Veja por que o PT perderá no STF guerra do combustível. Estudem, direita e esquerda xucras. É bom!

Publicado em 27/07/2017 12:17

Irreparável nos termos, na argumentação e no encadeamento de ideias, a decisão do desembargador Hilton José Gomes de Queiroz, presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, que suspendeu os efeitos da liminar concedida pelo juiz substituto Renato Borelli, que impedia a elevação da alíquota do PIS-Cofins sobre combustíveis, atendendo a ação popular que 1) questionava a legalidade da majoração (não poderia ter sido implementada por decreto) e 2) apontava agressão ao princípio da anterioridade: a medida só poderia entrar em vigor 90 dias depois da publicação do texto legal.

Jornalistas e comentaristas fizeram uma lambança danada por ignorar o que estava, afinal de contas, em debate.  Antevi no programa “O É da Coisa”, da Band News FM, neste blog e em comentário para o “RedeTV News” que a suspensão cairia por terra, como aconteceu. O PT decidiu recorrer ao Supremo. Vai perder. Vejamos.

A Advocacia Geral da União apresentou uma bela peça de defesa, que pode ser sintetizada em três argumentos — nota: a decisão do desembargador reproduz, entre aspas, boa parte do texto —, a saber:

a: a suspensão do reajuste causa uma grave lesão ao erário e aos interesses do conjunto dos brasileiros;
b: o reajuste pode, sim, ser implementado por decreto;
c: não se aplica ao caso princípio constitucional da anterioridade.

Observem, os itens “b” e “c” já entram no mérito da decisão. E, prudentemente, o desembargador Queiroz evitou ancorá-la nessas questões, embora tenha esboçado uma opinião a respeito. Já chego lá.  De resto, já era certo que a oposição recorreria ao Supremo para impedir o reajuste. E, naquele tribunal, sim, os titulares podem se estender sobre legalidade e constitucionalidade.

Queiroz preferiu se ater ao item “a” e evocou as prerrogativas que lhe conferem a Lei 8.437, de 1992, cujo Artigo 4º diz literalmente o seguinte:
Art. 4º Compete ao presidente do tribunal, ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso, suspender, em despacho fundamentado, a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes, a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada, em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade, e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas.

E deixou isso claro. Escreveu em seu despacho:
Ora, no caso em exame, sem apreciar a pertinência jurídica dos fundamentos adotados pela decisão atacada, quanto à existência, no caso, de afronta aos princípios da legalidade tributária e da anterioridade nonagesimal (princípios esses cuja vulneração se afigura duvidosa, à vista dos precedentes invocados pela União, em abono de seu pleito), (…), tenho que, no caso, presentes se fazem, à luz das alegações e dos argumentos por ela trazidos, os pressupostos do acolhimento do seu pedido, eis que evidenciados, com exatidão, os requisitos de grave lesão à ordem pública jurídica, administrativa e econômica.

E era precisamente o que havia apontado a AGU em seu recurso, a saber:
O decreto ora impugnado se alinha a uma série de medidas adotadas pela União no sentido de estabelecer o equilíbrio nas contas públicas e a consequente retomada do crescimento econômico. Trata-se de medida imprescindível para que seja viabilizada a arrecadação de aproximadamente R$ 10,4 bilhões entre os meses de julho a dezembro de 2017”. (…) [sem os recursos], “vários programas do governo federal estarão ameaçados de continuidade, entre os quais gastos do Ministério da Saúde, de segurança pública, execução do Bolsa Família.

Leia a íntegra no blog de Reinaldo Azevedo no site da RedeTV

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo - RedeTV

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2 comentários

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Mais uma empulhação defendida pelo RA!! Vai faltar prá educação, saude, bolsa familia, entenderam? É pensando no Brasil, na população que vão aumentar ainda mais o poder do estado através de mais tributação. Estão defendendo os interesses mais legitimos do povo, dos mais pobres. Definitivamente não foi por que os politicos são umas nulidades, por que roubam, que está faltando dinheiro. É o que sempre digo, eles criam os problemas para depois se apresentar para resolver. E a culpa é da sociedade!! Até quando vamos tolerar isso?

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  • Miguel Biegai Jr Genebra - Switzerland

    Reinaldo Azevedo mudou muito depois que recebeu um telefonema do Michel Temer... Passou a atacar a Lava Jato, Moro, Deltan... passou a defender o Temer, Aécio... Muito estranho.

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