Outono chega nos próximos dias com condições favoráveis para a safrinha na maior parte do país

Publicado em 13/03/2018 11:56 e atualizado em 14/03/2018 18:02
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Na próxima terça-feira (20), às 13h15, começa o outono no Brasil, que durará até às 07h07 do dia 21 de junho. Segundo previsões da Climatempo, a estação trará condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras na maior parte do país. São esperadas chuvas generalizadas sobre áreas produtoras do Centro-Oeste e Sudeste.

Sobre o Sul do país, as condições de seca devem continuar, principalmente no Rio Grande do Sul, e o frio chega em maio. Já no Norte e Nordeste, a chuva diminui nos próximos meses. A condição, por um lado, deve favorecer a finalização dos trabalhos de colheita. Por outro, pode trazer prejuízos para a safrinha.

Climatempo - Outono 2018
Fonte: Climatempo

Climatempo - Outono 2018
​Fonte: Climatempo

Climatempo - Outono 2018
Fonte: Climatempo

De acordo com o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, o outono é uma estação de transição entre o verão e inverno e espera-se diminuição das chuvas na área central do país e queda na temperatura. Ainda assim, as lavouras nas principais origens não sentirão tanto as mudanças. "As condições do outono são bem favoráveis para o agronegócio", afirma.

Ao longo do mês de abril, já durante o outono, as previsões da Climatempo apontam poucas chuvas para o Rio Grande do Sul, principalmente, já que alguns estados da região ainda terão algumas precipitações. A Argentina também deve seguir com condições climáticas adversas, o que pode favorecer a comercialização no Brasil.

"A safra de grãos vai encontrar um mercado com preços mais atrativos porque, possivelmente, a Argentina se não quebrar terá uma redução muito grande da safra em relação ao ano passado", explica Nascimento. A Argentina é o terceiro maior país produtor de grãos do mundo.

Ainda em abril, as chuvas também devem e reduzir sobre áreas do Centro-Norte do país por conta do aquecimento do Pacífico, que faz com que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) perca forças. Já em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná há a expectativa de chuvas um pouco acima do normal.

Nascimento lembra que abril, normalmente, é um mês que não costuma chover muito em todo o país, então os volumes não serão altos. Em relação a temperatura, a previsão é de fará muito calor, de normal a acima da média na maior parte do Brasil no período. Essa condição deve favorecer a finalização da colheita da safra verão tardia.

Em maio, a região seguirá com poucas chuvas e temperaturas acima da média, segundo mostram os mapas da Climatempo. A chuva também fica escassa no Nordeste e extremo Norte do Brasil. A boa notícia para o período, no entanto, vem para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, que devem receber frentes frias ao longo do mês que favorecem as chuvas.

"Se essas previsões se confirmarem, será mais uma boa notícia para o agronegócio. Com isso, a safrinha também deve ser muito boa, como foi em 2017", afirma Nascimento. A safrinha de milho já começou a ser plantada em algumas regiões produtoras do Brasil e a colheita deve ocorrer entre os meses de junho e julho.

Em junho, último mês do outono, é previsto que fortes frentes frias avancem pelo país levando chuvas abrangentes e acima da média em diversas áreas centrais brasileiras, muitas delas importantes origens produtoras. As precipitações, no entanto, devem seguir em baixos volumes durante o mês na maior parte da região Sul e Norte.

"Se isso acontecer, mais uma vez, deve favorecer ao agronegócio porque é praticamente a fase final de enchimento de grãos em grande parte das áreas produtoras, como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e até mesmo Sul de Minas e Triângulo Mineiro", explica Nascimento.

Climatempo - Outono 2018
Fonte: Climatempo

Climatempo - Outono 2018
Fonte: Climatempo

Climatempo - Outono 2018
Fonte: Climatempo

Comparativo 2017 x 2018

Em um comparativo com o ano passado, essas condições previstas para o outono de 2018, segundo na Climatempo, mostram um mês de abril um pouco mais seco, sobretudo na região Sul, Norte e Nordeste. As temperaturas serão parecidas.

Já no mês de maio, a abrangência das chuvas ficará bem parecida com o mesmo período de 2017 em todo Brasil, porém, com mais chuvas na divisa do Sudeste com o Sul do país. As temperaturas também ficam parecidas.

Em junho, as chuvas serão mais volumosas e abrangentes em relação ao ano passado, principalmente sobre Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No Nordeste, fica mais quente e nas outras áreas não há grandes mudanças de temperatura.

Veja a previsão da Climatempo para o outono por região:

Centro-Oeste

As chuvas na região serão regulares no mês de abril. Chove quase todo dia na primeira quinzena do mês. Em maio e junho, as chuvas se espalham ainda mais sobre a região e favorecem a agricultura. Temperatura normal a acima da média em abril, em maio fica de normal a abaixo e em junho fica mais quente em Goiás e Distrito Federal e normal em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Sudeste

Previsão de chuvas em São Paulo, de normal a acima da média em abril. Mas sem altos volumes. Em maio e junho, as precipitações serão mais volumosas e consistentes sobre os estados da região. As temperaturas serão normais a acima da média em abril, depois, em maio ficam de normal a abaixo da média e se normalizam em junho.

Sul

Segue a expectativa de poucas chuvas, de forma geral na região, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, e um clima bastante variável sobre Santa Catarina ao longo da estação. Temperatura próxima à média em abril e em maio fica mais frio do que o normal no Rio Grande do Sul. Em junho, de normal a abaixo da média.

Norte

As chuvas diminuem gradativamente ao longo dos próximos meses, mas o pior já passou. Alguns estados da região recebem mais chuvas em maio e junho. Temperaturas ficam dentro da média a acima do normal em toda a região.

Nordeste

A região terá condição bastante seca em abril, mas alguns eventos de chuva passam a ocorrer em maio e junho, mas sem serem generalizados e com altos volumes. As temperaturas ficam mais altas ao longo da estação.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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