Milho se desvaloriza em Chicago com preocupação sobre problemas chineses

Publicado em 24/01/2020 17:00 e atualizado em 27/01/2020 09:13
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Sexta-feira foi influenciada pelo coronavírus que pode prejudicar o crescimento dos asiáticos

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A sexta-feira (24) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro mais baixos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram perdas entre 5,00 e 6,50 pontos ao longo do dia.

O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,87 com desvalorização de 6,50 pontos, o maio/20 valeu US$ 3,92 com queda de 5,75 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,97 com baixa de 5,50 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 3,95 com perda de 5,00 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,53% para o março/20, de 1,51% para o maio/20, de 1,49% para o julho/20 e de 1,25% para o setembro/20.

Com relação ao fechamento da última sexta-feira (17), os futuros do milho acumularam quedas de 0,51% para o março/20, de 0,76% para o maio/20, de 1,00% para julho/20 e de 1,25% para o setembro/20, na comparação dos últimos sete dias.

Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de grãos caíram na sexta-feira, com os temores sobre o coronavírus que se espalhou pela China desencadearem vendas amplas.

“O vírus deve prejudicar o crescimento na China, o maior importador mundial de soja, depois de meses de preocupações econômicas com as tensões comerciais com os Estados Unidos. Ações e outras commodities, incluindo petróleo e cobre, também enfraqueceram”, apontou Tom Polansek da Reuters Chicago.

Enquanto isso, os traders continuam aguardando sinais de aumento da compra chinesa de produtos agrícolas dos EUA, depois que Pequim prometeu aumentar significativamente as importações em um acordo comercial inicial assinado pelos países na semana passada. O acordo visa reduzir as tensões após quase dois anos de uma guerra tarifária.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas desvalorizações em São Gabriel do Oeste/MS (2,33% e preço de R$ 42,00) e Campo Novo do Parecis/MT (2,63% e preço de R$ 37,00).

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Dourados/MS (1,14% e preço de R$ 44,50) e Campinas/SP (1,88% e preço de R$ 53,19).

Veja mais cotações desta sexta-feira.

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos apontou que a dinâmica no mercado físico do milho ganhou alguma tração nesta semana em relação aos dias anteriores. “Apesar disto, as cotações ficaram sustentadas em boa parte das regiões produtoras”.

EUA vendem 1,01 milhão de t de milho da safra 2019/20 na semana, diz USDA

São Paulo, 24 - Exportadores dos Estados Unidos venderam 1,01 milhão de toneladas de milho da safra 2019/20, na semana encerrada em 16 de janeiro, informou nesta sexta-feira, 24, o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume representa alta de 28% ante a semana anterior e de 92% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Na semana, os principais compradores foram Japão (372,6 mil t), México (269,9 mil t), Colômbia (154,5 mil t), Guatemala (73,2 mil t) e Nicarágua (39,6 mil t).

Para a safra 2020/21 foram vendidas 2 mil toneladas para a Nicarágua.

O resultado da soma das duas safras ficou dentro das estimativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que esperavam vendas entre 500 mil toneladas e 1,2 milhão de toneladas.

Os embarques do período somaram 392,1 mil toneladas, 28% abaixo ao registrado na semana anterior e 15% abaixo da média das quatro semanas anteriores.

s principais destinos foram México (161,2 mil t), Colômbia (120,5 mil t), Japão (66,2 mil t), Canadá (21,2 mil t) e Jamaica (7,1 mil t).

Relembre outras notícias sobre o milho desta semana:

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>> Exportações brasileiras de milho em janeiro estão 35,6% menores do que mesmo mês de 2019

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Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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