PT, UM PARTIDO DE PROGRAMAS, por Reinaldo Azevedo

Publicado em 08/07/2010 05:45 536 exibições



A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, diz agora que o partido vai apresentar um terceiro programa de governo. Segundo ela, o tal “erro”, que fez o PT entregar ao TSE um programa de extrema esquerda, pode acontecer com qualquer partido…

Da Reuters:
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira que sua campanha entregará uma terceira e definitiva versão de seu programa de governo à Justiça eleitoral contendo as sugestões de consenso dos partidos que compõem a coligação de sua candidatura.

Ela confirmou que assinou sem ler o primeiro texto registrado no TSE.

“O documento é provisório e terá um outro documento, aí sim definitivo, fruto dos programas de governo que cada partido tem. E vai se chegar a um consenso”, disse Dilma a jornalistas. “É possível, é legal”, advertiu.

A candidata reputou à pressa as rubricas em cada página do programa. “Me pediram -eu estava embarcando para viajar- para rubricar. Rubricar é rubricar. Eu rubriquei todos os documentos. Todos os meus documentos pessoais, que são os mais importantes, e foi publicado”, afirmou.

Na segunda-feira, ao registrar a candidatura de Dilma, a campanha da candidata levou ao Tribunal Superior Eleitoral um programa de governo contendo propostas que incluíam redução da jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas, a taxação de grandes fortunas e o controle social da mídia.

Após a repercussão imediata das sugestões, o PT substituiu o programa, alegando que o primeiro continha a resolução sobre as diretrizes do 4o Congresso do PT, realizado em fevereiro.

“O que ocorreu pode ocorrer com qualquer pessoa, com qualquer partido, porque nós não somos perfeitos, nós erramos”, justificou a candidata, explicando que “baixaram um documento errado”, “que é do PT enquanto a campanha é uma coligação.”

O documento entregue erroneamente não foi totalmente rechaçado pela candidata. “Nós não concordamos com vários pontos e isso é público e notório”, disse ela, sem detalhar as discordâncias.

Classificou as críticas que vem recebendo da oposição a partir do episódio como “muito barulho por nada” e admitiu não ter lido o programa registrado pela campanha do adversário tucano José Serra.

Quanto às promessas de Serra de que vai ampliar o programa Bolsa Família, principal política social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma disse que se trata de propaganda eleitoral.

“Não é possível olhar a questão social como apêndice, anexo de um programa. Para nós é parte central.”

Após realizar uma curta caminhada e um comício na praça da Sé, região central da capital paulista, Dilma visitou uma ONG dedicada ao ensino de música a crianças carentes localizada na comunidade de Heliópolis. Os alunos fizeram uma apresentação para a petista executando as músicas “Brilha, Brilha Estrelinha” e “Bambalalão.”

“BAIXARAM O DOCUMENTO ERRADO”? NÃO! BAIXARAM UMA DESCULPA ESFARRAPADA

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o partido vai entregar uma terceira versão do seu programa de governo ao TSE. Assim, não valeria a primeira, aquela verdadeira, que ela rubricou e deu fé, nem valeria aquela segunda, ajeitada no joelho. E se saiu com uma teoria um tanto esquisita, aderindo ao que eu chamaria de “Paradigma Goleiro Bruno de Argumentação”.

Como sabem, este grande líder moral, ao refletir com os jornalistas, certa feita, sobre alguns petelecos que uma namorada de Adriano teria levado numa favela,  resolveu defender seu amigo assim: “Qual de vocês, que é casado e nunca brigou com a mulher, que nunca discutiu e que nunca até saiu na mão com a mulher?”

Eu! Nunca saí na mão com mulher.

A candidata petista resolveu recorrer à mesma perspectiva generalista ao comentar o imbróglio dos documentos:
“O que ocorreu pode ocorrer com qualquer pessoa, com qualquer partido, porque nós não somos perfeitos, nós erramos. Baixaram um documento errado”.

Epa!!! Com qualquer partido, coisa nenhuma! Assim como é preciso reunir as condições morais de Bruno para agir como ele, é preciso ter um documento daquele em arquivo para poder baixá-lo por engano — fazendo de conta, claro, que a desculpa tem algum procedência. Se o PT não tivesse realizado um congresso e, como eles dizem, “tirado aquelas deliberações”, elas não teriam se convertido num programa de governo, certo? Os petistas não precisam gostar do que penso, mas certamente não têm como contestar a minha lógica.

