Milho fecha a semana subindo no Brasil com oferta cada vez mais restrita

Publicado em 11/09/2020 16:51 e atualizado em 13/09/2020 05:18 1378 exibições
Chicago se valoriza até 5% na semana após números do USDA

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A sexta-feira (11) chega ao final com os preços do milho registrando altos e baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações em Luís Eduardo Magalhães/BA (1% e preço de R$ 49,50), Maracaju/MS (2,08% e preço de R$ 47,00) e Campo Grande/MS (4,17% e preço de R$ 46,00).

Já as valorização apareceram nas praças de Pato Branco/PR (1% e preço de R$ 50,70), Marechal Cândido Rondon/PR, Londrina/PR e Ubiratã/PR (1,02% e preço de R$ 49,50), Eldorado/MS (1,07% e preço de R$ 47,30), Cândido Mota/SP (1,96% e preço de R$ 52,00)

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, a semana foi de negócios em ritmo mais calmo no mercado físico paulista do milho. “Os compradores estiveram ausentes, ao passo que o vendedor tem resistido a ceder os preços frente às semanas anteriores”.

Para a Agrifatto Consultoria, “chegamos ao fim da semana com os preços do milho cessando o movimento de desvalorização no mercado físico. Em São Paulo a cotação do cereal continua estabelecida próxima dos R$ 58,50/sc, graças ao suporte do dólar e dos preços que evoluíram em Chicago”.

A consultoria SAFRAS & Mercado destaca também que o mercado brasileiro de milho voltou a registrar preços firmes nesta semana, com avanços em boa parte das regiões. “A oferta voltou a se apertar em relação à demanda e os consumidores tiveram mais dificuldades para obter seus lotes. Quem veio ao mercado em busca de milho teve de pagar mais”.

Os analistas da SAFRAS completam ainda que, “depois da semana anterior apresentar melhora na oferta, com o grande volume colhido na safrinha enfim aparecendo, com produtores e cooperativas fixando mais, o cenário de aperto na disponibilidade do cereal voltou. E as cotações reagiram a isso. Resta saber como será o comportamento do vendedor adiante, já que ele dosou a oferta e os preços novamente avançaram”.

B3

Os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em alta na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 1,48% e 1,81% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento setembro/20 era cotado à R$ 58,79 com ganho de 1,48%, o novembro/20 valia R$ 59,79 com alta de 1,79%, o janeiro/21 era negociado por R$ 59,80 com elevação de 1,61% e o março/21 tinha valor de R$ 59,55 com valorização de 1,81%.

O dólar ganhou força ao longo do dia e também deu sustentação aos contratos do cereal brasileiro. Por volta das 16h51 (horário de Brasília), a moeda americana era cotada à R$ 5,33 com alta de 0,23%.

A China tende a ampliar suas importações de milho nos próximos anos impulsionadas por uma redução na produção local e pelo constante aumento na demanda pelo cereal dentro do país asiático. Diante deste cenário, quem pode se beneficiar é o produtor de milho brasileiro, que ganharia um importante mercado consumidor.

Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a China deve importar entre 10 e 15 milhões de toneladas de milho ainda em 2020, buscando basicamente estes volumes nos Estados Unidos. Já para 2021, este montante deve crescer para 20 milhões e metade disso pode vir do mercado brasileiro.

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Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro também tiveram ganhos nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,00 e 7,75 pontos ao final do dia.

O vencimento setembro/20 foi cotado à US$ 3,65 com valorização de 7,75 pontos, o dezembro/20 valeu US$ 3,68 com elevação de 3,50 pontos, o março/21 foi negociado por US$ 3,78 com alta de 3,25 pontos e o maio/21 teve valor de US$ 3,84 com ganho de 3,00 pontos.

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 2,24% para o setembro/20, de 0,82% para o dezembro/20, de 0,80% para o março/21 e de 0,79% para o maio/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 5,19% para o setembro/20, de 2,79% para o dezembro/20, de 2,72% para o março/21 e de 2,67% para o maio/21 na comparação com a última sexta-feira (04).

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho atingiram a maior alta dos últimos seis meses na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira.

A publicação destaca que, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em um relatório mensal, disse que a produção de milho dos EUA será menor do que o esperado anteriormente por causa do clima desfavorável no mês passado. Os traders esperam que as estimativas de estoque possam diminuir devido às previsões de safra ainda mais baixas e ao aumento das exportações.

Além disso, a China, buscando combater os riscos à segurança alimentar, também tem sido um grande comprador do milho dos EUA. O USDA manteve sua estimativa para as importações de milho da China inalterada em relação ao mês passado.

“O comércio acredita que os rendimentos continuarão caindo. E você ainda tem um comprador abaixo do mercado: a China”, disse Don Roose, presidente da corretora US Commodities, com sede em Iowa.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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