Milho abre a sexta-feira subindo em Chicago e na B3; acima de R$ 60 em Campinas

Publicado em 03/04/2020 09:34 e atualizado em 03/04/2020 12:29 611 exibições
Mercado espera trégua nas tensões do mercado de energia

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A sexta-feira (03) começa com os preços internacionais do milho futuro mantendo o caminho no campo positivo da tabela na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam elevações entre 3,50 e 4,50 por volta das 09h04 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à US$ 3,37 com valorização de 4,25 pontos, o julho/20 valia US$ 3,43 com alta de 4,50 pontos, o setembro/20 era negociado por US$ 3,46 com ganho de 4,25 pontos e o dezembro/20 tinha valor de US$ 3,53 com elevação de 3,50 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho seguiram os futuros de energia mais altos novamente nesta manhã, com otimismo em relação a possíveis cortes na produção global e na esperança de uma trégua entre a Rússia e a Arábia Saudita.

A demanda internacional por milho dos Estados Unuidos 2019/20 diminuiu em relação à semana anterior, de acordo com o relatório semanal de vendas de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado na quinta-feira.

Uma redução semanal de 27,0 milhões de bushels deixou as vendas de exportação de safras antigas para milho em 45,8 milhões de bushels na semana que terminou em 26 de março. As vendas de exportação de safras 2020/21 também caíram 2,8 milhões de bushels para 3,6 milhões de bushels.

“No entanto, não foram todas as más notícias, pois os embarques de exportação aumentaram 16,2 milhões de bushels para 49,5 milhões de bushels na semana”, aponta a analista Jacqueline Holland.

B3 (Bolsa brasileira)

A bolsa brasileira também operava com ganhos para os preços futuros do milho com as principais cotações subindo entre 1,01% e 3,08% por conta das 09h23 (horário de Brasília).

O vencimento maio/20 era cotado à R$ 48,89 com alta de 1,01%, o julho/20 valia R$ 45,50 com valorização de 2,34%, o setembro/20 era negociado por R$ 43,70 com estabilidade e o novembro/20 tinha valor de R$ 45,61 com elevação de 3,08%.

Relembre como fechou o mercado na última quinta-feira:

>> Milho: demanda segue aquecida e cotações no mercado interno permanecem sustentadas

Milho acima de R$ 60 por saca em Campinas-SP, aponta Scot

Apesar da menor movimentação nas últimas semanas, em função da pandemia do coronavírus, quem precisou comprar milho se deparou com uma menor intenção do lado vendedor e pedidos de preços mais altos pelo cereal.

O dólar em alta, as incertezas climáticas (segunda safra de milho em fase de desenvolvimento) e expectativas de estoques menores nesta temporada continuam dando sustentação às cotações no mercado interno.

Do lado da demanda pelo cereal, o consumo doméstico foi pouco afetado, já que a produção pecuária não parou em meio a conjuntura atual.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na região de Campinas-SP, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$61,50 (2/4), sem o frete, uma alta de 9,5% em relação à média do mês anterior.

Na comparação com abril do ano passado, o preço do milho subiu 60,3% este ano. A cotação vigente é recorde, em valores nominais.

A expectativa é mercado firme em curto e médio prazos e altas nos preços não estão descartadas até que se tenha uma ideia melhor do volume a ser colhido na segunda safra, que é a safra principal e cuja colheita começa em junho nas principais regiões produtoras do país.

Ou seja, até meados de maio, começo de junho, caso não haja nenhuma mudança do lado da demanda e do câmbio, o viés é de alta no mercado do milho. (Scot Consultoria)

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas/Scot

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