Levantamento da Emater/RS-Ascar aponta para aumento na área de trigo

Publicado em 01/06/2012 08:11 439 exibições
O Rio Grande do Sul deverá plantar 993 mil hectares com trigo na próxima safra, representando um aumento de 6,51% em relação ao ano passado. Com respeito à produção projetada para 2012, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar, esta poderá atingir inicialmente 2,54 milhões de toneladas, ficando 7,2% menor que a safra passada, quando foram colhidas 2,742 milhões de toneladas, segundo o IBGE. Essa redução é consequência de uma projeção menor para a produtividade inicial, estimada a partir da tendência observada nos municípios ao longo dos últimos dez anos, que fica em 2.562 kg/ha contra os 2.941 quilos por hectare obtidos ano passado, resultando em uma diferença de -12,89%.

Os últimos dias não foram favoráveis à condução do plantio do trigo. A pouca umidade presente no solo impediu um avanço mais significativo na área semeada. Na safra passada, nesta mesma época, o percentual chegava a 18%; na atual, alcança apenas 8% em âmbito estadual. De maneira localizada, a região de Santa Rosa é a que atinge o maior percentual, chegando a 14% do projetado para a região. As informações do levantamento sobre a intenção de plantio foram realizadas durante o mês de maio, com informações de 261 municípios que cobrem 85% da área a ser cultivada.

Trigo RS Safra 2011* Safra 2012 (inicial)** Variação (%)
Área (ha) 932.390 993.107 6,51
Rendimento (kg/ha) 2.941 2.562 -12,89
Produção (t) 2.741.716 2.544.239 -7,20
Fonte: *IBGE (LSPA)
**Emater/RS - Gerência de Planejamento

Em razão do clima seco na maior parte da semana, a evolução da colheita do feijão foi boa, com avanço de 9 pontos percentuais sobre a semana anterior. Mesmo assim, a lavoura ainda permanece em atraso sobre a média histórica, em decorrência da estiagem em todo o ciclo dessa cultura. A colheita ultrapassa os 80%, devendo prosseguir em ritmo mais acelerado nesse final de safra. O produto colhido é de qualidade regular a boa.

Na Região Sul do Estado, produtores de morango finalizam o plantio da nova safra, mantendo praticamente a mesma área da anterior e a grande maioria das mudas são importadas da Argentina e do Chile. Outra região forte na produção, o Vale do Caí, também vai encerrando seu plantio. Moranguicultores dessa zona enfrentaram sérios problemas com a qualidade dos primeiros lotes, perdendo as mudas já transplantadas. Nas duas últimas safras, dos 50 integrantes da associação, 40 já fizeram a conversão do tradicional cultivo no solo para o de ambiente protegido (estufas) em substrato.

No Vale do Caí, a colheita das frutas cítricas ainda está em seu início, se considerarmos que os cítricos das variedades tardias são colhidos até o mês de novembro. Nesta época, estão sendo colhidas as variedades precoces de laranjas e bergamotas. A colheita das bergamotas-caí já atinge 35% das frutas colhidas, enquanto que a ponkan está com 20% das frutas colhidas. Entre as laranjas, as variedades do-céu precoce, de-umbigo-bahia e shamouti também aumentaram o volume colhido. Também iniciou a colheita da laranja-seleta. A do-céu precoce está com 30% das frutas colhidas. A variedade de-umbigo-bahia, fruta de mesa por excelência, sem sementes, está com colheita de 15% das frutas.

A oferta de pasto de qualidade para os animais é muito pequena, isso está aumentando as perdas na produção leiteira e exigindo gastos adicionais na aquisição de alimentos processados, principalmente rações industrializadas, onerando os produtores. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo, a baixa disponibilidade de água em quantidade e qualidade para a dessedentação dos animais tem ocasionado perdas de até 30% da produção de leite em inúmeras propriedades em que esse recurso é mais limitado. Em relação à comercialização, a tendência é que a redução do volume de leite produzido no período pressione o preço para cima, porém, o mesmo ainda continua estável.
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Emater/RS-Ascar

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