A imprensa está cercada na Venezuela..., PT aplaude o modelo venezuelano, que já é quase como Cuba...

Publicado em 10/10/2014 14:23 e atualizado em 11/10/2014 20:25 1183 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com

Venezuela, cujo modelo o PT aplaude, já é quase como Cuba

Quem diz é a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que fez um alerta sobre o cerco à imprensa independente no país de Nicolás Maduro. A SIP denunciou a inação dos governos membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) diante “desse gravíssimo atentado do regime autoritário chavista”, segundo o jornal “El Nacional”.

“(Com) a iminência do fechamento do ‘Tal Cual’ está fechando quase totalmente o cerco à imprensa crítica ou independente na Venezuela”, afirmou o responsável pela liberdade de expressão da SIP, o uruguaio Claudio Paolillo, em um comunicado em Miami, na Flórida.

O encarregado acrescentou que todos os canais de TV aberta já estão sob controle do governo, assim como a maioria das rádios. Para Paolillo, a Venezuela “se encaminha para se converter na segunda Cuba da América Latina em matéria de liberdade de imprensa”. Ele pressionou a OEA a denunciar a situação no país.

O Brasil do PT, vale lembrar, luta para defender o regime venezuelano na OEA. O chavismo asfixiou totalmente a imprensa, algo que o PT vem tentando fazer no Brasil desde o começo do governo Lula. O DNA autoritário está lá, escancarado, como quando o próprio Lula quis expulsar um jornalista estrangeiro por mencionar seu apreço por bebida. Foram várias tentativas de calar a imprensa independente desde então, mas o Brasil resistiu até aqui.

“Fazer jornalismo independente na Venezuela é um milagre”, diz jornalista entrevistado pelo GLOBO. “Às pressões que normalmente o jornalismo enfrenta quando incomoda os grupos de poder, somam-se agora pressões econômicas e técnicas que fazem da imprensa independente um verdadeiro milagre”, completou. Não custa lembrar que Dilma incluiu em seu programa o ataque ao “controle econômico” da imprensa, exatamente para seguir nos passos venezuelanos.

O leitor não precisa acreditar em mim quando digo que é esse modelo que o PT almeja, tampouco precisa achar que se trata de alguma teoria conspiratória. Nada disso. É público e notório o apoio dos petistas ao regime venezuelano e cubano. Veja aqui Lula gravando mensagem de apoio a Maduro:

Agora vejam a presidente Dilma recebendo uma foto de Chávez diretamente de Maduro:

Ninguém poderá alegar ignorância depois. Se Dilma for reeleita, nossa imprensa estará ameaçada. O PT virá com tudo para cima de quem ousou ser independente e mostrar os escândalos de corrupção do governo. Será tempo de retaliação ao jornalismo livre. Quem defende a liberdade de imprensa jamais pode votar no PT. É como essa imagem que circula nas redes sociais resume bem:

Brasil ou Cuba

Rodrigo Constantino

Dilma Youssef e Desgraça Foster?

As duas responsáveis, em última instância, pelo que ocorre na Petrobras.

A campanha de Dilma no programa de TV hoje mostrou como a “presidenta” pretende combater a corrupção em nosso país com novas leis mais rigorosas e com a “mãe de todas as reformas”, a política. Quer enganar o sujeito desatento, como se a culpa por tanto escândalo fosse o “sistema” e como se o PT não estivesse no poder há 12 anos!

De forma dissimulada, Dilma disse que quer investigação sobre a Petrobras, mas “sem manipulação política”. A petista e candidata à reeleição disse considerar “estarrecedora” a divulgação do conteúdo do depoimento dos principais alvos da Operação Lava Jato durante a campanha eleitoral.

“Para o Brasil é muito importante, para que de fato a gente combata a corrupção, que não se use isso de forma leviana em períodos eleitorais, de forma incompleta”, disse. Entendo o desespero. O relato de que havia uma quadrilha dentro da Petrobras para desviar recursos desde 2005, e isso contado por dois membros da quadrilha, é mesmo de tirar o sono da presidente.

