É o que afirmam os quatro conselheiros agrícolas argentinos que estão nos Estados Unidos, União Europeia, China e Brasil.

José Molina, que trabalha nos escritórios de Washington (EUA), destacou que as importações alimentícias do país passam os US$150 bilhões e que a Argentina participa de apenas 1% desse mercado. Agora, os países estreitam as conversas sobre carne e limões. "Nosso objetivo é que a administração Obama conclua a entrada dos limões argentinos porque estão dadas as condições fitossanitárias e o compromisso político", disse.

E com relação à carne bovina, os Estados Unidos importam um milhão de toneladas. "Não creio que Trump irá se preocupar com 20.000 toneladas de carne argentina", disse.

Outro mercado chave para o país é a União Europeia. O conselheiro Gastón Funes descreveu que o bloco importa 110 bilhões de euros de alimentos ao ano. 70% dos produtos são commodities e matérias primas.

A Argentina ocupa um lugar privilegiado nesse mercado, já que é o terceiro país provedor, exportando 6 bilhões de euros (5,5% do total) e, neste ano, teve um aumento de 10% nas exportações depois de 4 anos de queda. O farelo de soja representa 40% dos envios. Funes, portando, diz que "não se pode depender de um produto somente" e pretende levar o biodiesel argentino também.

No Brasil, o conselheiro Javier Dufourquet lembra que a Argentina não terá o mesmo cenário do ano passado, quando houve uma menor safra brasileira devido à seca e, consequentemente, foram importadas 18 milhões de toneladas dos argentinos para suprir a demanda interna. Por outro lado, as exportações argentinas de trigo ao Brasil devem superar as 3,8 milhões de toneladas este ano.

Na China, a Argentina é o 7º provedor de produtos agrícolas, sobretudo no complexo soja, como lembra o conselheiro Hernás Viola, localizado em Pequim.

Com informações do Clarín

 

Por:
Izadora Pimenta
Fonte:
Notícias Agrícolas

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