Preço do milho sobe na B3 impulsionado pela alta do dólar nesta 6ªfeira

Publicado em 18/09/2020 16:37 e atualizado em 18/09/2020 20:26 1084 exibições
Chicago termina semana com ganhos e demanda chinesa aquecida

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A sexta-feira (18) chegou ao final com poucas movimentações para os preços do milho no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas na praça do Oeste da Bahia (1,51% e preço de R$ 49,00).                                  

Já as valorizações apareceram em Pato Branco/PR (0,97% e preço de R$ 52,50), Ubiratã/PR, Londrina/PR e Marechal Cândido Rondon/PR (0,99% e preço de R$ 51,00), Cafelândia/PR (1% e preço de R$ 50,50), Eldorado/MS (1,04% e preço de R$ 48,80), Cascavel/PR (2% e preço de R$ 51,00) e São Gabriel do Oeste/MS (4,17% e preço de R$ 50,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “de maneira gradual, as ofertas do cereal surgem no mercado físico paulista, o que deixa a balança mais favorável ao comprador do que para o vendedor. O dólar também recuou praticamente durante toda a semana”.

Para a consultoria SAFRAS & Mercado, esta última semana foi de poucas alterações no mercado brasileiro de milho, apenas com uma ou outra praça apresentando mudanças mais significativas, mas em linhas gerais ocorreu acomodação nas cotações.

“O mercado esteve um pouco confuso na semana, com preços variando muito em cada negócio realizado e com dispersão entre compradores e vendedores. Assim, o comportamento foi heterogêneo, variando de região para região, mas sem grandes oscilações”, comenta o consultor da SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

B3

Os preços futuros do milho estiveram em alta na Bolsa Brasileira (B3) na maior parte desta sexta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,17% e 1,54% por volta das 16h21 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 59,76 com ganho de 0,95%, o janeiro/21 valia R$ 60,47 com elevação de 0,88%, o março/21 era negociado por R$ 60,10 com alta de 0,17% e o maio/21 tinha valor de R$ 58,00 com valorização de 1,54%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o principal motivo dessa alta na B3 foi o câmbio em alta que elevou as cotações nos portos brasileiros em cerca de R$ 1,00, deixando a saca cotada ao redor de R$ 60,00 para outubro e novembro e entre R$ 61,00 e R$ 62,00 para o milho de fevereiro.

“O movimento que a gente vê, um pequeno movimento, é na faixa de R$ 62,00 a R$ 65,00 junto as indústrias do Sul e Sudeste, que é o mercado firme no momento, mas com fraca presença de vendedores  e os grandes do setor de ração também em ritmo lento sem pressionar para comprar”, comenta Brandalizze.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) também terminou a semana subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 3,25 e 4,00 pontos ao final da sexta-feira.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 3,78 com ganho de 3,25 pontos, o março/21 valeu US$ 3,87 com elevação de 3,50 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 3,92 com valorização de 4,00 pontos e o julho/21 teve valor de US$ 3,95 com alta de 3,75 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,80% para o dezembro/20, de 0,78% para o março/21, de 1,03% para o maio/21 e de 1,02% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 2,72% para o dezembro/20, de 2,38% para o março/21, de 2,08% para o maio/21 e de 1,80% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (04).

Segundo informações da Agência Reuters, o milho registrou altas pelo terceiro dia consecutivo apoiadas na demanda chinesa pelo cereal norte-americano. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou vendas de 210.000 toneladas de milho dos EUA para a China.

“A China tinha toda uma indústria dedicada a retirar o desperdício de comida e alimentar os porcos, e isso é ilegal agora. Portanto, eles estão reconstruindo seus rebanhos e tendo que fazer isso com milho e farelo de soja”, disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading baseada em Indiana.

A publicação destaca também que, enquanto reconstrói seu enorme rebanho de suínos após um surto devastador de peste suína africana, a China também busca cumprir os compromissos de um pacto comercial com os Estados Unidos e evitar tensões no fornecimento de alimentos, disseram analistas.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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