Altos preços do milho facilitaram a comercialização de 4,1 milhões de toneladas antes do início da colheita

Publicado em 31/05/2011 10:27 456 exibições

SEGURANÇA NO PREÇO, INSEGURANÇA NA LAVOURA: O produtor mato-grossense fez a lição de casa e negociou a maior parte da lavoura antecipadamente, praticamente 55%. Considerando a produção total de 7,5 milhões de toneladas, número conservador levando em consideração a produtividade da safra 2009/10 de 72sc/ha, aproximadamente 4,1 milhões de toneladas estão comprometidas, mas que será ajustada para baixo assim que começarem a ser contabilizados os valores produtivos, para aproveitar os bons preços praticados no mercado do milho. Esse mesmo percentual comercializado no mesmo período, se comparado com as duas safras passadas, está praticamente 40% superior. Com chuvas prejudicando os EUA e atrasando o plantio por lá, o mercado tem suporte para segurar a cotação do cereal nos altos índices atuais. Agora, então, o produtor optará por iniciar a colheita, certificar questões de produtividade e qualidade do produto, calcular uma possível queda na produção, para finalizar a comercialização para o produto excedente.

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Imea

1 comentário

  • Wanderley do Nascimento Costa Sorriso/MT - MT

    É excelente p/ a renda do produtor essa voracidade do mercado, demanda aquecida mesmo com preços elevados, porém preocupante do ponto de vista final da cadeia produtiva. O Governo Federal estoca Milho por vários anos, pagando caro porisso, com a finalidade exclusiva de intervir no mercado, quando necessário for, para conter preços e atender demanda. E por uma atitude irresponsável, em ano político e para atender interesses partidários e de "multis", fez por viabilizar a exportação do nosso produto via PEP em 2010 sem nenhuma base de planejamento estratégico, e agora estamos vendo a atual situação do mercado de Milho. Como fiz em agosto do ano passado, vou falar aqui novamente, teremos falta de produto no final do ano, se a demanada continuar forte e o mercado propiciar exportações, como está. A CONAB não tem estoque p/ 20 dias do consumo nacional. Deus queira que esteja errado!

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