Citricultores e indústria se unem para tentar reverter ação trabalhista

Publicado em 11/04/2014 14:03 1165 exibições

Citricultores e indústria de suco de laranja decidiram unir forças para tentar reverter a ação movida pelo Ministério Público do Trabalho. Durante a última reunião da Câmara de Citricultura do Ministério da Agricultura, que aconteceu no último dia 10 em Brasília, foi votado a criação de um grupo de trabalho formado por representantes dos produtores e das empresas produtoras de suco, com objetivo de definir ações e medidas para convencer o MP dos prejuízos que a medida pode trazer não só para citricultura como para todo o agronegócio. “É um momento de o setor se unir para tentar resolver esse problema. Não podemos aceitar que o produtor seja transformado num arrendatário. A reunião foi muito positiva nesse sentido”, afirmou o  presidente da Câmara de Citricultura, Marco Antônio dos Santos. 

 Preocupados com as consequências que a medida pode ter sobre o setor, a maioria absoluta das entidades presentes apoiou a criação do grupo. “Se essa decisão se mantiver, nos parece óbvio que as empresas processadoras não terão condições de absorver a mão de obra de todos os produtores do Estado e a tendência é que elas procurem os grandes grupos produtores, por uma questão de escala. O pequeno produtor pode ser o maior prejudicado nessa história”, analisou o representante da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Cyro Penna. 

 O diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Ibiapaba Netto, afirmou que as empresas irão recorrer da sentença e reforçou a importância de que toda  a cadeia produtiva trabalhe junta para resolver essa questão. “É importante ter a mobilização do setor. Os produtores entenderam que ação afeta diretamente o negócio deles. Agora vamos nos reunir e estabelecer a melhor forma de agir para tentar dar um outro direcionamento para o tema”. 

A única entidade presente na reunião que não declarou apoio ao grupo de trabalho e se absteve da votação foi a Associação Nacional dos Citricultores (Associtrus). “A Associtrus prefere se abster dessa votação”, opiniou o presidente da Associtrus, Flávio Viegas. No final de março o TRT de Campinas manteve a sentença que determina que o plantio, cultivo e colheita da laranja são parte da atividade fim das empresas processadoras de suco de laranja. Dessa forma, as empresas seriam responsáveis por toda a mão de obra empregada no plantio, cultivo e colheita das frutas, inclusive as adquiridas de produtores independentes.

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Câmara Setorial da Laranja

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