Tinha que ter o dedo de Lula no caos venezuelano!, por Rodrigo Constantino

Publicado em 17/02/2014 07:34 e atualizado em 24/04/2014 14:43 2563 exibições
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Tinha que ter o dedo de Lula no caos venezuelano!

Sabem o caos social em que a Venezuela foi jogada pelo socialismo bolivariano? Sabem essa guerra civil que está ocorrendo e que nossa imprensa se recusa a mostrar detalhes? Pois é: claro que tinha de ter o dedo (podre) de Lula nisso tudo! Onde está podridão, lá estará Lula, defendendo o indefensável. Vejam a mensagem de apoio de Lula a Maduro, depois comparem com a REALIDADE:

Agora vejam o governo abrindo fogo, com um TANQUE, sobre os estudantes que manifestavam por um país melhor:

(por Rodrigo Constantino)

Tags: LulaVenezuela

 

Opinião

‘É difícil dar certo’, por Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

1 ─ Alguns milhares de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra, MST, ocuparam na quarta-feira a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal e o Congresso; pouparam, sabe-se lá por que, o Palácio do Planalto. Entraram em confronto com a PM e feriram 30 soldados. Serão processados? Nada disso! Na quinta, a presidente Dilma fez questão de recebê-los em palácio, na companhia, claro, de seu ministro Gilberto Carvalho, e ainda ganhou um presente: uma cestinha de produtos agrícolas.

 

2 ─ O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso à sindicância do Itamaraty para “investigar a conduta” do diplomata Eduardo Sabóia, que libertou o asilado boliviano Roger Pinto Molina, confinado havia 15 meses na nossa Embaixada em La Paz, e o trouxe ao Brasil. As informações da sindicância são tão vergonhosas, tão inacreditáveis, que o Estado as confirmou com quatro fontes diferentes, antes de publicá-las: o Brasil articulou com o presidente boliviano Evo Morales e seus aliados do continente um jeitinho de tirar Roger Pinto da Embaixada e levá-lo num avião venezuelano para Caracas ou Nicarágua. O asilado se comprometeria a aceitar a retirada sem ser informado do local para onde iria. Como não é maluco, recusou a proposta indecente. E logo Chávez morreu, fazendo gorar o plano.

3 ─ Voltando ao ministro Gilberto Carvalho: em 9 de dezembro último, prometeu processar o delegado Romeu Tuma Jr. pelo livro Assassinato de Reputações. Tuma Jr. prometeu provar as acusações. E até hoje o processo não saiu.

É difícil dar certo ─ Petrobras
A notícia acaba de ser divulgada pelo Ministério Público holandês: em depoimento oficial, um ex-funcionário da SBM Offshore, locadora de plataformas petrolíferas, disse que a empresa pagou US$ 139 milhões, entre 2005 e 2011, a intermediários e funcionários da Petrobras, para obter encomendas (hoje, segundo o jornal Valor, os contratos somam US$ 23 bilhões). A SBM é investigada não só na Holanda, mas também no Reino Unido e nos EUA, sempre por suborno. No período citado, o presidente da Petrobras era José Sérgio Gabrielli (2005 a 2012). Hoje, Gabrielli é secretário do Planejamento da Bahia, no Governo do petista Jaques Wagner.

A Petrobras informou que não vai comentar o assunto

É difícil dar certo ─ inexplicável
José Guilherme da Silva, 20 anos, foi preso por assalto em Limeira, SP. Antes de ser colocado no camburão, foi revistado e algemado com as mãos para trás. Entrou desarmado e imobilizado no carro policial, sob as vistas de umas 30 testemunhas. Morreu com um tiro na cabeça, disparado de cima para baixo. Segundo os PMs que o conduziam, o rapaz algemado com as mãos nas costas arrumou em algum lugar um revólver calibre 38 e atirou na própria cabeça. O cano da arma, revelam os exames de balística, estava 50 cm acima de sua cabeça. Segundo o perito, “é sabido nos meios policiais tanto sobre a habilidade de movimento de alguns detidos, bem como sua condição pessoal de burlar a revista”. Só faltou acusarem o detento de ter dado também algumas punhaladas nas próprias costas.

Se era culpado ou não, não importa: estava preso, imobilizado, indefeso. Imagina-se que os PMs que o prenderam saibam revistar uma pessoa. E saibam impedir que um preso algemado com as mãos nas costas consiga mover-se com toda a liberdade. Mas, por incrível que pareça, há ainda algo pior nesta notícia: a morte ocorreu em 14 de setembro de 2013.

Até hoje o inquérito não está pronto.

O caminho das pedras
Identificar e prender os dois acusados do assassínio do repórter Santiago Ilídio Andrade foi rápido: bastou examinar gravações e fotos de ambos quando manipulavam o rojão que atingiu a vítima. Mas abriu-se, agora, um caminho promissor, no sentido de encontrar a raiz da violência e seus articuladores: tanto o advogado dos dois acusados quanto a porta-voz informal de ambos, Elisa Quadros Sanzi, Sininho (ou, como ela se assina, Cininho), mencionam pagamentos aos jovens dispostos a promover quebra-quebras. Como dizia Garganta Profunda, fonte principal dos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, que expuseram o escândalo Watergate, “follow the money” ─ sigam o dinheiro.

