Produtor terá nova variedade de batata em 2011

Publicado em 07/07/2010 07:35 636 exibições
O IAC Ibituaçu e Clone IAC 2.5 estão em fase de obtenção de registro no Ministério da Agricultura.
Novas batatas desenvolvidas no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Itararé, unidade da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), estão em fase de obtenção de registro no Ministério da Agricultura e deverão estar disponíveis para os produtores no próximo ano. A expectativa dos pesquisadores é alta para o sucesso dos novos cultivares brasileiros, que poderão contribuir para a disseminação de variedades nacionais, já que os cinco cultivares mais plantados no Brasil são de origem holandesa, canadense ou alemã — são elas: Ágata, Asterix, Atlantic, Cupido e Monalisa.

As variedades IAC Ibituaçu e Clone IAC 2.5, desenvolvidas em Itararé, na divisa com o Paraná e a 360 quilômetros de Campinas, apresentam potencial para substituir as principais variedades cultivadas hoje. Segundo o chefe da seção técnica de Itararé, Valdir Josué Ramos, pesquisador científico que há três décadas se dedica ao estudo do tubérculo, os dois materiais têm potencial para atrair o interesse de produtores e agradar o consumidor final.

A IAC Ibituaçu tem polpa creme, excelente qualidade culinária para processamento industrial e produção de rodelas fritas. Na cozinha do brasileiro, ela serve bem para fazer salada, purê e as tradicionais fritas. O segredo que torna uma batata frita sequinha, crocante e sem encharcar, explica o pesquisador, é o teor de matéria seca existente na polpa da batata, ou seja, a concentração de carboidratos e amido cima de 18%. A Ágata, por exemplo, apesar ter a pele fina e lisa, tem 16% de água e não é indicada para fritura. O baixo teor de matéria seca torna sua polpa mole quando frita, e sem ficar crocante. Já o cultivar IAC Clone 2.5 apresenta índices de carboidratos e amido entre 18% e 19%, quantidade de matéria seca ideal para ser frita em casa ou utilizada em processo industrializado.

Para os agricultores, os atrativos da IAC Ibituaçu estão no alto potencial produtivo, mesmo em ambientes de alta umidade e temperaturas amenas. Tem alta resistência à requeima, à pinta preta e ao vírus do enrolamento da folha, além de tolerância às principais viroses regulamentadas. No campo, o novo cultivar apresentou uma produtividade 21% acima das variedades IAC Aracy e Asterix, com 30,5 toneladas por hectare.

O outro material desenvolvido é o Clone IAC 2.5, que resultou em um cultivar com potencial produtivo muito alto e boa resistência à requeima e pinta preta. É também tolerante às principais viroses regulamentadas. De polpa creme, tem aptidão culinária para fazer purê, saladas e fritas. Na avaliação regional, o novo produto do IAC apresentou média geral de produção de 36,6 toneladas por hectare, contra 25,9 toneladas por hectare obtidos com a variedade IAC Aracy e 21,3 toneladas por hectare com a variedade Ágata.

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Fonte:
Cosmo Online

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