Mas leviano seria ignorar o caso, isso sim! Leviano e irresponsável seria fingir que nada aconteceu só por causa das eleições, como se essa roubalheira toda não fosse crucial na hora de escolher em quem votar. Afinal, o tesoureiro do PT estaria envolvido até o pescoço no esquema, segundo os dois delatores, e o partido seria o maior destino dos recursos desviados.

Dilma apela para o mito de que todos esses escândalos vêm à tona pois nunca se investigou tanto, e não por que nunca antes na história deste país houve tanta corrupção. É uma piada de mau gosto, que serve para ocultar outro fato incômodo: o PT protege seus corruptos. Foi assim no mensalão, é assim agora.

Em qualquer empresa privada ou em qualquer estatal de país desenvolvido, por exemplo, a presidente Graça Foster seria sumariamente demitida por justa causa. Ainda que não esteja envolvida diretamente no esquema – mas há indícios de que passou imóveis para seus filhos para proteger seu patrimônio – era a responsável pela empresa, como CEO.

Uma quadrilha se aloja embaixo de suas “barbas”, desvia bilhões de reais, e nada? Por onde anda Graça Foster? De férias? De licença? Então é assim que o PT lida com o maior esquema de corrupção já visto na estatal? Afastando dos holofotes e protegendo a presidente da empresa, ligada ao PT por toda a vida? Não há responsabilidade?

A reação do PT e da presidente Dilma demonstra que seu intuito verdadeiro não é investigar coisa alguma, e sim jogar para baixo do tapete toda a sujeirada – e é sujeira até não acabar mais. Quem lembra de Graça Foster afirmando que não sobraria “pedra sobre pedra” nas investigações da Petrobras?

O que sabemos até agora não vem de investigação alguma da estatal, e sim da delação premiada de dois bandidos ligados ao PT no esquema, os quais a presidente Dilma gostaria de silenciar se possível, ao menos até acabar a eleição. Diante disso tudo, não custa perguntar: posso chamá-las de Dilma Youssef e Desgraça Foster logo de uma vez?

Rodrigo Constantino

Economia só foi bem no governo do PT quando tinha tucano no comando

Henrique Meirelles, o tucano que salvou a economia de Lula

Em sua coluna de hoje, o professor Rogério Werneck destaca que o mau desempenho da economia e os escândalos de corrupção serão inevitáveis na pauta de discussões no segundo turno. Diz ele:

No embate sobre o desastroso desempenho da economia nos últimos quatro anos, Dilma entra de mãos vazias. Afora o desemprego ainda baixo, tem pouco ou nada a mostrar, como bem ilustram os dados deste final de mandato: taxa de juros mais alta do que no início do governo, preços de energia represados, inflação de 6,75%, bem acima do teto de tolerância da meta, resultado primário tendendo a zero, contas externas seriamente desequilibradas e economia estagnada.

Diante dessa penúria de resultados apresentáveis, o melhor que a campanha de Dilma conseguiu urdir foi uma mistificação e um truque. De um lado, a candidata insiste em atribuir o fiasco a um suposto agravamento da crise econômica mundial. De outro, tenta camuflar o desastre dos últimos quatro anos, diluindo-o nos oito anos do período Lula. A ideia é vender ao eleitor um pacote fechado de “12 anos de governo petista”, ainda que, da perspectiva da condução da política macroeconômica, esse “três em um” encerre mandatos presidenciais muito distintos.

No primeiro mandato, Lula seguiu de perto a política que vinha sendo adotada por FH. No segundo, coadjuvado por Dilma Rousseff, embarcou na aventura charlatanesca da “nova matriz macroeconômica”, cujos frutos amargos estão sendo agora colhidos nesse terceiro mandato. Não obstante todo o esforço de camuflagem do desastroso desempenho da economia dos últimos quatro anos, é na denúncia dessa colheita amarga que a oposição deverá centrar fogo no segundo turno.