Não há grande segredo a desvendar: em suas páginas no Facebook, os cavalheiros falam abertamente de pagamentos. E já existem (embora ainda sem confirmação) listas de contribuintes dos black blocs, que envolvem de políticos a um juiz de Direito.

Seguindo as pistas 
E, além de seguir o dinheiro, há dois outros caminhos abertos à investigação:

1 ─ Responder “a quem aproveita o crime”. Quem ganha com os black blocs nas ruas ─ e ganha tanto que investe recursos para que destruam bens dos outros?
2 ─ Seguir as pistas da reveladora reportagem Por dentro da máscara dos black blocs, de Leonel Rocha, revista Época, capa de 15 de novembro de 2013.

O repórter esteve no sítio de treinamento do grupo, a 50 km de São Paulo, e conversou amplamente sobre pessoas e entidades que financiam o vandalismo.

É difícil dar certo ─ Brasília
O estudo é da Cornell University, EUA: o Brasil tinha 21 ministérios em 2002. Em 2013, já estava com 39. Os Estados Unidos têm 15 ministérios.

 

Lei e ordemPolítica

“Quando não dá na lei, a gente faz na marra mesmo”. Ou: O PT só tem cúmplices!

É um espanto! Ou não deveria ser mais. Mas o fato é que os petistas perderam qualquer resquício de vergonha na cara, e agora admitem, aos quatro ventos, que não ligam para as leis, que se julgam acima delas, pois fazem mesmo é o “diabo” para vencer eleições.

O leitor acha que exagero? Que nenhum petista seria tonto a ponto de afirmar assim, de maneira tão escancarada que se considera acima das leis dos reles mortais? Nem tanto, nem tanto. E como mato a cobra e mostro o pau, segue o vídeo de Luizianne Lins em ato pela candidatura própria do PT ao governo do Ceará. Como o leitor provavelmente não terá estômago para ver tudo, ajudo: vá direto aos 6 minutos e 20 segundos:

“Eles acham que a linguagem que a gente entende é essa, mas a linguagem que a gente entende não é essa não. Não é essa da Justiça, não é essa da formalidade, não é essa. Nossa linguagem é a linguagem da rua, é a linguagem do povo, porque quando não dá na lei, a gente faz na marra, porque é assim que a gente aprendeu. Porque é assim que a gente foi talhado”.

A marrenta, fazendo apologia ao crime, foi ovacionada por uma cambada de cúmplices. Por essas e outras eu digo e repito: o PT não tem simpatizantes, tem cúmplices! São todos devotos da máxima de que os fins “nobres” justificam quaisquer meios. Julgam-se superiores, acima das leis, “homens incomuns”, que Lula estendeu até ao companheiro Sarney.

Ficamos assim então: quem vota no PT, sabe muito bem que está dando seu voto a um grupo disposto a atropelar as leis em nome de seus projetos. Alguém fica surpreso ao saber que a imensa maioria de presos votaria neste partido?

Rodrigo Constantino

 

Política

Guzzo: Avanço para o passado

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Excelente o resumo que J.R. Guzzo faz na Veja desta semana sobre o PT e o que ele representa até aqui: um incrível “avanço” rumo ao passado. Gilberto Carvalho, por exemplo, resgata a imagem de um típico coronel nordestino ao falar “dessa gente ingrata”. O que o PT ainda não percebeu – ou finge não ter percebido – é que não há ingratidão alguma, e sim uma reação a um governo que, de popular, só tem o discurso e as aparências.

Guzzo diz sem titubear: “O governo do ex-presidente Lula, de Dilma Rousseff e do PT é uma das mais bem-sucedidas farsas jamais levadas ao público na história política brasileira”. O partido se aproveitou da bonança externa para distribuir benesses e garante que foi o responsável por uma “revolução social”. Um espetáculo para ludibriar incautos, cada vez em menor número.

O que o PT fez, na prática, foi se aliar ao que havia de mais retrógrado na política nacional, e não foi capaz de fazer uma só reforma estrutural decente. Guzzo acusa o “falso esquerdismo” do partido, por se vender como popular e agir como os barões de engenho. Só discordo que seja falso esquerdismo: isso, na prática, é a esquerda, o que a esquerda sempre faz!

Os representantes do povo vivem como nababos, gastam 8 mil em uma noite só para descansar em Portugal, e ainda acusam uma fantasmagórica “direita” de desejar o regresso aos tempos de pelourinho e chibata. Colocam-se como vítimas de uma elite reacionária, enquanto se juntaram justamente a essa elite reacionária e fisiológica.

Como alerta Guzzo, o Partido dos Trabalhadores foi incapaz de colocar um único trabalhador em cargo importante de ministério. Um país com 200 milhões de habitantes, mas o PT não teve condições de encontrar um só trabalhador? Como dizia Roberto Campos, o PT é o partido dos “trabalhadores” que não trabalham.

