Café: NY fecha em baixa com previsão de chuva; déficit hídrico no Sul de Minas está em níveis impróprios de produção

Publicado em 24/10/2014 16:33 159 exibições

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica fechou esta sexta-feira (24) com baixa. O vencimento dezembro/14 registrou 191,50 cents de dólar por libra peso com queda de 180 pontos, o março/15 anotou 195,75 cents/lb com desvalorização de 175 pontos. O maio/15 encerrou a sessão cotado a 198,10 cents/lb com baixa de 170 pontos e o julho/15 teve 200,05 cents/lb com recuo de 140 pontos.

De acordo com o analista de mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, as chuvas ainda influenciam a bolsa norte-americana. "Algumas precipitações chegaram nos últimos dias, mas elas não foram suficientes para estancar o déficit hídrico das principais regiões produtoras", afirma.

Durante toda a semana o mercado precificou os boatos relativos à questão climática com intensa volatilidade. Em dias de alta, os operadores do mercado acreditavam que a chuva não seria suficiente para estancar o déficit hídrico, no outro as chuvas seriam mais regulares. No final, a informação de que chuvas mais regulares devem ser registradas neste final de semana pesou mais.

"O mercado é assim alguns operadores tem interesse em puxar para baixo e outros para cima e os boatos influenciam isso", diz o analista.

Ainda de acordo com Carvalhaes, as cotações devem ficar no mesmo ritmo até que fatos novos impulsionem o mercado. A partir deste final semana, chuvas devem cair por grande parte das regiões produtoras de café no Sudeste com possibilidade de indução da principal florada, informou a Somar Meteorologia. Porém, segundo Carvalhaes, as precipitações devem apenas estancar o déficit.

Nesta semana, a Cooxupé — maior cooperativa de café do mundo — divulgou a deficiência de água acumulada em 2014 nos cafezais, até 20 de setembro para algumas cidades de abrangência. Em Alfenas-MG é de 275,2 milímetros; Campos Gerais-MG: 359,8 mm; Carmo do Rio Claro-MG: 303,7 mm; Coromandel-MG: 291,4 mm; Guaxupé-MG: 224,6 mm; Monte Carmelo-MG: 391,9 mm, Rio Paranaíba-MG: 305,6 mm; São José do Rio Pardo-SP: 286,7 mm e em Serra do Salitre-MG: 225,1 mm.

Segundo boletim semanal do Conselho Nacional do Café (CNC), os índices apresentados são preocupantes, haja vista que as normas do zoneamento agrícola da cafeicultura indicam que áreas com déficits hídricos superiores a 150 milímetros não são aptas para a atividade sem irrigação, pois as lavouras terão produtividades muito baixas.

>> CNC: Segundo Cooxupé, déficit hídrico é impróprio para café no Sul de Minas

Mercado interno

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, os negócios no lado interno continuam parados.

"O setor produtivo não apareceu ofertando suas colheitas nas mínimas oferecidas deixando as praças de comercialização operando dentro de um enorme vazio de ofertas. O jeito é ir para o final de semana e torcer para que as chuvas venham, que esta novela eleitoral termine e que o mercado, volte o quanto antes, para sua rotina", diz o analista.

O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 registrou baixa na quinta-feira (23) e está cotado a R$ 457,21 a saca de 60 kg com desvalorização de 0,50%.

Cotações do tipo 4/5 de arábica registram queda na BM&F

As cotações do café arábica tipo 4/5 registraram queda nesta sexta-feira (24) na BM&F Bovespa em relação à sessão anterior. O vencimento dezembro/14 encerrou o dia com US$ 221,00 a saca de 60 kg e baixa de 1,34%, o março/15 anotou US$ 228,85 e desvalorização de 1,14% e o setembro/15 registrou recuo de 1,02% com US$ 241,50 a saca. O tipo 6/7 não teve negócios no dia.

Robusta fecha no campo misto em Londres

As cotações do café robusta na Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres (Liffe) encerraram a sessão desta sexta-feira no campo misto. O contrato novembro/14 está cotado a US$ 2.021,00 por tonelada com alta de US$ 13 por tonelada e o janeiro/15 teve US$ 2.020,00 por tonelada com desvalorização de US$ 2 por tonelada.

Veja as cotações completas de café nesta sexta-feira (24).

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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