Mercado do café tem reviravolta e encerra semana com quedas expressivas em NY

Publicado em 13/12/2019 16:34 e atualizado em 15/12/2019 14:37
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Após iniciar o mercado com altas firmes na Bolsa de Nova York (ICE Future US), as cotações tiveram uma reviravolta e o mercado encerra a semana com quedas expressivas de até 645 pontos nos principais contratos. 

Dezembro/19 registrou a queda mais expressiva, de 645 pontos, cotado a 129,45 cents/lbp. Março/20 caiu 635 pontos, cotado a 130,90 cents/lbp, maio/20 registrou baixa de 640 pontos, valendo 133,00 cents/lbp e julho/20 registrou queda de 640 pontos, cotado a 134,75 cents/lbp. 

A queda na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (13), pegou todo o setor cafeeiro de surpresa. As cotações iniciaram o dia com altas de até 140 pontos nos principais contratos e passou a registrar quedas no início da tarde. O analista de mercado Eduardo Carvalhaes, reforça que apesar de se tratar de um mercado muito volátil, os números expressivos chamaram atenção e, que por enquanto o mercado ainda não  sinalizou grandes razões para as quedas. 

"Nós tivemos muitas altas seguidas e provavelmente houve alguma liquidação de posição de quem estava do lado comprado e vinha ganhando esses dias todos", Carvalhes. Destaca ainda que é característico do setor que após altas seguidas, aconteça uma queda. "O mercado de café aqui no Brasil trabalhou firme na parte da manhã. Com o andamento da Bolsa de NY até o meio dia, o que aconteceu a tarde não parece ter alguma coisa com os fundamentos de mercado", comenta o analista. 

Haroldo Bonfá, analista de mercado da Pharos Consultoria, também destaca que até o final desta sexta-feira, não foram divulgadas notícias que justificassem as quedas expressivas. "A primeira resposta está em realização de lucro, ou seja, devido ao rompeimento do níveis dos 1,40 cents/lbp os "robôs" viram que estava irreal frente às notícias e decidiram realizar o lucro acumulado", destacou. 

O analista destaca ainda que as movimentações não significa necessariamente que o mercado entrará em uma movimentação apenas de queda nos próximos dias. "Ainda temos muito mais motivos para subir do que para descer", afirma. Segundo Haroldo, apesar das quedas o mercado encerrou a semana com alta de 4,9% na posição do Março/20. 

"Os preços do café na sexta-feira apagaram uma recuperação antecipada e caíram com a obtenção de lucros antes do fim de semana pelos fundos", destacou o site internacional Barchart em sua análise diária. Quanto aos números da semana, Barchart destacou que os preços do café subiram acentuadamente nesta semana com as perspectivas de estoques mundiais mais apertados.

Mercado Interno

No Brasil, o mercado interno acompanhou o exterior e também registrou baixas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 duro teve baixa de 5,17% em Guaxupé/MG e teve valor estabelecido em R$ 550,80. Em Patrocínio/MG a baixa foi de 5,26%, por R$ 540,00. Varginha/MG recuou 3,64%, encerrando a semana por R$ 530,00. 

O tipo 4/5 teve baixa de 3,60% em Varginha/MG, cotado a R$ 535,00. Em Franca/SP a baixa foi de 0,87%, valendo R$ 570,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 557,00. 

O tipo cereja descascado registrou baixa de 4,85%, estabelecendo o preço por R$ 588,60. Patrocínio/MG teve queda de 4,13%, por R$ 580,00. Varginha/MG recuou 3,51%, encerrando a semana por R$ 550,00. 

Veja como operou o mercado nesta semana: 

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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