Reino Unido alerta que Rússia pode atacar navios; UE quer ajudar exportações da Ucrânia
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Por Michelle Nichols e Julia Payne
NAÇÕES UNIDAS/BRUXELAS (Reuters) - O Reino Unido alertou nesta terça-feira que tem informações que indicam que as forças militares da Rússia podem começar a atacar navios civis no Mar Negro, enquanto a União Europeia prometeu ajudar a Ucrânia a exportar quase todos os seus produtos agrícolas por ferrovias e estradas.
Os preços globais do trigo subiram 15% na semana passada, depois que a Rússia deixou um acordo que permitiu a exportação segura de grãos ucranianos no Mar Negro por um ano, e começou a destinar ataques a portos ucranianos e à infraestrutura de grãos no Mar Negro e no rio Danúbio.
"Nossas informações indicam que os militares russos podem expandir ainda mais seu ataque às instalações de grãos ucranianas, para incluir ataques contra navios civis no Mar Negro", disse a embaixadora do Reino Unido na ONU, Barbara Woodward, na terça-feira.
O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, compartilhou a informação com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, durante um telefonema na terça-feira, disse Woodward a repórteres. O Reino Unido também tinha informações de que "a Rússia colocou minas marítimas adicionais nas proximidades dos portos ucranianos", disse.
"Concordamos com a avaliação dos EUA de que este é um esforço coordenado para justificar e culpar a Ucrânia por qualquer ataque contra navios civis no Mar Negro", disse Woodward.
A missão da Rússia nas Nações Unidas em Nova York não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
A Casa Branca deu avisos semelhantes na semana passada sobre possíveis ataques russos a navios civis e minas marítimas.
O acordo de grãos do Mar Negro foi negociado pela ONU e pela Turquia há um ano para combater uma crise alimentar global agravada pela invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022. A Ucrânia e a Rússia são dois dos principais exportadores de grãos do planeta.
(Reportagem de Michelle Nichols, na ONU, e Julia Payne, em Bruxelas; reportagem adicional de Geert De Clercq, em Paris; Andrius Sytas, em Vilnius; Michael Hogan, em Hamburgo; e Daphne Psaledakis, em Washington)
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