Milho: 6ªfeira chega ao final com mercado brasileiro chegado à calmaria

Publicado em 13/11/2020 17:15 e atualizado em 16/11/2020 09:28 653 exibições
Chicago sobe levemente ainda escorado na redução de estoques do USDA

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A sexta-feira (13) chega ao final com os preços do milho pouco modificados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em Cafelândia/PR (0,73% e preço de R$ 68,00) e Amambaí/MS (2% e preço de R$ 73,50).

Já as valorizações foram percebidas nas praças de Londrina/PR (0,73% e preço de R$ 69,000, Ubiratã/PR (0,74% e preço de R$ 68,50), Campo Novo do Parecis/MT (1,47% e preço de R$ 69,00).

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira

No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço médio do milho subiu 7,39% em relação a semana anterior e chegou em R$ 78,57 a saca, conforme destacado no  boletim semanal de atualização das safras do Rio Grande do Sul da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Olhando para as exportações, o Brasil segue com milho competitivo mesmo com a recuada do dólar. Segundo a analista de mercado da Céleres Consultoria, Daniely Santos, a queda do dólar se deu por motivos externos, como a eleição norte-americana e os avanços das vacinas para a COVID-19. Porém, os fatores políticos e econômicos internos seguem sustentando o câmbio contra o real.

“O milho brasileiro continua sendo competitivo com o dólar ao redor dos R$ 5,00 não só pelo dólar, mas também por o Brasil conseguir aumentar a produção de milho sem ter que deixar de cultivar nenhum pé de soja”, diz a analista.

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Os preços futuros do milho operaram com poucas movimentações durante toda a sexta-feira. As principais cotações registravam flutuações entre a estabilidade e 0,44% positivo por volta das 17h07 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 80,49 com elevação de 0,24%, o janeiro/21 valia R$ 80,30 com valorização de 0,44%, o março/21 era negociado por R$ 79,75 com estabilidade e o maio/21 tinha valor de R$ 73,80 com ganho de 0,14%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a Bolsa Brasileira se mantém em campo misto sendo influenciada pelas movimentações do dólar ante ao real e sentido reflexo do que acontece na Bolsa de Chicago.

“Estamos chegando a um período de calmaria. Nas próximas duas semanas ainda giram negócios com o setor de ração e em dezembro a maioria das fábricas irá parar”, destaca.

Brandalizze comenta ainda que agora o principal foco será o que vai acontecer com as safras brasileiras. “O problema maior da safra de milho segue sendo o Rio Grande do Sul. As primeiras lavouras que deveriam entrar em colheita no final do ano estão sofrendo e isso está dando fôlego neste restante de temporada para o mercado ainda ficar firme, mesmo já tendo batido no teto”, diz.

Mercado Externo

Já os preços internacionais do milho futuro foram ganhando força ao longo do dia e encerrou as atividades da semana em alta. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 1,00 e 2,25 pontos ao final da sexta-feira.

O vencimento dezembro/20 foi cotado à US$ 4,10 com valorização de 2,25 pontos, o março/21 valeu US$ 4,19 com ganho de 1,25 pontos, o maio/21 foi negociado por US$ 4,24 com elevação de 1,00 ponto e o julho/21 teve valor de US$ 4,26 com alta de 1,00 ponto.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,49% para o dezembro/20, de 0,24% para o março/21, de 0,24% para o maio/21 e de 0,24% para o julho/21.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam elevações de 0,99% para o dezembro/20, de 1,45% para o março/21, de 1,68% para o maio/21 e de 1,43% para o julho/21 na comparação com a última sexta-feira (06).

Segundo informações da Agência Reuters, o mercado subiu apoiado no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que projetou estoques de milho mais baixos.

“Os estoques de milho estão relativamente baixos, mas a maior força veio da soja, que obteve os fundamentos mais otimistas com as ações finais apertadas. Ainda não há um topo construído e nenhuma sensação de estar se chegando à um topo. Então, acho que há mais vantagens ao longo do tempo, embora a correção para baixo possa se estender um pouco mais na próxima semana”, comenta o analista de mercado do PRICE Futures Group, Jack Scoville.

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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