Eis o ponto: no primeiro mandato de Lula, quem estava no comando do Banco Central era Henrique Meirelles, que era filiado ao PSDB antes e banqueiro internacional, do tipo que Dilma demoniza hoje. Candidatou-se ao governo de Goiás em 2002 pelo partido de Aécio Neves, tendo sido o candidato mais votado. Não ocupou o cargo pois preferiu assumir o BC e ajudar o país levando bom senso para um governo petista, com muita escassez desse bem. Ou seja, Meirelles tem a alma de tucano.

O maior trunfo eleitoral do PT, o programa Bolsa Família, teve sua origem na ideia de um tucano, como o próprio Lula reconheceu. E, como podemos ver, há outro tucano de origem por trás do bom andamento da economia nos primeiros anos do governo Lula.

Em suma, podemos afirmar que as poucas coisas que deram certo nos doze anos de PT no poder tiveram suas impressões digitais no tucanato. Como na velha máxima, o PT trouxe coisas boas e novas, mas as boas não eram novas, e as novas não eram boas. Sua inovação mesmo é o mensalão, a roubalheira generalizada e institucionalizada, a “nova matriz econômica”, um resgate do velho e fracassado desenvolvimentismo. O que seria do PT sem os tucanos?

Rodrigo Constantino

 

Petista João Vaccari, o homem do caixa do partido, envolvido até o pescoço no esquema de corrupção da Petrobras. Fonte: Folha

O que veio à tona nos últimos dias sobre o escândalo da Petrobras é chocante, e mostra como os petistas são corruptos compulsivos, que não aprenderam a lição nem mesmo com o mensalão. Os relatos tanto do ex-diretor Paulo Roberto Costa, que Lula chamava de “Paulinho”, como do doleiro Alberto Youssef, colocam o PT em maus lençóis. O petróleo, de fato, é deles!

Segundo Youssef, ele operava apenas o dinheiro da diretoria de Abastecimento e soube por empreiteiras e pelos próprios operadores do esquema nas demais áreas. O doleiro disse que se reuniu pelo menos duas vezes com João Vaccari, tesoureiro do PT, que atuava como “operador” da diretoria de Serviços, área que recebia 2% do valor dos contratos da diretoria de Abastecimento, além dos 3% integrais dos contratos que ela própria firmava.

Vaccari já esteve envolvido no escândalo do Bancoop também, é reincidente. Sindicalista de origem, um dos fundadores da CUT, o tesoureiro do PT mostra que Delúbio Soares não era exceção, mas sim a regra no controle do caixa do partido. O discurso de defesa dos trabalhadores é apenas isso: discurso, retórica vazia, empulhação.

Os valores citados transformam milhão em trocado. É um montante suficiente para construir milhares de escolas ou hospitais para atender ao povo carente, ou para melhorar as condições de trabalho dos policiais que enfrentam bandidos com risco de vida diário. Recursos públicos que nós pagamos, desviados para as contas na Suíça de gente ligada ao governo.

Aécio Neves, que acusou o PT de planejar ataques mentirosos, afirmando que “a luta vai ser dura e os adversários mostraram que não têm limites quando o assunto é projeto de poder”, disse sobre o escândalo que a corrupção está institucionalizada pelo PT:

Aquilo que era chamado pelo governo de malfeito, de desvio de conduta, caráter, do quer que fosse, agora chega de forma institucional em um partido político. O ex-tesoureiro do PT (Delúbio Soares) foi condenado (no processo do mensalão) e foi preso por utilizar dinheiro público em projetos individuais ou partidários. Ele foi sucedido por este tesoureiro, que foi denunciado pelo próprio grupo, por integrantes da própria quadrilha. [...]