Faz pior: prejudica os verdadeiros trabalhadores, com carga tributária crescente, abuso no FGTS para fins políticos, destruição da Petrobras, uso de bilhões em recursos escassos para finalidades frívolas que enchem os bolsos de empreiteiras, etc.

Felizes ficaram Odebrecht, Friboi, construtores de sondas para a Petrobras, empreiteiros, Eike Batista (por algum tempo), líderes sindicais, políticos, etc. Conclui Guzzo:

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Rodrigo Constantino

 

Brasil

O cinismo do capeta

1.

Todo político parceiro de bandido diz que tem uma história de luta.
 
2.
 
No Brasil, quem fala em “verdadeiros criminosos” normalmente está tentando aliviar, diluir ou imputar a outros a culpa de algum.
 
3.
 
A esquerda trata terrorista como manifestante e, quando aparece o efeito mais do que previsto do terror, acusa a direita, a “classe média”, a polícia e os “governantes” de não distingui-los, até o ponto de um militante afirmar que, para esses, “os manifestantes (todos) viraram assassinos”. O nível de cinismo necessário para dizer isso é de fazer inveja a qualquer psicopata. Compactuar com crimes é só consequência. Essa gente compactua é com o capeta.
 
4.
 
O que denunciei aquiaquieaqui virou matéria no Globo Online: Membro da executiva do PSOL propõe diálogo com a tática dos Black Blocs em texto, completo eu a manchete, retirado do site do partido um dia após a morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade.
 
Comento a explicação psolista trazida pela matéria:
 
(…) Procurado, o presidente nacional do PSOL, Luíz Araújo, afirma que o texto foi retirado do ar porque estava sendo mal interpretado.
 
Mal interpretado uma ova! O texto era claríssimo em sua pregação do diálogo e da convivência do PSOL (o Partido Submisso às Orientações de Lenin) com os Black Blocs como estratégia política. Por isso mesmo, foi retirado do ar. Estava sendo “interpretado” por aquilo que era.
 
Segundo ele, o artigo reflete a opinião pessoal de Edilson Silva, não a posição oficial do partido.
 
A menos que “posição oficial do partido” seja o que Luíz Araújo, Chico Alencar e companhia alegam a posteriori, a “posição oficial” do PSOL era ainda pior que aquela pregada por Edilson Silva. Ela incluía a aliança com os Black Blocs na greve dos professores do Rio, além da convivência respeitosa com sua tática sem o menor sinal de condenação explícita, conforme o próprio militante do partido Cid Benjamin confessou em seu Facebook. Marcelo Freixo chegara até a declarar: “Eu não sou juiz para ficar avaliando os métodos em si.”
 
- A gente achou que não tinha sentido ficar alimentado esse tipo de uso. Não é uma posição oficial, a gente tirou para evitar essas interpretações.
 
Enquanto a ideia do diálogo com os Black Blocs servia ao partido, o texto ficou no ar. Depois que pegou mal, o texto foi retirado. É só isto. O resto é puro vitimismo cínico.
 
Há uma campanha muito grande para dizer que a gente está financiando esse movimento.
 
Não há “campanha” coisa nenhuma. Há provas de que os vereadores Renato Cinco e Jefferson Moura, ambos do PSOL, financiaram um ato realizado por esse “movimento” no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”.
 
Nós discordamos dessa prática, somos um partido que acredita nas manifestações sociais e achamos que esses atos afastam as pessoas das manifestações – afirmou Araújo.
 
“Acham” isso, publicamente, agora que os terroristas explodiram a cabeça de um inocente pai de família, em pleno exercício de sua profissão. Mas assim como o presidente do PSTU do Rio de Janeiro, Ciro Garcia, que afirmou que o partido se opõe à “metodologia” Black Bloc “por acreditarmos que ela serve à própria burguesia, que não quer as pessoas nas ruas”, Luiz Araújo parece preocupado em condenar essa “prática” porque ela afasta as pessoas das manifestações, não porque ela resulta eventualmente em miolos espalhados pela calçada.
 
Psolista é assim: quando se explica, só faz manifestar mais uma vez a sua moral “Black Bloc”.
 
5.
 
Os editores responsáveis pela enquete da Carta Capital são como aquelas crianças que, quando estão perdendo o jogo, no mínimo furam a bola.
 
Toda a esquerda é assim.


CartaCapital enquete

6.
 
Em breve nos cinemas:
 
PSOL e Carta Capital: Brilho eterno de dois sites sem lembranças.

Brilho eterno

Felipe Moura Brasil – https://www.veja.com/felipemourabrasil

Tags:
Fonte:
veja.com.br

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1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Hei! Cadê o tecido?

    As ações esgarçam o tecido (contrato) social! É o quê mais se ouve, penso, o tecido social tupiniquim, por todas as mazelas que tem sido exposto, não tem muita resistência e, por conseguinte, o Leviatã de Hobbes esta tomando forma.

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