Mercado doméstico foi a salvação da suinocultura

Publicado em 15/09/2010 08:30
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Cinco anos após a crise que atingiu a suinocultura paranaense com a suspensão das exportações de carne, devido à notícia de febre aftosa, o setor mostra sinais lentos de recuperação do mercado externo que, hoje, é menos da metade do volume de toneladas vendidas em 2005.

Em 2009, foram exportadas aproximadamente 53 mil tonelada/ano, segundo dados da Associação Paranaense de Suinocultores (APS) que prevê um número ainda menor para 2010.

Para compensar as perdas de mercado, o jeito foi apostar no consumo interno e, juntamente com os suinocultores de todo o país, os paranaenses se engajaram em uma campanha que, em 2009, deu origem ao Programa Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS).

O programa visa ampliar a produção e o consumo de carne suína no país e, nesta semana, em Curitiba, será tema de diferentes palestras, reuniões e da programação científica da PorkExpo 2010 e V Fórum Internacional de Suinocultura.

A quinta edição do evento começou ontem e segue até amanhã no Estação Convention Center. A organização prevê um público de 20 mil participantes vindo de todo o país.

O PNDS estipulou uma meta de incremento no consumo de carne suína do Brasil dos atuais 13,5 kg por habitante para 15 kg por habitante até 2011. O Paraná já consome quantidades maiores que isso, tanto que foi o mercado interno a salvação do nosso setor frente a redução das exportações, ressalta o presidente da APS, Carlos Francisco Geesdorf.

No restante do país, conforme levantamento prévio da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, o objetivo do PNDS também deverá ser atingido bem antes do prazo.

A super elevação nos preços da carne bovina e a crescente melhoria do poder aquisitivo das classes C e D foram os fatores que mais contribuíram para a ampliação das vendas internas.

Soma-se a isso todo o trabalho de conscientização dos consumidores sobre os benefícios da carne suína e a quebra de velhos paradigmas sobre doenças atribuídas erroneamente ao porco.

Nos últimos 40 anos, a evolução da suinocultura brasileira foi gigantesca. Investimos pesado na melhoria genética, na tecnificação das instalações e na alimentação com ração balanceada e adaptada as diferentes fases de vida do animal. Também adequamos os tipos de corte e os produtos pré-cozidos ao tamanho das famílias de hoje, que são bem menores e, agora, podem consumir carne suína no dia dia. Tudo isso tem refletido no consumo, pontua o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Luiz de Lorenzi.

Santa Catarina é o maior produtor de suínos do país (com 6 milhões de cabeças), seguido pelo Rio Grande do Sul e o Paraná que variam de posições constantemente, cada estado apresenta um rebanho entre 4 e 5 milhões de cabeças. A região Sul responde por 65% da produção do país.
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Fonte: Paraná Online

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