Clima seco: Centro-Oeste já acumula mais de 60 dias sem chuvas e temperaturas elevadas

Publicado em 24/07/2020 11:07 e atualizado em 25/07/2020 11:33 2875 exibições

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Os últimos dias foram de temperaturas elevadas para todo o Brasil, uma grande massa de ar seca confirmou as previsões e impediu que novas chuvas fossem formadas em todas as regiões, com exceção do extremo norte do país. Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indicam que além das altas temperaturas, a umidade relativa do ar também ficou abaixo do ideal (20%) em todo o Centro-Norte.

Os dados coletados nas estações meteorológicas do Inmet apontam que já são mais de 60 dias sem chuvas para as principais regiões de produção agrícola. Os números chamam atenção, mas segundo o Inmet, o período de seca e condições climáticas no Centro-Oeste ainda estão da normalidade para a estação. Para os próximos dias, os modelos do Inmet continuam prevendo tempo estável para toda a região, com algumas chuvas pontuais acontecendo apenas no sul do Brasil.

É importante lembrar que como a estação chuvosa atrasou para começar nas regiões de produção agrícola no ano passado, o período de chuva também foi mais curto, tendo em vista que algumas cidades começaram a registrar poucos volumes ainda no primeiro trimestre de 2020. 

Já os mapas de estiagem da Agritempo indicam que todo o Centro-Oeste já acumula cerca de 50 dias sem chuvas. Os dados até o último dia 23 são válidos para o Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Já no Mato Grosso do Sul, o cenário é mais confortável e a maior parte do estado está há 20 dias sem chuvas.

Veja o mapa de estiagem agrícola da Agritempo: 

Mapa de estiagem - Agritempo - 2407

Se de um lado as condições atuais aumentam o risco de incêndios nas lavouras, o cenário é postivo para a finalização da colheita do milho safrinha. Segundo José Eduardo de Macedo Soares, engenheiro agrônomo e produtor em Lucas do Rio Verde/MT, não chove de maneira expressiva na região desde maio. "A produção do milho foi muito boa. O céu tem ficado azul, muito calor de dia e frio durante a noite, o que já era esperado pela época", afirma. 

José reforça no entanto que o produtor que não teve os cuidados ideiais com o solo antes do período de seca, pode enfrentar problemas sérios no plantio da próxima safra, destacando que o fim do vazio sanitário é em 15 de setembro para  região. "Por conta deste período de seca é importante manter o solo protegido o ano inteiro e evitar as doenças de solo, como nematoides e inimigos naturais da planta", reforça.

Os modelos de temperaturas do Inmet sinalizam que uma nova frente fria deve entrar pelo sul do Brasil, mas não deve influenciar nas condições no Brasil Central. A tendência é que nesta sexta-feira as temperaturas máximas cheguem até 38 graus em alguns pontos do Mato Grosso. Para o Tocantins, Goiás e Mato Grosso do Sul, a tendência é que as temperaturas fiquem entre 32 e 36 graus.  

Veja o mapa de previsão de temperatura prevista para esta sexta-feira: 

Temperaturas - Inmet - 2407
Fonte: Inmet 

Ações contra incêndio 

Afonso Peche Filho - Pesquisador do Instituto Agronômico (IAC) destaca que é importante que o produtor tenha um "Plano de Convivência" com longos períodos de alta inflamabilidade regional. "As ações preventivas são importantíssimas, bem como a propagação para as ações de combate", afirma o especialista. 

O pesquisador explica que o primeiro passo de prevenção é montar na própria fazendoa uma brigada de incêndio. "A brigada cooperativa é formada pelo conjunto de vizinhos. Cada fazenda disponibiliza funcionários, equipamentos, instrumentos, máquinas e veículos de apoio, etc. A brigada de incêndio é responsável pela coordenação das ações de prevenções, de combate e evacuação das áreas. de incêndios e outros acidentes. Uma outra função da brigada de incêndio é o treinamento de todos os funcionários da fazenda bem como de visitantes e transeuntes", explica. 

Além disso, o ideal é que seja montado ainda um sistema de monitoramento e informação de foco de incêndio, que tem como principal finalidade a contenção imediata. "Montar “rede de pontos de apoio e abastecimento de água”, que podem ser fixos ou móveis. Bem como os pontos devem servir para a prestação de primeiros socorros em eventuais acidentes", explica.  

Veja a matéria completa aqui

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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