Movimento Pró-Logística protocola defesa por hidrovia na Câmara Federal

Publicado em 23/05/2012 12:22 e atualizado em 23/05/2012 13:57 592 exibições
O Movimento Pró-Logística de Mato Grosso protocolou um documento na Câmara dos Deputados defendendo a construção de eclusas na hidrovia do Teles Pires – Tapajós a partir do município de Sinop (MT) até Santarém (PA), com extensão de 1.576 quilômetros. O documento foi apresentado ao término da audiência pública, realizada na tarde desta terça (22), em Brasília, proposta pelo deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), que debateu os prejuízos à navegação hidroviária de Mato Grosso com a chegada do Complexo Hidrelétrico do Rio Teles Pires, sem a construção das eclusas.

De acordo com o coordenador executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, a previsão é de que até 2014 cerca de 150 mil carretas trafeguem somente pela BR-163 em Mato Grosso, o que coloca a rodovia na condição de saturada, por isso a preocupação em buscar alternativas ao transporte da produção agrícola por meio da viabilização de outros modais.

O Movimento Pró-Logística - iniciativa de 15 entidades do setor produtivo mato-grossense – e presidido pela Aprosoja, aponta no relatório protocolado na Câmara que a região norte, área de abrangência da hidrovia Teles Pires-Tapajós, tem previsão de dobrar a produção de grãos nos próximos 20 anos, passando dos atuais 18 milhões de toneladas para 36, aproveitando as áreas de pastagens degradadas.

“Precisamos de hidrovia. Ela tornará o estado mais competitivo, e trará uma economia de R$ 8 a R$ 10, por saca, ao produtor, o que é bom não apenas para ele, mas para toda a economia do estado. Temos hoje o frete mais caro do mundo”, afirmou o presidente do Movimento e da Aprosoja, Carlos Fávaro, durante a audiência pública.

Fávaro destaca ainda que a construção das eclusas irá evitar um prejuízo entre 30 e 40%, se comparado aos casos em que não há planejamento adequado. Além disso, o presidente reforçou que dessa forma o empreendimento torna-se ambientalmente sustentável.

Endossando o posicionamento do presidente da Aprosoja, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM/MT) defendeu durante a explanação dele que hoje o sistema hidroviário é a melhor forma de assegurar um frete competitivo aos produtores mato-grossenses. “Inclusive, conseguiremos ampliar a área de produção fazendo uso de áreas degradadas. Reduzindo o custo do frete todos ganham”, afirmou.

A audiência contou ainda com a presença do presidente da Frente Parlamentar de Logística e presidente recém eleito da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Homero Pereira (PSD/MT), representantes do Ibama, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
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Aprosoja

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2 comentários

  • Virgilio Andrade Moreira Guaira - PR

    Quem paga o fretes dos grãos é o produtor. Portanto vamos defender mais ferrovias e hidrovias. Alem de ter um custo muito menor, polui menos,causa poucos acidentes, não destroi as rodovias ,, e é assim também nos Eua, China, Argentina, Alemanha, Canada, Australia, Russia e etc., . Menor custo do transporte é maior lucro no bolso do agricultor. Após esta batalha do código florestal, o problema da logistica será uma boa bandeira de luta para o Sr João B Olivi.

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  • Rodinei Marcos Matiazzo Boa Ventura de São Roque - PR

    Prezado Dalzir sua colocação sobre as modais tem e muito fundamento, para enfatizar e enobrecer seu comentário vai um exemplo; minha cidade fica 340 km de Paranaguá e hoje soja aqui ta R$ 57,00, em Maringá que fica a mais de 500 km de Paranaguá ta R$ 61,00 por quê? Simples Maringá tem Ferrovias e com este tipo de logística torna-se mais barato o frete, porém o Governo Federal investiu de forma brilhante 7 bilhões de reais em 12 estádios no Brasil não é interessante, que depois da COPA 2014 vai enferrujar estes estádios, é nos vamos continuar pagando Pedágios, enfrentando Péssimas Rodovias, Ecoxiitas, Ecotalibãs, BRASIL UM PAIS DE TODOS.

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