Clima: Serviço australiano de meteorologia reforça incidência do La Niña e persistência para até início do outono

Publicado em 19/12/2017 11:12

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O serviço australiano de meteorologia, Bureau of Meteorology (BOM, na sigla em inglês), reforçou em informativo divulgado nesta terça-feira (19) a incidência do fenômeno climático La Niña e sua persistência para até o início do outono de 2018 no hemisfério Sul. Os modelos climáticos, no entanto, seguem apontando que o evento será fraco e de curta duração.

Anomalias semanais de temperatura no Pacífico tropical - Fonte: BOM / 19/12
Anomalias semanais de temperatura no Pacífico tropical - Fonte: BOM

"As últimas observações de temperatura da superfície do Oceano Pacífico tropical central e oriental persistem nos níveis de La Niña (0,8°C abaixo da média). As águas estão frias debaixo da superfície. Embora o Índice de Oscilação do Sul (SOI) tenha diminuído nos últimos dias, ele tem sido coerente com padrões de La Niña por várias semanas. Os padrões de nebulosidade na região do Pacífico também mostram um sinal claro de La Niña", disse o serviço em nota.

Segundo o BOM, para que 2017/18 seja classificado com um período de La Niña ainda é necessário que o evento dure pelo menos três meses. Os modelos climáticos pesquisados pelo serviço australiano sugerem que, embora o evento possa persistir até o verão do hemisfério sul, ele será mais fraco que o forte La Niña registrados nos anos de 2010 e 2012.

Modelos apontam que a ocorrência do fenômeno La Niña, a região Sul do Brasil pode ter falta de chuva ou intensificação de veranico. A situação demanda atenção uma vez que as culturas de verão, como a soja e milho que estão em plantio e serão colhidas nos próximos meses, podem ser afetadas. No Norte, as chances são de chuvas acima da média em alguns estados. Mapas do Inmet já mostram esses reflexos. Para o Centro-Oeste e Sudeste, todo tipo de fenômeno pode ser esperado.

Em entrevista recente ao Notícas Agrícolas, o climatologista Luiz Carlos Molion destacou a incidência do La Niña. No entanto, disse que "não vê problemas para a produção no Brasil" com o fenômeno climático.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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