Café encerra nova sessão com altas: Dólar e clima sustentam os preços

Publicado em 01/07/2020 16:31 e atualizado em 01/07/2020 17:46 897 exibições

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O mercado futuro do café arábica encerrou mais uma sessão com valorização de 300 pontos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Fernando Maximiliano, analista da StoneX destaca que a queda do dólar também ajudou dar suporte aos preços em alta nesta quarta-feira, dia 1º de julho. 

Julho/20 teve alta de 300 pontos, valendo 103,05 cents/lbp, setembro/20 subiu 300 pontos, negociado por 104 cents/lbp, dezembro/20 teve valorização de 310 pontos, valendo 106,55 cents/lbp e marõ/21 subiu 315 pontos, valendo 108,50 cents/lbp.

"O mercado digeriu a questão de balanço de oferta e demanda, e passou o foco para o foco do clima brasileiro. A movimentação de hoje tem grande influência do dólar e isso deu suporte em Nova York, daqui pra frente o mercado deve continuar acompanhando essa questão e a gente ainda tem grande parte do Inverno e isso pode trazer volatilidade", afirma o especialista. 

O dólar fechou a sessão desta quarta (1) com baixa de 2,24% e cotado por R$ 5,31 na venda. O dólar desvalorizado tende a dar suporte de altas em Nova York. Ainda assim, nos patamares de R$ 5,31, o valor continua positivo para exportações, segundo o analista. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. 

 

>>> Após período de estabilidade, inverno devolve volatilidade ao mercado de café e dólar melhora os preços no físico

De acordo com análise do site internacional Barchart, a Organização Internacional do Café (OIC) informou hoje que as exportações globais de café de outubro a junho caíram -4,7% para 83,8 milhões de sacas, dando suporte as variações de altas no exterior. 

O mercado do café que já é considerado volátil pelo setor, durante a pandemia do Coronavírus apresentou ainda mais variações. Vale destacar que entre as commodities agrícolas, o café pode ser considerada uma das que quase não sentiu os impactos do vírus de maneira expressiva.

No Brasil, o mercado físico operou próximo da estabilidade, sem grandes variações nas principais regiões produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida manteve a estabilidade em Guaxupé/MG por R$ 537,00, Poços de Caldas/MG também manteve os preços por R$ 520,00. Patrocínio/MG teve alta de 0,96%, valendo R$ 525,00. Varginha/MG registrou valorização de 0,56%, negociado por R$ 540,00, Espírito Santo do Pinhal/SP teve alta de 1,92%, valendo R$ 530,00. Araguarí/MG manteve a estabilidade por R$ 535,00.

O tipo cereja descascado também manteve a estabilidade nas principais regiões. Em Guaxupé/MG foi mantido o valor de R$ 605,00, Poços de Caldas/MG manteve R$ 610,00. Patrocínio/MG subiu 0,88%, negociado por R$ 575,00 e Varginha/MG teve valorização de 0,83%, valendo R$ 605,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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