O vazamento da delação premiada aponta na direção de algo institucionalizado e que envolve diretamente o tesoureiro do partido político que governa o Brasil há 12 anos. Agora, se começa a compreender quais seriam aqueles belos serviços prestados que constavam na carta de afastamento do diretor Paulo Roberto em que ele recebe da diretoria (da Petrobras) os cumprimentos e agradecimentos pelos serviços prestados na empresa. [...]

Ninguém no Brasil pode achar que é normal, aceitável, esse conjunto de ações extremamente nefastas, perversa, que viraram rotina e se introduziram na máquina pública brasileira. Não é a oposição que está denunciando. É um diretor indicado por esse governo. Um doleiro que atuava dentro desse esquema. E que dizem que esse esquema alimentava diretamente o partido que está no governo. Em qualquer país do mundo, isso talvez seria o maior escândalo da história. O Brasil não pode se acostumar a esse tipo de coisa.

Aqui chegamos ao cerne da questão: há uma parte do eleitorado anestesiada, passiva diante de tanto escândalo de corrupção, respondendo como autômatos que “todos são iguais”, que é assim mesmo. Não! É preciso abandonar esse discurso cúmplice criado pelo PT para defender a escória. Não dá mais para fazer vista grossa a tanta corrupção. O brasileiro precisa reagir ou será tarde demais!

Quem votar em Dilma Youssef, digo, Rousseff, estará dizendo com todas as letras que não liga para essa roubalheira toda, que é conivente, cúmplice ou indiferente a essa corrupção institucionalizada em nosso governo.

Não dá mais para alegar ignorância, ou para acusar o mensageiro, falar que a denúncia é da Veja ou algo do tipo. Temos o áudio dos delatores, que eram parte do esquema montado pelo PT. É gente de dentro da máfia que entrega os podres para se livrar da cadeia. Foi assim que a Itália conseguiu enfrentar sua máfia. Que o Brasil possa derrotar a sua, chamada PT.

Rodrigo Constantino

 

Mentira tem perna curta. Ou: O Brasil quebrou três vezes com FHC?

O PT cansa. É o partido da mentira, do engodo, que segue à risca a máxima de Goebbels, o marqueteiro de Hitler: repete mil vezes a mesma falácia para ver se ela se torna verdadeira. O pior é que para muita gente sim, a mentira acaba tida como verdade. Como o grau de alienação é grande nesse país, não são poucos os que caem na ladainha petista, repetida ad infintium por seus militantes virtuais e “jornalistas” engajados.

Para trazer luz às sombras, a economista Monica de Bolle recuperou certos fatos incômodos aos petistas em artigopublicado hoje na Folha. Para ela, o PT de Dilma subestima a inteligência do povo brasileiro, sua capacidade de reflexão, e ignora que a mentira costuma ter perna curta. A principal mentira que os malandros criaram e os incautos repetem nessas eleições é a de que o Brasil quebrou três vezes na era FHC. De onde tiram essas coisas?

Como lembra Monica, o Brasil quebrou antes, nos anos 1980, junto com vários países latino-americanos. Os tucanos pegaram um país quebrado e com hiperinflação. Trouxeram o índice inflacionário de inacreditáveis 900% para apenas um dígito, com o Plano Real que o PT votou contra. Isso elegeu e reelegeu FHC no primeiro turno, contra Lula.

Os empréstimos tomados junto ao FMI tinham como objetivo suavizar a transição para o governo Lula e acalmar os mercados e investidores, tensos com os riscos que isso envolvia. Lula precisou assinar sua Carta ao Povo Brasileiro e negar suas tradicionais bandeiras. Como os petistas são mal-agradecidos, nunca reconheceram nada disso, nem a origem do Bolsa Família, que também foi tucana. Monica conclui:

Eis que a perna curta da mentira se cansa, os músculos se desgastam, as cabeças de milhões e milhões de brasileiros que têm de acalantá-la todos os dias ficam cada vez mais indignadas com a desfaçatez de pessoas que fazem troça da inteligência alheia. Da inteligência e do bolso do contribuinte. A mentira, afinal, é estelionato eleitoral.

