Café abre com quedas no exterior: Dólar em alta pressiona os preços no mercado futuro

Publicado em 09/06/2020 09:22 e atualizado em 09/06/2020 10:56 216 exibições

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A terça-feira (9) começa com quedas para o mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Após iniciar a semana sem quase registrar variações, as cotações iniciam o dia com baixas de até 140 pontos nos principais contratos. 

Por volta das 09h20 (horário de Brasília), julho/20 tinha queda de 140 pontos, valendo 97,50 cents/lbp, setembro/20 registrava baixa de 130 pontos, negociado por 99,35 cents/lbp, dezembro/20 tinha desvalorização de 120 pontos, valendo 101,70 cents/lbp e março/21 era negociado por 103,95 cents/lbp, também com baixa de 120 pontos.

Também por volta deste horário, o dólar registrava alta de 0,39% e era cotado por R$ 4,87 na venda. O dólar mais alto tende a pressionar os preços para baixo na Bolsa, mas em contrapartida pode encorajar as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Ainda falando em dólar, segundo a agência de notícias Reuters, nesta terça-feira, o Banco Central realizará leilão para rolagem de até 12 mil contratos de swap tradicional com vencimento em setembro de 2020 e fevereiro de 2021.

O clima favorável nas regiões produtoras do Brasil também pode pressionar os preços no exterior. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmnet), não há previsão de chuvas nesta semana nas principais regiões, como sul de Minas Gerais. O mercado acompanha a colheita brasileira, que na semana passada tinha 8,9% de área colhida em Minas Gerais, segundo a Cooxupé. Nas demais regiões, os trabalhos também acontecem sem grandes problemas. 

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Mercado Interno - Última sessão

"O recuo forte do dólar, o bom andamento da colheita no Brasil apesar das mudanças nos procedimentos de colheita e benefício, necessários para proteger a saúde dos trabalhadores nestes tempos de covid-19, mais as incertezas quanto ao tamanho da produção brasileira e o desempenho do consumo mundial neste ano de pandemia", destacou o analista Eduardo Carvalhaes em sua última análise. 

O tipo 6 duro teve baixa de 1,02% em Guaxupé/MG, valendo R$ 485,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 2,13%, valendo R$ 460,00. Patrocínio/MG teve queda de 1,02%, valendo R$ 485,00. Campos Gerais/MG registrou queda de 3,60%, sendo negociado por R$ 482,00. Franca/SP teve a baixa mais expressiva, de 4,08% e sendo negociado por R$ 470,00.

O tipo 4/5 teve baixa de 4%, valendo R$ 480,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 2,08%, negociado por R$ 470,00 e Varginha/MG encerrou com baixa de 2,13%, valendo R$ 460,00.

O tipo cereja descascado teve baixa de 2,30% em Guaxupé/MG, valendo R$ 552,00. Poços de Caldas/MG registrou queda de 1,79%, valendo R$ 550,00. Campos Gerais/MG registrou desvalorização de 3,23%, valendo R$ 540,00. Patrocínio/MG teve desvalorização de 0,93%, valendo R$ 535,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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