Milho: Após perdas acumuladas na semana, mercado esboça recuperação

Publicado em 26/06/2014 08:39 567 exibições

As principais posições do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam com ligeiros ganhos, próximos da estabilidade nesta quinta-feira (26). Por volta das 8h23 (horário de Brasília), os contratos da commodity exibiam leves altas entre 0,50 e 1,00 ponto. O vencimento julho/14 era cotado a US$ 4,42 por bushel.

Após as perdas acumuladas desde o início da semana, os futuros do milho esboçam uma recuperação. Além disso, os participantes do mercado também buscar um melhor posicionamento frente aos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os boletins serão divulgados na próxima segunda-feira (30).

De acordo com informações reportadas pela agência internacional Bloomberg, a expectativa é que o departamento norte-americano aponte os estoques trimestrais dos EUA, em 1º de junho, em 9,45 milhões de toneladas, uma alta de quatro anos. Já a área plantada deverá totalizar 37,11 milhões de hectares, mesmo número divulgado pelo órgão no último relatório de oferta e demanda. 

Safra dos EUA

Enquanto isso, as lavouras norte-americanas ainda apresentam boas condições. Segundo dados do USDA, 74% das plantações apresentam boas ou excelentes condições. O índice é o melhor dos últimos 15 anos. 

Para os próximos dias, algumas agências internacionais apontam que a umidade deverá permanecer adequada tanto para a cultura do milho, como para a soja. Grande parte do Centro-Oeste dos EUA passou por excesso de chuvas nas últimas semanas, com pelo menos o dobro da quantidade normal para o mês de junho, especialmente em Nebraska, Iowa e Minnesota, conforme informações da Bloomberg. 

Ainda assim, analistas relatam que é preciso acompanhar as previsões climáticas para o país e os relatórios do USDA, pois as lavouras devem entrar em fase de polinização em julho. Fase de extrema importância no desenvolvimento da planta.

Em contrapartida, é grande o sentimento por parte dos investidores, que os EUA deverão colher uma safra recorde nesta safra. Para o USDA, a produção norte-americana de milho deverá somar 353,97 milhões de toneladas na temporada 2014/15.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Milho: Mercado encerra pregão do lado negativo da tabela com foco na safra dos EUA

Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o pregão desta quarta-feira (25) em queda. As principais posições da commodity deram continuidade ao movimento de baixa iniciado no começo da semana e fecharam o dia com perdas entre 0,50 e 2,00 pontos. O contrato julho/14 fechou a sessão cotado a US$ 4,41 por bushel. 

O mercado permanece focado no clima favorável nos Estados Unidos, que contribuem para o bom desenvolvimento da safra norte-americana, até o momento. De acordo com o último boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados), cerca de 74% das lavouras apresentam boas ou excelentes condições, melhor percentual desde 1999.

Após as preocupações iniciais com o clima nos EUA, as condições climáticas têm se mostrado favorável ao desenvolvimento da safra norte-americana. De acordo com informações de agências internacionais, nos próximos 15 dias, a umidade deverá permanecer adequada tanto para o milho, como para a soja.

E, diante desse cenário, a estimativa é que o país colha uma safra cheia em torno de 353,97 milhões de toneladas na temporada 2014/15, conforme projeção do USDA. A produtividade também foi estimada em um recorde de 174,95 sacas por hectare.

Ainda neste pregão, o anúncio da venda e 217.400 mil toneladas de milho para destinos não revelados, deram sustentação aos preços em Chicago. As informações foram reportadas pelo USDA, que ainda divulgou a venda de 116.00 mil toneladas de sorgo.

Além disso, os participantes do mercado começam a buscar um melhor posicionamento frente aos relatórios de área plantada e estoques trimestrais do departamento norte-americano. Os boletins serão divulgados na próxima segunda-feira (30).

Mercado interno

O avanço da colheita da segunda safra de milho continua pressionando os preços do cereal no mercado interno brasileiro. Esta semana, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) informou que cerca de 5,2% da área cultivada no Mato Grosso já foi colhida, o equivalente a 156 mil hectares cultivados nessa temporada. E, por enquanto, a produtividade é de 94,5 sacas do grão por hectare. 

No Paraná, os produtores estão adiantando a colheita do milho, em função do excesso de chuvas. A intenção é reduzir os prejuízos ocasionados, especialmente pelos grãos ardidos. Segundo o último boletim do Deral (Departamento de Economia Rural), até a semana anterior, a colheita já tinha evoluído para 2% da área plantada.

Em outras regiões do país, como em Patos de Minas (MG), Dourados (MS) e Caarapó (MS), os produtores iniciaram a colheita recentemente e, em ambas as regiões, a perspectiva é de boa produção. Apesar da redução da área cultivada nesta temporada e da diminuição nos investimentos em tecnologia, a projeção é que o país colha uma safra ao redor de 45.663,3 milhões de toneladas de milho na segunda safra, conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

De acordo com o analista de mercado da New Agro Commodities, João Pedro Corazza, frente a essa estimativa, as indústrias estão bem abastecidas e especulam as melhores ofertas. Do outro lado, os produtores rurais tentam segurar o produto à espera de preços mais altos. “Isso acontece com a safra velha, já com a safra nova, os agricultores precisam liquidar devido à falta de espaço para armazenar e quanto maior a oferta, os compradores se retiram do mercado”, explica.

Exportações brasileiras

Ainda na visão do analista, o cenário só apresentará uma modificação com o aquecimento das exportações brasileiras. A Conab projeta os embarques de milho ao redor de 20 milhões de toneladas nesta safra, número abaixo do registrado no anterior, em torno de 27 milhões de toneladas. Entretanto, os embarques permanecem mais lentos, até o momento.

As exportações de milho do Brasil somaram 32,7 mil toneladas, com média diária de 2,3 mil toneladas, até a terceira semana de junho. Em comparação com o mês anterior, houve uma redução de 61,2% no volume embarcado. No mesmo período, a receita com os embarques foi de US$ 7,2 milhão, com média diária de US$ 0,5 milhão. Já o preço médio da tonelada foi de US$ 221,1. 

Em relação a junho de 2013, os números representam uma baixa de 85,7% no valor total exportado, recuo de 83,1% na quantidade total embarcada e desvalorização de 15,3% no preço médio. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

“As exportações estão enfraquecidas devido à demanda internacional mais fraca, consequentemente, os preços não ficam atraentes nos Portos. Por enquanto, o quadro não é favorável, mesmo que Chicago suba, a oferta de milho no mercado interno é alta. Precisamos avançar nos embarques para ter cotações melhores”, ratifica Corazza.

A tendência é que as cotações melhorem no mercado interno nos meses de novembro, dezembro e janeiro, após a pressão da colheita da safrinha, conforme sinaliza o analista de mercado. 

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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