Ações da Petrobras caem mais de 5%; bolsa tem baixa de 7% na semana

Publicado em 12/12/2014 17:32 e atualizado em 14/12/2014 10:04 297 exibições

A bolsa brasileira fechou em baixa de mais de 3% nesta sexta-feira (11), pressionada por mais um dia forte queda das ações da Petrobras, seguindo as quedas das bolsas nos Estados Unidos e diante de nova baixa do preço do petróleo, que corroborou preocupações do mercado quanto ao cenário desfavorável para as commodities e de menor atividade global.

O Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, recuou 3,73%, a 48.001 pontos, nível mais baixo desde 26 de março. Veja cotação.
Na semana, a bolsa acumulou perda de 7,68%, seu pior desempenho desde a terceira semana de maio de 2012. No mês, a queda acumulada é de 12,3%.

O giro financeiro do pregão foi de R$ 6,5 bilhões.

Petrobras cai mais de 35% no ano

As ações ordinárias da Petrobras caíram mais de 5% e, as preferenciais, mais de 6%, fechando no menor patamar desde julho de 2005, a R$ 10,11. No ano, os papéis da companhia já acumulam queda de mais de 36%.

O mercado aguarda ainda para esta sexta-feira a divulgação do balanço não auditado da Petrobras, referente ao 3º trimestre.

Leia a notícia na íntegra no site do G1

 

México enfrenta um ‘dia negro’ com a queda da Bolsa, do peso e do petróleo (El País)

A economia mexicana passa por uma fase negra. Além da situação de insegurança, a situação econômica veio somar-se às preocupações dos mexicanos nos últimos dias. Na quarta-feira a Bolsa Mexicana de Valores somou três dias de perdas e registrou a pior queda desde 2009. O preço do óleo cru mexicano também caiu 4,8%, acumulando queda de 46% desde o pico registrado este ano. A tudo isso soma-se o fato de o peso continuar a perder terreno diante do dólar. A moeda mexicana perdeu 6% de seu valor desde meados de novembro.

O peso caiu 12 centavos na quarta-feira, ficando o dólar em 14,55 pesos. A cotação se aproxima dos pontos altos registrados na primavera de 2009, quando a moeda norte-americana passou dos 15 pesos mexicanos, afetada pela ressaca da crise financeira de 2008. OGoverno mexicano já tomou uma série de decisões para frear a escalada.

O Banco Central decidiu esta semana intervir no mercado cambiário cada vez que o peso sofrer desvalorização de 1,5% ou mais. Quando isso acontecer, serão injetados 200 milhões de dólares (523 milhões de reais) através de leilões com um tipo de câmbio mais baixo reservado para as grandes operações financeiras. O leilão poderá ser ativado nesta quinta se o dólar chegar a 14,73 pesos.

“O objetivo principal é garantir a liquidez do mercado, caso seja necessário”, informou na segunda-feira a Comissão de Câmbio, criada pelo Ministério da Fazenda e o Banco do México (BdeM). Os analistas reagiram bem ao anúncio da medida. “A decisão do BdeM não conseguiu deter a queda do peso, mas ajudou o mercado, porque a queda poderia ter sido ainda maior”, disse Abraham Vergara, professor da Universidade Ibero-americana.

A ferramenta empregada pelo banco central já tinha sido usada em 2011 e 2012. Foi suspensa em abril de 2013 porque o peso mexicano começou a mostrar estabilidade diante do dólar, conservando-se a relação em torno de 13 pesos por dólar.

“Estamos bem preparados para enfrentar esta tempestade que vem de fora”, disse na quarta-feira o presidente do Banco do México, Agustín Carstens, em entrevista. O funcionário, que teve grande atividade na mídia nos últimos dias, disse que a moeda mexicana está desvalorizada, mas que vai se fortalecer no futuro próximo. Sua confiança se deve às reservas internacionais do México, 192 bilhões de dólares (502 bilhões de reais), e a uma linha de crédito flexível que o FMI acaba de renovar, de 70 bilhões de dólares (183 bilhões de reais).