Os tucanos deveriam demonstrar revolta e cansaço há muito tempo. Sempre foram condescendentes demais com os petistas, pois nunca os viram como realmente são: um bando de oportunistas e canalhas disposto a tudo para ficar no poder. O PT usa a mentira como método.

Mas os tucanos julgaram possível debater e dialogar seriamente com gente assim, disposta a fazer dossiês falsos e espalhar mentiras patéticas contra os “inimigos” (pois o PT não os enxerga apenas como adversários políticos).

Está na hora de acordar. Está na hora de os tucanos saírem da toca com mais tutano na cabeça e sangue nos olhos para enfrentar essa militância podre, essa máquina industrial de destruição de reputações, essa turma indecente que pensa que seus “nobres” fins – perpetuar-se no poder – justificam quaisquer meios, por mais nefastos que sejam.

Lula disse ontem que está de “saco cheio” dos ataques que o PT tem sofrido. De saco cheio de tanta corrupção, incompetência e mentiras está o povo brasileiro. Sim, a mentira tem perna curta. E também nove dedos. E já conseguiu ludibriar a verdade por tempo demais, por longos doze anos. Chega!

Rodrigo Constantino

 

Típico eleitor de Luciana Genro: elite culpada e juventude mimada

Luciana Genro Apple

O socialismo não foi parido por proletários, por trabalhadores humildes no chão das fábricas, mas por intelectuais burgueses. Marx, que se casou com uma aristocrata alemã, era sustentado por Engels, rico herdeiro de indústria. Lênin era filho de pais abastados. Mao Tse-Tung era filho de um rico agricultor. O pai de Fidel Castro era latifundiário. Salvador Allende era filho de advogado, neto de médico e sempre morou nos melhores bairros de Santiago. E por aí vai…

Intelectual arrogante e elite culpada, uma combinação explosiva! O messianismo narcísico de um acaba financiado pela culpa endinheirada do outro, e quem paga o pato são os próprios trabalhadores em nome de quem a utopia foi criada. Perverso demais, eu sei. Mas verdadeiro. 

O trecho acima pertence ao meu livro Esquerda Caviar, em que faço uma análise minuciosa do estranho fenômeno que podemos observar diariamente em nosso país: são normalmente os mais ricos que endossam as causas socialistas. Os possíveis motivos são vários, tanto que destaquei vinte deles no livro. Mas os principais talvez sejam essa sensação de culpa por ser elite, uma alienação profunda, e um desejo de aventura radical para se livrar do tédio e se sentir mais relevante.

Os oportunistas sempre souberam explorar isso muito bem. Os líderes socialistas conquistaram legiões de seguidores das classes mais abastadas. Basta lembrar que o líder do MTST, Guilherme Boulos, que estaria preso em qualquer pais sério do mundo, aqui ganhou uma coluna na Folha, que com certeza não tem como público alvo os sem-teto brasileiros.

Digo isso tudo para chegar à notícia na própria Folha sobre o típico eleitor de Luciana Genro, a candidata mais radical nos cinquenta tons de vermelho dessas eleições:

Com discurso favorável a uma maior distribuição de renda, direitos das minorias e taxação das grandes fortunas, a presidenciável do PSOL, Luciana Genro, chegou ao quarto lugar nas eleições deste domingo (5) com votos alavancados pelas regiões mais ricas do país.

Nas regiões Sul e Sudeste, a candidata obteve porcentagem de votos acima da média de 1,5% da votação nacional. De um total de cerca de 1,6 milhão, 554 mil vieram do Estado de São Paulo. No Norte e Nordeste, ela não chegou a 0,9%.

