Rebanho de suínos da China cresce em julho, em primeira alta em mais de dois anos
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Suínos / China : Plantel em Julho cresce pelo 10º mês consecutivo após epidemia
O plantel de suínos da China cresceu novamente em julho, considerando o número de animais vivos e o estoque de fêmeas, segundo o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país. De acordo com levantamento da pasta em 400 municípios monitorados, o volume nacional de suínos vivos aumentou 4,8% em julho em relação a junho, registrando o sexto aumento mensal consecutivo, com alta de 13,1% em relação a julho de 2019. "Este é o primeiro aumento anual nos estoques de suínos vivos desde abril de 2018 e é outro ponto importante para a recuperação da capacidade de produção de suínos vivos após o crescimento anual do estoque de matrizes em junho. Isso mostra uma reversão fundamental na oferta doméstica de suínos", diz o diretor do Departamento de Pecuária e Veterinária do Ministério, Yang Zhenhai, em comunicado.
De acordo com o estudo, o número de fêmeas reprodutoras aumentou 4% em julho em relação ao mês anterior, marcando o décimo aumento mensal consecutivo. Na comparação anual, a alta de estoque de matrizes é de 20,3%. O comunicado destaca, ainda, que a recuperação do plantel anima os produtores a investirem na criação de suínos. De acordo com o monitoramento, 2.916 fazendas de suínos em larga escala recém-construídas foram colocadas em operação em julho, atingindo 9.093 fazendas novas em operação no acumulado do ano.
O ministério espera que o número de suínos prontos para o abate aumente gradualmente em agosto e que a oferta doméstica de carne suína continue melhorando até o fim do ano. Yang disse que a recuperação da produção local consiste primeiro em restaurar o crescimento do estoque de matrizes reprodutoras, depois na restauração do crescimento do estoque de suínos vivos e, em seguida, no aumento do abate de animais para assim retomar o crescimento da oferta.
Apesar dos progressos, o ministério pondera que a tarefa de estabilizar a produção e a oferta local, após a epidemia da peste suína africana, "ainda é árdua" e que os esforços de controle foram acentuados após inundações recentes em áreas produtoras. A expectativa do governo chinês é de recuperar o plantel de suínos em nível próximo ao observado antes da doença até o fim deste ano. "Devemos continuar aumentando nossos esforços para manter o bom momento de recuperação na produção de suínos vivos", destacou Yang.
O ministério informou ainda que, com a retomada da oferta doméstica, os preços da carne suína voltaram a cair em julho, após alta pontual em junho com retorno gradual da economia no país. "O recente aumento nos preços da carne suína começou a enfraquecer. Levando em consideração fatores como a recuperação gradual da produção de suínos vivos e a liberação da demanda do consumidor de carne suína, espera-se que a carne suína continue apresentando oferta restrita e altas flutuações de preço no terceiro trimestre", observou Yang. Já no quarto trimestre, os preços tendem a se estabilizar ou até mesmo recuar, em virtude do aumento contínuo no volume de suínos prontos para o abate.
Rebanho de suínos da China cresce em julho, em primeira alta em mais de dois anos
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O rebanho de suínos da China avançou 13,1% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado, disse o ministério de Agricultura e Assuntos Rurais nesta segunda-feira (17), no que foi o primeiro aumento ano a ano desde abril de 2018.
O crescimento do rebanho de porcas foi de 20,3%, acrescentou o ministério, em meio a esforços de reconstrução das criações locais de porcos, devastadas pela epidemia de peste suína africana, que agora começam a mostrar resultados.
"O aumento em comparação anual no estoques de porcos vivos indica que daqui a cinco ou seis meses o número de porcos vivos e já prontos para o abate também aumentará ante o ano passado, o que irá fundamentalmente reverter a oferta apertada no mercado", disse o ministério em comunicado divulgado online.
O rebanho suíno chinês caiu rapidamente desde que a peste suína africana atingiu o país em 2018. Os dados do ministério mostram uma retração de 40% em setembro passado.
Mas uma série de políticas de apoio lançadas nos meses seguintes e preços recordes levaram muitos produtores rurais, particularmente produtores corporativos, a construir novas fazendas e expandir os rebanhos.
Mais de 9 mil fazendas de grande escala foram colocadas em operação desde o começo do ano, acrescentou o ministério, incluindo quase 3 mil em julho.
O ministério reiterou sua meta de recuperar a produção de porcos a um nível "quase normal" até o final do ano, com recuperação total da normalidade durante 2021.
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