Arroz: Exportações mantêm bom ritmo em abril

Publicado em 11/05/2012 17:59 523 exibições
País manteve as vendas externas sem PEP e diminuiu a importação
A secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgou na última terça-feira o desempenho do Brasil nas exportações de arroz. E a notícia é boa. O País exportou 156 mil toneladas do grão, em base casca, mesmo sem o apoio de mecanismos de comercialização, e reduziu o volume comprado no exterior. Renato Rocha, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), comemora os resultados.
Com este volume, o Brasil chega a 342 mil toneladas exportadas nos dois primeiros meses no ano comercial 2012/13 (que começou em março). Isso representa mais de 50% das 600 mil toneladas que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetava para a exportação de todo o ano comercial. “É um desempenho importante, que reforça a tendência de um mercado interno mais ajustado, de estoques menores no final do ano e de preços remuneradores para a comercialização da safra que estamos terminando de colher”, afirma o dirigente arrozeiro. A Federarroz projeta uma exportação acima de 1 milhão de toneladas e vem reivindicando ao governo federal o uso de mecanismos de apoio que dêem suporte às operações.
Em 2011/12, o setor conseguiu exportar 2,09 milhões de toneladas, um recorde absoluto. Em março, o volume exportado alcançou 186,7 mil toneladas. A exportação de 156 mil toneladas em abril mostra que o País está focado na consolidação dos mercados conquistados, pois em abril de 2010 o volume foi de 35 mil toneladas e em abril de 2011 de 101 mil toneladas. “É bom lembrar que temos 300 mil toneladas de arroz para sair dos estoques públicos somente em doações humanitárias este ano e outras 350 mil toneladas de quebrados de arroz com clientela já formada e que este desempenho inicial das vendas internacionais é muito promissor para o mercado”, destaca.
Outro fator positivo neste balanço de oferta e demanda é a queda das importações em mais de 50% em abril. Em março o Brasil importou cerca de 120 mil toneladas e, em abril, foram apenas 71 mil. Com isso, o superávit brasileiro neste ano comercial alcança 152 mil toneladas, volume próximo às exportações de abril. A participação do arroz beneficiado é crescente, o que agrega valor social e econômico ao produto. “Hoje, as exportações são a tábua de salvação do mercado brasileiro de arroz. Precisamos consolidar esta presença internacional, mas é também necessário desenvolver ações para incentivar o consumo doméstico. E estamos negociando estas medidas com o governo federal”, finaliza Renato Rocha.
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Federarroz

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