S&P 500 e Nasdaq encerram nas máximas com avanços no comércio e vacina

NOVA YORK (Reuters) - O S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes de fechamento nesta terça-feira, mas uma queda dos papéis da Apple limitou os ganhos com avanços positivos nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a China e com novos progressos na batalha médica contra a pandemia do coronavírus.
O índice Dow Jones, que ainda não recuperou sua máxima de fevereiro, encerrou a sessão em baixa.
A Apple foi o papel que mais pesou em todos os três índices, com recuo de 0,8%, dias antes de seu desdobramento de ações de 4 para 1 que entrará em vigor em 31 de agosto. O desdobramento será o primeiro da companhia desde 2014.
Essa divisão, que reduzirá o peso da Apple no Dow Jones, levou a uma remodelação da média do índice industrial, com a Salesforce.com substituindo Exxon Mobil Corp, Amgen Inc tomando lugar da da Pfizer Inc e Raytheon Technologies Corp sendo removida pela Honeywell International Inc.
As ações da Salesforce.com, Amgen e Honeywell avançaram, respectivamente, 3,6%, 3,2% e 5,4%.
Autoridades comerciais em Washington e Pequim reafirmaram seu compromisso com a Fase 1 do acordo comercial bilateral, mas a boa vontade entre os países azedou quando a China classificou o voo de um avião de espionagem norte-americano por uma zona de exclusão aérea de "provocação nua e crua".
A farmacêutica britânica AstraZeneca começou os testes de sua vacina para o tratamento e prevenção da Covid-19, no mais recente avanço em uma corrida global para combater a pandemia.
Na frente econômica, o índice de confiança do consumidor do Conference Board despencou para uma mínima de 6 anos neste mês, enquanto um relatório do Departamento de Comércio mostrou que as vendas de novas moradias em julho subiram para a máxima em mais de 13 anos e meio.
O Dow Jones caiu 0,21%, para 28.248,44 pontos, o S&P 500 ganhou 0,36%, para 3.443,62 pontos e o Nasdaq valorizou-se 0,76%, para 11.466,47 pontos.
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