Safrinha em Goiás começará com preços mais elevados de fertilizantes

Publicado em 09/02/2011 06:21 401 exibições
As colheitas da soja e do milho estão a todo vapor em Goiás, e com isso vem a expectativa do plantio da safrinha. Os preços dos produtos têm animado os produtores que estão trabalhando 24 horas na lavoura para efetuar a colheita das culturas em tempo hábil, para em seguida realizar o plantio da safrinha. Este ano, ela virá um pouco atrasada devido aos problemas climáticos do ano anterior, que obrigaram o plantio da safra de verão a ser realizado um pouco mais tarde. Apesar dos preços dos produtos, especialmente das commodities, estarem agradando o produtor, um fator preocupa. Os preços dos fertilizantes este ano começaram mais caros e como consequência os custos de produção aumentam consideravelmente.

Apesar dos preços dos fertilizantes terem praticamente se mantido em janeiro relativo a dezembro de 2010, verificamos no histórico que os preços estão 10,8% mais caros em Goiás. O fechamento médio de preços do mês de janeiro do ano passado foi de R$ 891,61 a tonelada, já nesse ano o fechamento médio foi de R$ 987,89. Não há dúvidas que os atuais patamares de preços das commodities têm exercido impacto sobre os preços dos fertilizantes, uma vez que a correlação é perfeitamente visível no histórico de preços dos produtos e dos insumos.

A variação média de preços entre dezembro e janeiro foi de 0,85% abaixo da variação verificada entre novembro e dezembro, que foi de 2,5%. Na análise conjuntural, os preços dos fertilizantes em 2010 foram 5,85% menores que em 2009. Assim, verificamos que depois da crise do final de 2008 os preços voltaram aos patamares históricos sendo mais baratos no 1º semestre e mais caros no 2º semestre. Este ano parece que a tendência é de nova inversão, já que os preços das commodities estão historicamente elevados (preços da soja e do algodão são os melhores em 10 anos).

No mercado local (Goiás) os preços nesse momento estão calmos e tendem à estabilidade, mas espera-se alta para os próximos meses, visto que os estoques de matéria-prima estão acabando e novas aquisições estão na programação das misturadoras.

No mercado internacional, os preços subiram 4% na média geral em relação a dezembro de 2010 e nesse momento nova alta é verificada (2,7%) em relação aos preços de janeiro. O grande destaque da vez é o potássio, que novamente voltou a subir depois de um longo período de estabilidade nos preços. O produto ficou 7,6% mais caro nos principais terminais internacionais relativos ao preço verificado em dezembro e nesse momento mais picos de alta são registrados. Os fosfatos estão com preços estáveis. Com a crise egípcia no Oriente Médio, pairou o temor de alta nos preços dos fosfatados, porém, apesar do país ser um exportador de fosfatados, não se verifica para o Brasil exportações expressivas e, na verdade, o que realmente preocupa é o preço do petróleo no mercado internacional, que pode impactar diretamente o preço dos fretes marítimos.

O mercado local tem acompanhado de forma bastante simétrica a curva de preços do mercado internacional, por isso esse é um importante balizador de preços futuros nas principais revendas. Em Goiás, os preços dos formulados ficaram em média R$ 923,33 a tonelada, enquanto as matérias-primas fecharam em média R$ 1.052,44.

Das matérias-primas no mercado local somente sulfato de amônio teve variação positiva considerável e a tonelada passou de R$ 766 para R$ 785. No mesmo mês do ano passado, o produto custava R$ 592 a tonelada, ou seja, 32% menor que neste ano.

Mercado

O mercado atual está trabalhando com apenas vendas menores, já que grande parte dos produtores da safra de verão adquiriu os fertilizantes que serão utilizados em safrinha de forma antecipada. Apenas alguns que, para aproveitar o bom momento de preços dos produtos, decidiram aumentar um pouco a área plantada e necessitarão de um pouco mais do insumo. Nas relações de troca, os destaques foram o algodão e o feijão. No caso do algodão houve queda de 23% na relação de troca relativo ao mês de dezembro, já o feijão, com a queda expressiva de preços, a relação de troca aumentou em 74% passando de 7,6 sacas para mais de 13 sacas necessárias para se adquirir uma tonelada de fertilizantes.

A elevação dos preços dos produtos agrícolas desta vez foram os responsáveis pelo aumento no custo de produção total, Uma vez que os insumos se mantiveram estáveis em janeiro.

A previsão é que com a renovação dos estoques daqui em diante ocorra elevação dos preços no mercado local visto o comportamento dos preços no mercado internacional desde janeiro.
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Fonte:
Faeg

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