Café: novas quedas registram cotações mais baixas desde fevereiro em NY

Publicado em 11/07/2014 16:37 e atualizado em 16/07/2014 15:21 494 exibições

As cotações de café arábica voltaram a cair na sessão desta sexta-feira (11) em Nova Iorque (Ice Futures US). As quedas neste pregão não foram tão agressivas quanto às da quinta-feira (10), quando os decréscimos chegaram a bater 990 pontos, mas derrubaram ainda mais os preços, que já são os menores desde fevereiro. Durante a sessão, as cotações de setembro chegaram a ficar abaixo do patamar de 160,00 cents/libra-peso, mas logo após tiveram leve recuperação.

Os contratos com entrega para setembro anotaram 161,40 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro caiu 150 pontos e encerrou em 165,15 cents/libra-peso. Março/2015 fechou em 168,55 cents/libra-peso e maio/2015 registrou 170,80. 

Analistas de mercado estão atônitos com as bruscas quedas nas cotações do café arábica na semana, principalmente, porque para a maioria deles, a tendência era altista em meio à confirmação da quebra da safra brasileira com o andamento da colheita avançado. 

O CNC – Conselho Nacional de Café – divulgou, inclusive, boletim semanal confirmando o prejuízo nas produções nacionais, porém um detalhe pode ter sido fundamental para justificar as quedas: a exportação nacional de café foi a segunda maior da história, assinalando quase 34 milhões de sacas. Esse cenário pode indicar fraca demanda no momento. 

“Essas baixas não tem muito fundamento. O que realmente explica é o fato de o mercado estar parado e de as exportadoras admitirem estar abastecidas”, explicou o corretor Fabiano Odebrechet. 

Para o CEO do Octavio Café e Bistrô, Edgar Bressani, as exportações da empresa não foram adiantadas porque “os clientes que nos procuram já têm costume de fazer um planejamento para todo o ano”, porém o executivo confirma que mesmo com 70% das lavouras irrigadas, a quebra na produção deles foi de 20%. O rendimento do café caiu, estão precisando de 580 a 590 litros para encher uma saca de 60 quilos. Cenário diferente de outros anos quando utilizavam cerca de 490 litros para beneficiar uma saca. 

A colheita das fazendas do Octavio Café e Bistrô já foi realizada em seu total, com produção de 25 mil sacas, ante uma previsão de 33 mil sacas. “Além de a seca ter prejudicado nossas lavouras no início do ano, nós também perdemos 3 mil sacas por conta das chuvas de pedra e as nossas plantações parecem estar bem, mas os ramos estão menores do que deveriam”, relatou Bressani. 

Indícios de um cenário futuro cada vez mais apertado para o mercado de café. “Uma hora os compradores vão precisar fazer mais aquisições e com a quebra se confirmando, a tendência é de que os preços vão subir”, analisou Fabiano.

 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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