Milho: Preços recuam na CBOT, mas se mantêm acima dos US$ 5,00/bushel

Publicado em 02/04/2014 08:44 e atualizado em 02/04/2014 12:59 527 exibições

Depois das altas expressivas dos últimos dois pregões, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em baixa nesta quarta-feira (2). Por volta das 8h20 (horário de Brasília), as principais posições da commodity registravam pequenas quedas entre 1,00 e 2,75 pontos. Apesar do recuo, as cotações se mantêm acima dos US$ 5,00 por bushel e contrato maio/14 era negociado a US$ 5,05 por bushel.

Segundo analistas, os fundamentos para o mercado de milho são positivos e a tendência é que os preços se mantenham acima do patamar de US$ 5,00 por bushel. As cotações futuras foram impulsionadas pelos números de intenção de plantio e estoques trimestrais nos EUA divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Paralelo a esse cenário, as especulações sobre o clima nos EUA também tem influenciado os preços em Chicago. Na última sessão, as previsões de clima úmido em regiões do cinturão produtor norte-americano contribuíram para sustentar os preços.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Milho: Em Chicago, projeções do USDA garantem mais um dia de alta

As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão desta terça-feira (01) nos patamares mais altos nos últimos sete meses. As principais posições da commodity fecharam o dia com ganhos de mais de 5 pontos e todas acima de US$ 5,00 por bushel. O vencimento maio/14 encerrou com valorização de 1,09% em relação à sessão anterior, cotado a US$ 5,07 por bushel.

Ao longo das negociações, os preços futuros do cereal foram sustentados pelos números dos estoques trimestrais e de intenção de plantio na próxima safra de milho nos EUA. As informações foram divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta segunda-feira (31). 

Ambas as projeções ficaram abaixo das expectativas do mercado. O departamento reportou os estoques trimestrais, até 1º de março, em 177,96 milhões de toneladas, número inferior às projeções dos investidores, de 180,32 milhões de toneladas. A área cultivada na safra 2014/15 com o grão foi estimada em 37,11 milhões de hectares, contra 37,53 milhões de hectares esperado pelo mercado.

Além disso, as previsões de clima úmido em importantes regiões produtoras do Corn Belt, situação que poderia afetar a evolução do plantio no país, também contribuiu para o cenário. Nas últimas semanas, as especulações em relação ao clima frio exerceram pressão positiva nos preços futuros em Chicago. 

Diante desse cenário, a demanda pelo produto norte-americano também segue aquecida. Na semana encerrada no dia 27 de março, as vendas semanais totalizaram 1.327.575 toneladas, conforme reportou o USDA. O número é superior ao anunciado anteriormente, de 1.150.102 toneladas (número revisado).

Por outro lado, as outras origens como Brasil e Argentina, as vendas do milho seguem em ritmo lento. Segundo analistas, os produtores brasileiros estão mais cautelosos em relação à comercialização da safra, já no país vizinho, os agricultores têm dificuldades em negociar devido a problemas internos e cambiais.

De acordo com o analista de mercado da New Agro Commodities, João Pedro Corazza, os fundamentos para o mercado de milho são positivos. “A demanda internacional segue aquecida e a perspectiva é que as cotações se mantenham acima dos US$ 5,00 por bushel”, afirma.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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