Demissão de Prates na Petrobras é provável nos próximos dias, dizem fontes
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Por Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) -A demissão do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, é provável nos próximos dias, disseram duas fontes do governo à Reuters nesta quinta-feira, colaborando com a volatilidade das ações da estatal durante a sessão, também afetadas por informações sobre dividendos extraordinários.
As fontes, que falaram na condição de anonimato, acrescentaram que o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, está entre os cotado para assumir o posto.
Outro nome em consideração é o de Bruno Moretti, secretário especial da Casa Civil da Presidência que faz parte do conselho de administração da Petrobras, disse uma fonte do governo. Moretti é próximo do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Mais cedo, a CNN Brasil afirmou que a saída Prates da presidência da Petrobras seria "iminente".
A saída de Prates já vinha sendo debatida no governo como uma possibilidade para este ano, mas agora é considerada mais próxima, segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters, lembrando que antes a dúvida seria quando a saída do executivo aconteceria.
Entre os motivos de atritos de Prates com o governo está sua relação desgastada com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, algo que tem ficado cada vez mais escancarado, o que tem enfurecido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo as fontes.
Em entrevista à Folha de S.Paulo nesta semana, Silveira admitiu que há um conflito com Prates e que diverge do executivo, citando temas como a questão dos dividendos.
As declarações, segundo o jornal, levaram Prates a buscar uma reunião com Lula, que está em viagem pelo Nordeste nesta quinta-feira e também na sexta-feira.
As ações da Petrobras tinham uma sessão volátil, em meio às notícias envolvendo o comando da estatal e também sobre a distribuição de dividendos pela companhia, com as preferenciais tendo já oscilado entre uma máxima de 39,48 reais e uma mínima de 37,43 reais.
Os papéis começaram o dia em alta, avançando 2,76% no melhor momento, mas abandonaram o sinal positivo e chegaram a cair 2,58% após a CNN Brasil noticiar sobre a demissão "iminente" de Prates.
As ações, contudo, experimentaram uma guinada e recuperaram o território de alta após O Globo noticiar que os ministros da Fazenda, da Casa Civil e até de Minas e Energia concordaram sobre o pagamento de dividendos extraordinários da petroleira que foram retidos pelo conselho de administração em março.
Às 13h12, as ações preferenciais tinham alta de 2,1%.
(Por Lisandra Paraguassu; com reportagem adicionalde Paula Arend Laier; Texto de Roberto Samora; Edição de Pedro Fonseca)
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