Milho: Com demanda aquecida, mercado fecha pregão com leves altas em Chicago

Publicado em 26/06/2014 17:28 353 exibições

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) terminaram o pregão desta quinta-feira do lado positivo da tabela. Durante as negociações, os preços que chegaram a exibir altas mais expressivas, recuaram, mas conseguiram encerrar o dia com ganhos entre 1,75 e 3,25 pontos. O vencimento julho/14 terminou a sessão cotado a US$ 4,42 por bushel.

Depois das perdas acumuladas na semana, os preços do cereal foram impulsionados pelos números de vendas para exportação, reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Até a semana encerrada no dia 19 de junho, as vendas referentes à safra 2013/14 somaram 321.400 mil toneladas, número maior do que anunciado na última semana, de 109,0 mil toneladas.

Do mesmo modo, as vendas da safra 2014/15 aumentaram e totalizaram 232.100 mil toneladas. Na semana anterior, o número foi de 78,9 mil toneladas. O consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca que até o momento o país já vendeu cerca de 47,2 milhões de toneladas de milho.

"Falta em torno de 1 milhão de toneladas de milho para atingir a projeção do USDA, de 48.260,0 milhões de toneladas. E ainda temos 10 semanas para terminar o ano safra. Um fator positivo que ainda não reflete no mercado em Chicago", explica Brandalizze.

Em contrapartida, os preços em patamares mais baixos acabam estimulando a demanda pelo produto. No caso do milho, principalmente pelo setor de rações e etanol. Segundo projeções do USDA, cerca de 128,3 milhões de toneladas serão destinadas à produção de etanol. 

Além disso, os investidores já começam a buscar um melhor posicionamento frente aos boletins do USDA, de área plantada e estoques trimestrais. As informações serão reportadas pelo departamento na segunda-feira (30).

Por enquanto, a expectativa é que o órgão aponte os estoques de milho nos EUA em 9,45 milhões de toneladas, até o dia 1º de junho, conforme pesquisa divulgada pela agência internacional de notícias Bloomberg. E a área semeada com o grão deverá totalizar 37,11 milhões de hectares, número em linha com o estimado pelo departamento norte-americano no último relatório de oferta e demanda. 

Safra norte-americana 

Nos EUA, as lavouras de milho continuam apresentando boas condições. Até o último domingo, cerca de 74% das plantações registravam boas ou excelentes condições, de acordo com o USDA. 

Após as preocupações iniciais com as condições climáticas, a expectativa é que o clima permaneça favorável ao desenvolvimento das plantas. Agências internacionais apontam que nos próximos 15 dias, a umidade deverá continuar adequado para as lavouras de milho.

Entretanto, é preciso acompanhar o clima para os EUA durante o mês de julho, no qual, as plantações irão entrar em fase de polinização. Mas, com as boas condições até o momento, a perspectiva é que o país colha uma safra recorde, de 353,97 milhões de toneladas nesta safra. 

BMF&Bovespa

Na BMF&Bovespa, as cotações futuras acompanham a movimentação em Chicago e trabalham em campo positivo no pregão desta quinta-feira. O vencimento julho/14 era negociado a R$ 25,10 a saca, com valorização de 0,92%.

Nas últimas sessões, os preços têm operado em queda devido ao recuo nos preços em Chicago e no câmbio. Analistas afirmam que as exportações mais fracas, em função do desaquecimento da demanda internacional, também contribuem para o cenário.

Já no mercado interno, o cenário permanece inalterado. A evolução na colheita da safrinha continua como o principal fator de pressão sobre os preços praticados. Em Tapurah (MT), por exemplo, a saca do cereal já é cotada entre R$ 10,00 a R$ 11,00. E a cada é maior o sentimento por parte dos produtores de que será necessária a intervenção do Governo no mercado.

Para os analistas, o quadro só deverá apresentar uma modificação com o aquecimento das exportações. No entanto, após a pressão da colheita, nos meses de novembro, dezembro e janeiro, os agricultores poderão ter melhores oportunidades de negócios, conforme acreditam os consultores do mercado.

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Por:
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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