Frio pode ter provocado morte de centenas de bovinos em MS, diz Iagro

Publicado em 29/07/2014 16:05 e atualizado em 29/07/2014 17:08 781 exibições

Mais de 400 bovinos, segundo contagem parcial da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), morreram em propriedades rurais do município de Coxim, no norte de Mato Grosso do Sul.

Segundo a Iagro, exames clínicos da técnica da agência na região realizados nesta segunda-feira (28) em animais de três das quatro propriedades que informaram os casos, apontaram que os bovinos teriam morrido de hipotermia, que ocorre quando a temperatura do corpo cai abaixo do normal.

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Criadores de MS contam os prejuízos com a morte de gado por hipotermia

Segundo o sindicato rural de Coxim, número de bovinos mortos se aproxima de mil cabeças.

A frente fria que atingiu Mato Grosso do Sul no último final de semana causou morte de rebanho bovino, gerando prejuízos que ainda estão sendo contabilizados pelos produtores da região do Pantanal sul-mato-grossense. Segundo contagem da Iagro – Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal, já são 370 cabeças de gado mortas por hipotermia – efeito gerado pela queda brusca de temperatura - somente em Coxim, mas levantamentos preliminares dos produtores e do sindicato rural do município apontam que o número das perdas se aproxima de mil cabeças.

De acordo com presidente do Sindicato, Terezinha Cândido Silva, os animais daquela região estão acostumados com temperaturas acima de 30º e as mortes começaram na madrugada de sexta-feira (25), quando a temperatura mínima registrada foi de 13,4º, segundo Cemtec - Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de MS.

De acordo com a meteorologista do Cemtec, Cátia Braga, quatro dias antes de iniciarem as mortes do gado, Coxim chegou a registrar temperatura máxima de 34° e no dia das ocorrências a máxima não passou de 15°. “A queda brusca foi atípica em Coxim. Nas fazendas, as sensações térmicas são ainda menores que a registrada na cidade”, salientou Cátia.

Segundo o médico veterinário da Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Horácio Tinoco, apesar das temperaturas mínimas registradas não serem muito baixas, a queda brusca desestabiliza a saúde do animal. “Naquela região de clima quente, os animais não estão acostumados com o conjunto formado por alta umidade, frio, chuvas e ventos. Estes fenômenos podem mudar o parâmetro fisiológico do gado, alterando batimentos cardíacos e pressão arterial”, afirma Tinoco. “Se essas ocorrências estiverem ligadas a alguma restrição alimentar, podem prejudicar a produção de energia do animal e causar morte por hipotermia”, destaca o veterinário.

Terezinha descarta a possibilidade das mortes terem sido causadas por outras doenças. “Constatamos que as propriedades que registraram morte do gado, possuem um rigoroso controle sanitário, com todas as vacinas em dia”, finalizou. A orientação do Sindicato Rural de Coxim é para que os veterinários particulares de cada propriedade façam o registro de mortes de gado e encaminhe para a Iagro, para que saldo de perda de reses seja atualizado.

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G1 - Agrodebate/ Famasul

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