Na capital paulista, onde Luciana levou 3,3% dos votos, sua maior proporção de eleitores estavam nas zonas eleitorais de Pinheiros e Perdizes, bairros de classe média alta. Nesses locais, ela obteve quase 5%.

O trabalhador humilde não quer saber de “revolução socialista”, de demonizar o “capital financeiro”, nada disso. Ele quer melhores oportunidades, transporte público decente, hospital público razoável, escola pública de boa qualidade para o filho, e mais segurança.

Enfim, quer reformas dentro do capitalismo, e mesmo que não tenha noção clara disso, deseja aquilo que só o liberalismo pode oferecer: mais concorrência entre empresas que buscam o lucro, a melhor garantia de que tais prioridades serão atendidas.

Já o jovem de classe alta mimado, daqueles que querem “salvar o mundo” antes de arrumar o quarto, os artistas engajados, os humoristas fracassados e os “intelectuais” que ganham R$ 15 mil mensais na USP, esses fecham com Luciana Genro e elogiam Cuba.

PS: Luciana Genro e seu PSOL “vetaram” o voto em Aécio Neves, ou seja, indiretamente apoiaram o voto em Dilma. Elite culpada e juventude mimada estão com o PT agora. Você pretende ficar nesse mesmo grupo?

Rodrigo Constantino

 

Arminio Fraga x Guido Mantega: poderia ter sido um massacre muito maior

A jornalista Miriam Leitão entrevistou o ministro Guido Mantega e o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, em programa que foi ao ar hoje, às 19h30, na Globo News.

Arminio Fraga começou lembrando que o Brasil tem um histórico de inflação alta e que é muito perigoso deixá-la sair do controle. Os mais jovens não lembram ou não viram a época de hiperinflação, mas era caótico, e os mais pobres são os que mais sofrem. A sensação que o povo tem, com vários preços represados, é a de que o índice não está em 6,75%, o que já seria um patamar elevado, e sim bem acima disso. É um risco grande e a perda de confiança no governo é total.

Mantega abriu sua fala repetindo que a inflação está “sob controle” (e tossiu nessa hora, o que Freud explica). Disse que o índice está 6,75% no acumulado em 12 meses, mas que deve terminar o ano abaixo disso, em 6,4% (que maravilha!). Disse que o governo sempre entregou uma inflação dentro da meta, e culpou as commodities pela alta. E tentou espetar Arminio, afirmando que a inflação em seu período no Banco Central foi maior.

Ou seja, para Mantega a meta é acima de 6%, e não os 4,5% do governo. Responsabilizar as commodities é uma piada, uma vez que a inflação é mais forte no setor de serviços, e que o resto do mundo emergente tem inflação bem menor. E sobre a acusação a Arminio, Mantega simplesmente resolveu ignorar a crise de 1999, que tinha o Brasil no epicentro dos problemas e cuja desvalorização da moeda impactou diretamente os preços.

Arminio lembrou, ainda, que o risco Lula esteve no centro do nervosismo em 2002, afetando negativamente os indicadores. Mantega rejeitou a “tese” (um fato, na verdade), afirmando que o problema era a fragilidade de nossa economia, e não tinha nada a ver com qualquer tensão em relação à vitória iminente de Lula. O ministro da Fazenda de Dilma realmente vive em Marte.

A postura de lorde britânico, de verdadeiro gentleman de Arminio, o impediu de ser mais duro com as mentiras e malandragens de Mantega. Preciso ao menos admitir a coragem ou a extrema cara de pau de Mantega de aceitar o debate. A voz rouca e um tanto embargada demonstra que havia um resquício de vergonha na cara. O ministro repetiu ad nauseam que a culpa é da tal crise internacional, ignorando que todos os emergentes crescem mais do que a gente e com menos inflação. Restou ao ministro de Dilma nos comparar com a Europa!

