Revista Veja destaca problemas da ampliação de terras indígenas em MT

Publicado em 15/06/2012 10:32 1019 exibições
A revista Veja destacou na edição desta semana que a ampliação de áreas indígenas no Brasil não soluciona os problemas sociais e econômicos das tribos brasileiras. A reportagem, realizada em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, visitou terras demarcadas no início do século passado, novas aldeias e áreas invadidas no estado vizinho ao Mato Grosso e mostrou um cenário de contradições.

Destacamos o trabalho realizado pelo delegado coordenador do Núcleo de Tangará da Serra da Aprosoja, Vanderlei Reck Júnior, que foi fundamental para que a reportagem fosse viabilizada e, principalmente, em esclarecer quais são nossos posicionamentos a respeito do tema.

Embora a população de índios em áreas rurais não seja maior do que 502 mil pessoas, correspondendo 0,26% do total de brasileiros, os territórios indígenas demarcados representam 13,2% de todo o país. E a Funai estuda criar mais 141 áreas e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) reivindica outras 323 novas áreas.

“Enquanto a Funai e o Cimi cuidam de interesses políticos, a vida das famílias nas aldeias se deteriora. Miséria, doenças e a dependência de álcool e drogas estão presentes tanto nas aldeias novas quanto nas antigas. Jaguapiru e Bororó, criadas em 1917, são praticamente bairros indígenas de Dourados, no Mato Grosso do Sul”, conforme trecho da reportagem.

Por outro lado, a revista destacou ainda casos de parceria entre índios e produtores rurais que têm dado certo. Como por exemplo a família de Arnaldo Zunizakaê e de outros 400 parecis da Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis (MT). Há oito anos eles viviam na penúria, contando apenas com pouca assistência do governo. Uma parceria com produtores rurais da região transformou suas vidas. Os fazendeiros forneceram máquinas e insumos para o plantio de soja e girassol. Hoje a renda da família Zunizakaê está em torno de R$ 12 mil por ano e Arnaldo comprou caminhonete, construiu casa para a mãe e pôs o filho em uma escola particular. 

“Infelizmente a Funai está colocando empecilhos para renovarmos a parceria com os produtores, sem a ajuda deles voltaremos a miséria”, reclama Zuinzakaê.

Clique no link abaixo e confira a matéria na íntegra:

Fonte:
Aprosoja

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