Eu, por exemplo, não tenho programa autoritário nenhum a ser “baixado” porque não há como fazer download de teses esquerdopatas por aqui. “O que ocorre NÃO pode ocorrer com qualquer partido” porque os outros partidos não comungam daquelas mesmas teses — a não ser alguns nanicos ainda mais radicais do que a extrema esquerda petista, que foi quem deu o tom do programa de governo.

Assim, a generalização da candidata, tentando eximir-se de qualquer responsabilidade, é, obviamente, descabida. De resto, é o caso de considerar se a desculpa depõe a seu favor. Se eleita presidente, o que mais Dilma pretende assinar sem ler?

A pergunta é relevante porque uma coisa se pode afirmar, com base na lógica do processo, sobre um eventual governo seu. Seria diferente da gestão Lula. Dois grupos teriam certamente mais força do que têm hoje  — forças distintas, mas que se combinariam: o PMDB e o a esquerda do PT. Imaginem uma caneta ligeira e cega com dois conselheiros como esses.

Não! Ainda que tivesse sido um engano — tese falsa —, teria sido um engano que só mesmo o PT pode cometer.

Dilma: “Guardar esses R$ 110 milhões, digo, R$ 110 mil, não tem nenhum problema”

Por Leonardo Souza, na Folha:
Contribuintes que declaram manter em casa somas elevadas em espécie, como Dilma Rousseff (PT) e Orestes Quércia (PMDB), são alvos preferenciais da Receita. Os fiscais são orientados a multar quem não comprova a origem do dinheiro nessa situação. A legislação prevê a cobrança do Imposto de Renda não recolhido, mais multa de até 150% sobre o tributo devido e juros de mora.

Dilma informou ao TSE possuir R$ 113 mil em dinheiro vivo. Questionada, a candidata disse se tratar de uma escolha pessoal: “É uma escolha minha, não é ilegal”. Ela se confundiu sobre o valor: “Guardar esses R$ 110 milhões, digo, R$ 110 mil, não tem nenhum problema.”

Já Quércia, que declarou guardar R$ 1,28 milhão, disse, por meio de sua assessoria, que parte do dinheiro se refere a lucros recebidos de suas empresas, depois investidos na compra de dólares. A Receita informou que manter dinheiro em espécie não é crime, desde que comprovada a origem do recurso.

O fisco não informou seus procedimentos em situações suspeitas. Mas, no caso da fiscalização da evolução patrimonial de pessoas físicas, segundo a Folhaapurou, as regras são bem definidas. Num exemplo hipotético, o contribuinte informa ao fisco possuir R$ 200 mil em espécie. No ano seguinte, compra um imóvel por R$ 500 mil. Desse total, R$ 300 mil vem da renda declarada e a diferença, do dinheiro vivo. Aqui

A FRASE DO DIA

“Me pediram rubrica. Rubricar é rubricar, e eu rubriquei”.

A frase, vocês já adivinharam, é da presidenciável do PT, Dilma Rousseff, tentando explicar por que ela chancelou o programa de extrema esquerda que o PT entregou ao TSE. Leia aqui


O COFRE DE DILMA E O COFRE DE ADHEMAR: PIADA ÓBVIA!

A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, declarou à Justiça Eleitoral que guarda R$ 113 mil em casa, em grana viva. Então tá bom. Eu sempre pensei que o sistema bancário brasileiro estivesse entre os mais sólidos do mundo, né? Afinal, o Proer foi uma das coisas boas que o governo FHC fez para o Brasil — contra a vontade do PT. Pô, companheira, esse dinheiro vai desvalorizar!

Se Dilma for eleita, espero que cuide melhor do dinheiro do Brasil do que cuida da própria grana. E não, não vou fazer a piada óbvia e afirmar que se trata de uma sobrinha do “Cofre do Adhemar”.

Só para lembrar: a organização terrorista a que Dilma pertencia, a VAR-Palmares, roubou, no dia 19 de julho de 1969, um cofre que pertencia a Adhemar de Barros, recheado com US$ 2,4 milhões. O tesouro estava na casa de Anna Gimel Benchimol Capriglione, amante do político. Ninguém sabe que fim levou a dinheirama. Dilma era dirigente da organização. Não consta que tenha participado da ação — Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, era um dos assaltantes.

Piada, quando é óbvia demais, a gente evita, certo?

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (veja.com

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