Café: Previsão de chuvas no Sudeste derruba café em NY; mercado interno deve ter dia lento

Publicado em 17/10/2014 10:31 e atualizado em 17/10/2014 11:40 338 exibições

Na manhã desta sexta-feira (17), a Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica opera em baixa. Por volta das 10h29, o contrato dezembro/14 registrava 213,40 cents de dólar por libra peso com baixa de 370 pontos, o março/15 anotava 217,05 cents/lb com desvalorização de 400 pontos. O maio/15 trabalhava com queda de 365 pontos cotado a 219,40 cents/lb e o julho/15 tinha 335 pontos negativos com 220,90 cents de dólar por libra peso.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcos Magalhães, as bolsas internacionais operam em baixa com a possibilidade de chuvas para 22 a 24 de outubro no cinturão produtivo. "Emocionalmente o fator chuva tira no imediato a força do mercado", afirma o analista. No mercado interno, o dia deve ser lento e com preços nominais. 

Segundo informações reportadas pela agência de notícias Reuters, as áreas de produção de café do Sudeste do Brasil têm chances de chuvas com maiores volumes dentro de seis a quinze dias. O Commodities Weather Group alertou que ainda há a possibilidade de que as chuvas não atinjam mais da metade das áreas de cultivo.

A Somar Meteorologia também alterou suas previsões e indica chuvas generalizadas na região para o início da próxima semana.

Na sessão anterior, o mercado fechou em alta com a previsão de que o volume de chuvas previsto para os próximos dias no Sudeste será baixo. Segundo o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Sérgio Carvalhaes, o clima deve exercer pressão sobre as cotações pelo menos até os próximos 10 dias.

Veja como fechou o mercado na quinta-feira:

Café: Volume de chuvas no Sudeste será baixo e Bolsa (NY) volta a subir

Por Jhonatas Simião

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica finalizou as cotações com leve alta nesta quinta-feira (16) em mais uma sessão marcada pela volatilidade. A questão climática mais uma vez influenciou o mercado.

O contrato dezembro/14 registrou 217,10 cents de dólar por libra peso com alta de 110 pontos, o março/15 anotou 221,05 cents/lb com valorização de 115 pontos. O maio/15 trabalha com avanço de 120 pontos cotado a 223,05 cents/lb e o julho/15 teve elevação de 125 pontos operando com 224,25 cents de dólar por libra peso.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Sérgio Carvalhaes, o clima deve exercer pressão sobre as cotações pelo menos até os próximos 10 dias. “Enquanto não tiver chuva, a questão climática ainda deve influenciar Nova York”, afirma.

Segundo o analista, a sessão registrou mais um dia de volatilidade por conta dos boatos que pairam sobre a safra brasileira em 2015/16. O contrato dezembro/14 operou durante o dia com US$ 2,16, US$ 2,17 e chegou até os US$ 2,20, mas fechou próximo do neutro.

“Percebemos que sempre no final da sessão os preços ficam quase que estáveis, com exceção de ontem. No final da sessão sempre chega alguma informação de última hora sobre o Brasil”, explica.

Carvalhaes salienta que a chuva no Sudeste prevista para os próximos dias deverá ser de baixa intensidade, o que desanima ainda mais os produtores.

Contrariando previsões anteriores

Segundo informações reportadas pela agência de notícias Reuters, as previsões de chuvas que poderiam aliviar as áreas ressecadas de café nos próximos 15 dias se deterioraram e agora espera-se que metade das lavouras nas principais regiões de cultivo do país permaneçam secas.

De acordo com o cafeicultor Frank Scanavachi, da cidade de Guapé-MG, os cafezais da região estão depauperados e sendo esqueletados. “O produtor está desanimado porque o preço do café subiu, mas ele colheu pouco e teve pouca renda para suprir a queda de produção”, diz.

Sem chuvas, os produtores temem fortes perdas para a safra do ano que vem. As minas de água estão secando nas propriedades rurais e com isso os produtores também não conseguem realizar os tratos culturais nas plantações de café.

A seca prolongada também causa estragos na Zona da Mata Mineira. A quebra na safra atual supera os 40% e começa a gerar perdas socioeconômicas na região. “Há uma grande falta de trabalho para as famílias porque grande parte das pessoas da região trabalham diretamente com agricultura”, disse o presidente da Câmara de Café das Matas de Minas, Admar Rodrigues Soares em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Soares acredita que na próxima safra a quebra pode chegar a 50% na região.

>> DA REDAÇÃO: Café – Produtores de Minas Gerais não conseguem concluir tratos culturais com falta de água

>> DA REDAÇÃO: Café – Na região da zona da mata mineira, perdas superaram 40% na última safra

Mercado interno

O mercado interno continua travado. No entanto, em um importante país produtor como o Brasil sempre há alguns negócios. Segundo Sérgio Carvalhaes, de 10 negócios 9 não são realizados. “O produtor se nega a vender o café pelo valor ofertado, os cafeicultores pedem pelo menos 30 reais a mais. Os preços estão entre R$ 550,00 e R$ 560,00”, afirma.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou alta na quarta-feira (15) e está cotado a 498,88 a saca de 60 kg — desvalorização de 1,74%.

Na cidade de Espírito Santo do Pinhal, o café cereja descascado está cotado a R$ 560,00 a saca de 60 kg com valorização de 1,82%. O arábica tipo 4/5, registrou nesta quinta-feira preço mais alto em Guaxupé-MG, a saca está cotada a R$ 565,00 — mesmo valor da sessão anterior.

Tipo 4/5 finaliza no campo misto na BM&F Bovespa

As cotações do café arábica tipo 4/5 finalizaram o dia no campo misto na BM&F Bovespa. O vencimento dezembro/14 encerrou com US$ 245,00 a saca de 60 kg e alta de 0,91%, o março/15 teve 250,50 e queda de 0,20% e o setembro/15 anotou US$ 268,60 a saca com 0,56% de alta. O tipo 6/7 não teve negócios durante a sessão.

Liffe eleva perdas da sessão anterior

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) registraram baixa na sessão desta quinta-feira (16). O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.154,00 por tonelada com desvalorização de 1 ponto e o janeiro apresentou baixa de 3 pontos valendo US$ 2.169,00 por tonelada.

Tags:
Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário