MILHO: SAFRA 2010/11 DO BRASIL DEVE CONFIRMAR QUEDA EM ÁREA E PRODUÇÃO

Publicado em 26/11/2010 17:25 1182 exibições
A nova estimativa para a safra de milho 2010/11, divulgadanesta sexta-feira por SAFRAS & Mercado, confirma que a área de plantio deverão deverá ocupar 4,309 milhões de hectares, com recuo de 9,6% frente aos 4,767 milhões de hectares cultivados na temporada anterior.

    Para a segunda safra ou safrinha, a estimativa indica uma área de 5,055milhões de hectares, superando em 4,2% os 4,849 milhões de hectares cultivados na temporada anterior. SAFRAS & Mercado trabalha com uma estimativa de área de milho de 11,470 milhões de hectares para a safra 2010/11 (verão e safrinha), o que representa um recuo de 3,8% frente aos 11,922 milhões de hectares cultivados na temporada anterior.

    A safra brasileira de milho deverá ficar em 50,686 milhões de toneladas,abaixo das 53,321 milhões de toneladas colhidas na temporada 2009/10. Na safra verão 2010/11 deverão ser colhidas 22,164 milhões de toneladas de milho, aquém das 25,311 milhões de toneladas registradas na safra passada. Para a safrinha, a produção estimada é de 22,206 milhões de toneladas, superando as 22,017 milhões de toneladas colhidas em 2009/10.

    A produtividade média tende a decrescer na safra brasileira de milho 2010/11, ficando em 4.419 quilos por hectare, frente ao rendimento médio de 4.472 quilos por hectare da temporada passada. A produtividade média prevista para a safra verão é de 5.143 quilos por hectare, acima dos 5.309 quilos por hectare de 2009/10. Na segunda safra deverão ser colhidos 4.393 quilos por hectare, inferior ao rendimento médio de 4.540 quilos por hectare indicados na safrinha 2009/10. Acompanhe maiores informações abaixo.

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MILHO - ESTIMATIVA SAFRA 2010/11 - BRASIL

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Estados                  Área (hectares)                   Variações - %

08/09 (1)   09/10 (2)   10/11 (3)      2/1       3/2

PR                 1.401.959     903.455     777.330     -35,6     -14,0

RS                 1.421.014   1.084.400     965.670     -23,7     -10,9

SC                   744.824     652.320     556.240     -12,4     -14,7

SP                   639.206     536.070     451.170     -16,1     -15,8

MS                   167.030      87.902      65.320     -47,4     -25,7

GO/DF                647.100     467.470     467.330     -27,8       0,0

MT                    67.201      42.320      33.280     -37,0     -21,4

MG                1.058.631     967.100     968.830      -8,6       0,2

ES                    22.423      17.685      20.900     -21,1      18,2

RJ                    10.960       6.446       3.500     -41,2     -45,7

C-Sul - subtotal   6.180.348   4.767.570   4.309.570     -22,9      -9,6

SAFRINHA

PR 2a safra        1.364.616   1.178.448   1.389.300     -13,6      17,9

SP 2a safra          226.045     181.480     226.280     -19,7      24,7

MS 2a safra          750.091     682.365     682.365      -9,0       0,0

GO 2a safra          453.100     582.800     612.800      28,6       5,1

MT 2a safra        1.727.128   2.224.400   2.144.400      28,8      -3,6

C-Sul - subtotal   4.520.980   4.849.493   5.055.145       7,3       4,2

Centro-Sul        10.701.328   9.617.063   9.364.715     -10,1      -2,6

N/Nordeste         2.505.200   2.305.200   2.105.340      -8,0      -8,7

BRASIL            13.206.528  11.922.263  11.470.055      -9,7      -3,8

Estados                    Produção (mil toneladas)

                       08/09       09/10       10/11

PR                 8.439.793   6.188.667   5.052.645

RS                 4.839.974   4.988.240   4.248.948

SC                 3.117.088   3.183.322   2.586.516

SP                 3.637.082   3.243.224   2.729.579

MS                   870.560     481.680     352.728

GO/DF              3.458.750   2.664.579   2.663.781

MT                   265.444     170.340     133.120

MG                 4.617.748   4.303.595   4.311.294

ES                    73.996      63.945      73.150

RJ                    36.168      23.450      12.250

C-Sul - subtotal  29.356.604  25.311.041  22.164.010

SAFRINHA

PR 2a safra        3.715.044   6.233.221   6.771.570

SP 2a safra          936.722     888.028   1.073.317

MS 2a safra        1.622.447   3.138.879   2.934.170

GO 2a safra        2.106.915   2.814.924   2.849.520

MT 2a safra        8.393.842   8.942.088   8.577.600

C-Sul - subtotal  16.774.971  22.017.140  22.206.177

Centro-Sul        46.131.574  47.328.181  44.370.187

N/Nordeste         6.075.110   5.993.520   6.316.020

BRASIL            52.206.684  53.321.701  50.686.207

Estados           Produtividade (quilos por hectare)

08/09       09/10       10/11

PR                     6.020       6.850       6.500

RS                     3.406       4.600       4.400

SC                     4.185       4.880       4.650

SP                     5.690       6.050       6.050

MS                     5.212       5.400       5.400

GO/DF                  5.345       5.700       5.700

MT                     3.950       4.000       4.000

MG                     4.362       4.450       4.450

ES                     3.300       3.500       3.500

RJ                     3.300       3.500       3.500

C-Sul - subtotal       4.750       5.309       5.143

SAFRINHA

PR 2a safra            2.722       5.289       4.874

SP 2a safra            4.144       4.893       4.743

MS 2a safra            2.163       4.600       4.300

GO 2a safra            4.650       4.830       4.650

MT 2a safra            4.860       4.020       4.000

C-Sul - subtotal       3.710       4.540       4.393

Centro-Sul             4.311       4.921       4.738

N/Nordeste             2.425       2.600       3.000

BRASIL                 3.953       4.472       4.419

Fonte: Safras e Mercado, Cooperativas, Produtores e Indústrias

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Safras&Mercado

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1 comentário

  • Telmo Heinen Formosa - GO

    Temos milho demais, por isso é bom que a área de plantio seja reduzida para adequar a colheita ao consumo já que não temos preços competitivos para exportar o produto, por motivos logisticos. A outra alternativa é a produção de etanol seja para uso industrrial e farmacêutico ou como biocombustivel principalmente no MT onde o Zoneamento Agroclimatologico impede o cultivo de cana-de-açúcar especialmente na região amazônica e onde o suprimento de etanol é oneroso e onde se planta milho por conveniência agronômica (para fazer rotação de cultura, essencial ao plantio direto da soja) e acima de tudo porque lá encontra-se gado para ser alimentado com o DDG (residuo com 26% de proteina) reultante da referida produção de etanol a partir do milho, não recomendado para aves e suinos. O milho para etanol tem mais uma grande vantagem, não precisa de altos investimentos em prevenção de incêndio pela simples razão que se pode estocar milho e fazer etanol só para 14 dias de consumo. .... 14, número de alemão. Brasileiro fala 15 dias para duas semanas, alemão fala 14 dias porque duas semanas são 7 + 7 dias... portanto, sigamos os sinais que o mercado nos dá!

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