Mas o mau momento não se deve unicamente às condições econômicas externas. “Existe um período de incerteza provocado pela pouca confiança. Não se sabe muito bem para onde vai o país nos próximos meses, em termos de segurança e aplicação. Existe certo receio por parte dos investidores”, assinala Vergara. Isso coincide com uma análise feita no início de dezembro pelo próprio Banco do México, dizendo que a atividade econômica se deteriorou devido aos recentes “fatos sociais” ligados ao massacre de Iguala, na qual 43 estudantes foram mortos por um cartel de narcotráfico, e aosmaciços protestos sociais que esse fato desencadeou.

Mesmo assim, Carstens assegurou que vai ficar atento para a situação externa. Mas o futuro promete encerrar desafios. Os investidores preveem para 2015 que a Reserva Federal dos Estados Unidos eleve as taxas de juros para evitar um aumento da inflação. Esse fato pode aumentar a volatilidade do mercado cambial e afetar a cotação do peso diante do dólar. Se isso acontecer, o país lançará mão de outros instrumentos. “Se a depreciação começar a afetar o desempenho da inflação, teremos que ajustar as taxas de juros”, disse Carstens.

Queda da Bolsa e do preço do petróleo

O enfraquecimento do peso se dá em meio a um contexto econômico mundial difícil que está afetando o México fortemente. Um desses indicadores é a queda do preço do óleo cru. O preço da mescla mexicana chegou nesta quarta-feira a 54,4 dólares por barril, uma queda de 4,8%. A Petróleos Mexicanos (PEMEX) informou que esse é o preço mais baixo desde maio de 2009.

Em 2014 o óleo cru mexicano caiu 46% em relação a seu preço máximo, que chegou a passar dos 90 dólares o barril. Nesta terça-feira o preço rompeu com uma tendência negativa de nove sessões de perdas. O secretário da Fazenda, Luis Videgaray, deixou claro que o preço do petróleo não vai impactar as finanças mexicanas para o próximo ano, porque o país conta com uma cobertura total da receita petrolífera para 2015. Isso significa que o México vai receber 79 dólares por barril, não estando exposto às reduções no preço do cru.

Nesta quarta-feira a OPEP divulgou suas previsões quanto à demanda de petróleo em 2015, estimando uma contração de 6% nos volumes de compra. Esse dado puxou as Bolsas de todo o mundo para baixo. No México, a Bolsa de Valores fechou seu terceiro dia consecutivo de perdas com uma queda de 2,28%, a pior registrada desde junho de 2013, quando a queda foi de 3,91%. O Dow Jones e a Nasdaq também registraram quedas, respectivamente de 1,51% e 1,73%.

Embora o panorama pela frente seja de um futuro difícil, os analistas conservam certo otimismo. “O mau momento não será permanente, mas passageiro. Os juros vão se estabilizar, assim com as perdas da Bolsa”, diz Vergara. O crescimento lento mas constante dos Estados Unidos vai beneficiar o México, país que depende da economia norte-americana devido à relação comercial com esse país. O Governo também aposta que no segundo semestre de 2015 começarão a ser notados os investimentos prometidos pela reforma energética, o programa de infraestrutura e a reforma das telecomunicações.

 

Moedas de Brasil, Colômbia e México atingem menor valor em cinco anos

Possível elevação dos juros nos EUA motiva forte depreciação frente ao dólar

recuperação dos Estados Unidos, uma boa notícia para países que vendem produtos no mercado norte-americano, está motivando também uma onda de especulação financeira com vistas à possível elevação dos juros nos EUA em meados de 2015. Diante dessa perspectiva, os investidores apostam no dólar, o que desvaloriza as outras moedas. As divisas de algumas grandes economias latino-americanas, como Brasil, México e Colômbia, já chegam ao seu menor valor em cinco anos, depois de encadear fortes perdas nos últimos dias.