Acho que Arminio perdeu uma ótima oportunidade de esfregar na cara de Mantega suas mentiras com mais contundência, mostrando as taxas de crescimento dos países latino-americanos da Aliança do Pacífico em comparação com a brasileira. Cheguei a preparar uma tabela comparativae enviar ao ex-presidente do BC, mas infelizmente soube que a entrevista era gravada e já tinha ocorrido. Era preciso desmascarar sem piedade essa falácia repetida por Mantega, tentando colocar o Brasil junto com o resto do mundo emergente. Apenas no final Arminio citou com mais ênfase que estamos crescendo dois pontos percentuais abaixo da média latino-americana.

Perguntado sobre qual seria a diferença em uma gestão Aécio Neves, Arminio Fraga respondeu se tratar de uma diferença fundamental, que é a capacidade de fomentar o crescimento. Lembrou que o governo Dilma ficou cinco anos sem fazer concessões por questões ideológicas. Disse, ainda, que a transparência é crucial, e que o governo fracassou nesse aspecto. Retomar uma agenda de reformas também teria um impacto favorável.

Já Mantega repetiu a ladainha de que estamos em crise e que precisamos de medidas anticíclicas, aquelas que já duram vários anos, sem resultado positivo para mostrar. Insinuou que Arminio usaria o resgate do tripé macroeconômico para combater a inflação, e que isso seria negativo. Talvez o ministro ache que ter abandonado o tripé foi algo inteligente, e por culpa dos marcianos estamos em estagflação. Por fim, reforçou a importância de um estado hiperativo na economia, com subsídios e tudo mais, ou seja, aquilo que só serviu para beneficiar grandes grupos enquanto a taxa de investimento despencava em relação ao PIB.

Arminio não perdeu a oportunidade de citar isso, e ainda mencionou o BNDES. Tal modelo não foi capaz de entregar bons resultados. Ainda puxou da cartola que foi o governo FHC que criou o Bolsa Família, e que o uso do BNDES para poucos empresários custa muito mais com menos impacto na vida dos brasileiros. Depois dessa, não sei como Mantega não pediu para ir ao banheiro e saiu de fininho…

Mantega, o ministro que Dilma precisou “demitir” em campanha para tentar resgatar alguma credibilidade, teve de insistir como um fanático na tecla da crise internacional, que não existe para países emergentes. Segundo o ministro, o cenário é muito adverso para investimentos. Será que ele não sabe que o custo de capital nos países desenvolvidos ainda está negativo e que os investidores estão desesperados atrás de alternativas em mercados emergentes?

Em suma, poderia ter sido um massacre muito maior, mas mesmo com a postura tímida de Arminio, é covardia colocar o Barcelona para jogar com o time de Várzea. O excesso de polidez de Arminio o segurou muitas vezes, e imagino como deve ter sido difícil se controlar. Com isso, a malandragem de Mantega passou relativamente impune em alguns momentos, e os mais leigos podem sair com a impressão de que esse quadro lamentável de nossa economia é mesmo fruto de uma suposta crise internacional. Não é. É tudo culpa dos trapalhões liderados por Dilma e Mantega. Se o Brasil não se livrar do PT, o PT vai afundar de vez o Brasil.

Rodrigo Constantino

 

Transexual alerta para risco comunista e é ameaçada

Nunca tinha ouvido falar em Talita Oliveira, mas esse seu vídeo circulou bastante pelas redes sociais e merece uma divulgação aqui também. Ela (ou ele) diz coisas pertinentes, condena a aproximação de comunistas dos movimentos LGBT, alegando que se trata de uma tática para posterior perseguição. “O inimigo chega sorrindo para acabar com a gente depois”, diz.

Lembra rapidamente quem foi Che Guevara, o que fez Cuba com os gays, e como age o Islã com o grupo LGBT. Defende a tolerância para com os evangélicos e reforça que vivemos em um país democrático. Parece preocupada mesmo, e pede várias vezes ajuda à polícia. Vale a pena dedicar menos de dez minutos para ver o vídeo:

Rodrigo Constantino

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

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