Fed sobe juros em 0,50 p.p. e iniciará redução do balanço em 1º de junho
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Por Howard Schneider e Ann Saphir
WASHINGTON (Reuters) - O banco central dos Estados Unidos elevou, nesta quarta-feira, sua taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, o maior aumento em 22 anos, e disse que começará a reduzir sua carteira de títulos no próximo mês como mais um passo na batalha para reduzir a inflação.
O Federal Reserve estabeleceu a meta de sua taxa básica num intervalo entre 0,75% e 1% em uma decisão unânime, com a probabilidade de mais aumentos nos custos de empréstimos de magnitude talvez semelhante à frente.
Apesar da queda no Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano, "os gastos das famílias e o investimento fixo das empresas continuam fortes. Os ganhos de emprego têm sido robustos", disse o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) em comunicado, ao final de dois dias de reunião de política monetária em Washington.
A inflação "continua elevada" com a guerra na Ucrânia e novos lockdowns contra o coronavírus na China ameaçando manter a pressão elevada. "O Comitê está altamente atento aos riscos de inflação."
O comunicado disse que o balanço do Fed, que saltou para cerca de 9 trilhões de dólares conforme o banco central tentava proteger a economia da pandemia de Covid-19, poderá cair em 47,5 bilhões de dólares por mês em junho, julho e agosto, e a redução avançará para até 95 bilhões de dólares por mês em setembro.
As autoridades do Fed não divulgaram novas projeções econômicas após a reunião desta semana, mas os dados desde o último encontro do colegiado, em março, deram poucos sinais de que a inflação, o crescimento salarial ou um ritmo rápido de contratações começaram a desacelerar.
Os mercados de ações dos EUA subiam após o anúncio, enquanto os rendimentos dos títulos do governo pouco mudaram. O dólar enfraquecia modestamente em relação a uma cesta de moedas dos principais parceiros comerciais.
Os futuros de taxas de juros continuaram a refletir as apostas de que o Fed elevará os juros para a faixa de 3% a 3,25% até o final do ano, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, um ritmo que incluiria vários ajustes de 0,50 ponto percentual, ou mais, na taxa.
O Fed "também sinalizou uma trajetória agressiva de novas altas na taxa de juros, reiterando o desejo recentemente declarado de elevar os juros para seu nível neutro o mais rápido possível", disse Michael Brown, chefe de inteligência de mercado da Caxton em Londres. "No entanto, dada a quantidade significativa de elevações já precificadas no mercado...a barra para uma surpresa 'hawkish' (agressiva contra a inflação) sempre esteve alta."
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