As moedas latino-americanas também estão se depreciando por causa do fim do ciclo de preços altos das commodities. A desaceleração chinesa, o aumento da produção petrolífera nos Estados Unidos e a reação da Arábia Saudita, que consiste em eliminar os concorrentes à base da redução dos preços (já que a extração de petróleo na península Arábica é rentável mesmo a 10 dólares por barril) constituem um golpe para o principal tipo de exportações e fonte de recursos na região.

A desvalorização das moedas latino-americanas é, além disso, um problema para grandes empresas espanholas, como BBVA, Santander, Telefónica, Repsol e várias construtoras. Essas companhias obtêm boa parte do seu lucro na América Latina, onde compensaram os prejuízos sofridos na Espanha. Mas agora esses recursos, expressos nessas moedas locais, se depreciam.

A maioria dos países latino-americanos está reagindo ao choque externo depreciando sua taxa de câmbio. Os presidentes dos bancos centrais do Brasil, Alexandre Tombini, e do México, Agustín Cartens, disseram na sexta-feira que essa será sua primeira defesa perante um cenário de crescimento adverso, mas que os Governos também devem colaborar ajustando suas políticas fiscais. Entretanto, eles tampouco se mostram dispostos a deixar que suas moedas se desvalorizem em forma descontrolada, dado o impacto disso sobre a inflação. Por essa razão, na segunda-feira o banco central mexicano anunciou que venderá até 200 milhões de dólares (522,2 milhões de reais) nos dias em que o peso cair 1,5% ou mais perante o dólar. A promessa impulsionou o peso mexicano em relação à cotação da sexta-feira, quando chegou ao seu menor valor desde a crise mundial de 2009. Nesta terça-feira, a moeda mexicana era cotada a 14,40 por dólar, o que ainda significa uma valorização de 10% do dólar neste ano.

O real nunca esteve tão fraco desde 2005, época em que teve início oboom no mercado global de matérias primas, causador de uma supervalorização das moedas da região. O dólar foi negociado ontem a 2,59 reais, 10% a mais do que no começo de 2014. O Brasil sofre uma inflação maior que o México (6,4% contra 3,9%, segundo a consultoria FocusEconomics), embora a economia mexicana seja mais dependente dos dividendos do petróleo.

Colômbia, Chile e Peru também deixaram que suas moedas se depreciassem. O peso colombiano caiu ontem ao seu menor nível em oito anos, fechando a 2.352,40 por dólar, 21% a menos do que em janeiro. A moeda norte-americana subiu 16,4% frente ao peso chileno (613,80 pesos por dólar) e 5,7% frente ao sol peruano (2,96, apesar de o banco central local ter vendido 155 milhões de dólares).

Argentina, com um severo regime de controle cambial, se esforça para evitar a desvalorização, que se somaria a outra já ocorrida em janeiro. O dólar subiu 31,1% desde o começo do ano em relação ao peso argentino, sendo cotado agora a 8,54, mas nos últimos meses a desvalorização da moeda local foi bem menor do que em outros países latino-americanos. Isso foi possível graças a créditos da China e da França, ao ajuste da política monetária e às ações policiais contra casas de câmbio clandestinas. A FocusEconomics prevê que a Argentina encerrará o ano com uma inflação oficial de 26,3%, só superada na região pelos 66,5% da Venezuela.

Na petroleira Venezuela crescem os temores de que os controles cambiais vigentes já não bastem para evitar uma nova desvalorização do bolívar. Na quinta-feira, o Governo anunciou que ampliará a diversidade de ativos incluídos nas reservas do banco central, de modo a incorporar yuans chineses, diamantes e metais preciosos. O bolívar oficial permaneceu o ano todo cotado a 6,30 por dólar, mas no câmbio paralelo a moeda local se desvalorizou de 60 bolívares por dólar há seis meses para 174 na sexta-feira.

Fonte:
G1 + EL PAIS

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